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    <title>beamagalhaes06</title>
    <link>https://www.solrara.com.br</link>
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    <item>
      <title>A primeira traição dele foi comigo</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/a-primeira-traicao-dele-foi-comigo</link>
      <description>Esse homem chegou na minha vida querendo uma chamada de vídeo comigo. Nós fizemos e ele foi contando do quão estava louco por mim, por eu ser peluda, e ele ter muito fetiche em pelos. Ele também me contou um detalhe interessante:

- Você me bloqueou em outro número.
- Sério, por quê?
- Eu te mandei mensagem e te liguei</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A primeira traição dele foi comigo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           15 de março de 2026
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Esse homem chegou na minha vida querendo uma chamada de vídeo comigo. Nós fizemos e ele foi contando do quão estava louco por mim, por eu ser peluda, e ele ter muito fetiche em pelos. Ele também me contou um detalhe interessante:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Você me bloqueou em outro número.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sério, por quê?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Eu te mandei mensagem e te liguei em seguida, você ficou irritada e disse que eu não tinha paciência, que eu precisava aprender a ter isso na vida e me bloqueou. Então tentei falar com você de outro número meses depois.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gente, eu ri quando ele me falou isso e fiquei pensando no quanto eu às vezes sou dura. Por dia, recebo muitas mensagens, e muitas vezes homens ficam me ligando de madrugada, enquanto estou dormindo ou estou fazendo outra coisa. Isso tira um pouco da minha paciência, na verdade considero que a parte mais chata do meu trabalho é responder o WhatsApp, porque muitas vezes aparecem só homens enchendo o saco. Quando o cara tem a conduta de começar a ligar, eu só bloqueio, mas esse dia eu parecia estar irritada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois desse dia, ele me mandava uma série de mensagens no WhatsApp, dizendo que queria fazer uma chamada comigo de novo, mas não conseguia por causa da sua esposa. Na chamada, ele disse que seria impossível da gente se conhecer, pois ele não morava em São Paulo, mas que ele iria tentar de tudo para isso acontecer. Alguns dias depois, ele queria fazer uma chamada comigo à noite, mas naquele dia eu não estava me sentindo bem e falei para fazermos outro dia. Depois de uns dois dias, eu acordo com 5 mil reais a mais na minha conta.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Foi você quem me mandou esse dinheiro?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sim, é um presente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Você quer abater esse valor no encontro?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Não, esse dinheiro é seu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nossa, fiquei muito feliz! Estou passando por uma série de problemas com a minha cachorra que sofre de um transtorno chamado "ansiedade de separação", tinha feito até uma rifa para me ajudar nos custos do tratamento, mas depois desse presente, encerrei e a rifa e preenchi o resto dos nomes com o nome dele. Ele foi um dos ganhadores.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Estou indo para São Paulo essa semana, reserva depois das 20h na sua agenda, e faz um desconto para mim porque quero passar a noite inteira com você.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Tá bom, mas não faço desconto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A gente estava combinando de fazer uma pernoite. Eu nunca tinha feito, pois não gosto de fazer. Somente propus para um cliente de fazer uma pernoite porque estava gostando dele (o carinha do ciclo de textos do "ele disse que namoraria comigo"), o resto eu não imaginava ficar tantas horas juntos, ainda mais porque acho muito mais íntimo dormir do que fazer sexo. Uma vez dormi com um homem por 5 mil reais, somente dormi sem sexo (combinamos isso), mas foi horrível. Ele me abraçava a noite inteira e assim que acordei, saí correndo, sufocada. Depois disso, nunca mais aceitei propostas para dormir com alguém.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas esse homem estava sendo tão legal comigo, me deu 5 mil do nada, que ele acabou me conquistando e eu fiquei com vontade de conhecê-lo. Ao longo dos dias, ele também comprou um monte de calcinhas para mim, ou seja, ele sempre procurava me agradar, e eu comecei a ficar confortável com a ideia de fazer a pernoite com ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Me dá um desconto porque eu não quero que você saia de madrugada, quero que você saia umas 10h, assim a gente toma café juntos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - O que você acha de 7 mil? Eu chego por volta das 20h e fico até às 10h.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Fechado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Mas aí você paga meu uber também que dá por volta de 100$, ou seja, 7.100$.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Ok.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nesse dia, eu precisei passar na casa do ex-cliente, o do ciclo de textos do "ele disse que namoraria comigo", para pegar meu livro que esqueci em sua casa. Eu acabei me atrasando no caminho e cheguei quase 21h30 no hotel que o homem da pernoite estava. Quando eu cheguei, tentei dar um selinho nele, mas ele me deu um beijo da bochecha.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Você atrasou, hein. Mas está linda!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Obrigada!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele se sentou na minha frente, na cadeira, e eu na cama, ficamos um bom tempo distantes e conversando muito. Ele me contava sobre a vida dele e o quanto tinha condições financeiras, ele definitivamente era um dos homens mais ricos que eu já tinha saído e cada coisa que ele falava me abrilhantava os olhos e eu pensava que um dia também queria ter essas coisas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Teve uma hora que puxei ele para vir na varanda comigo, ele não queria vir porque tinha muito medo de altura, mas na minha presença ficou seguro. Eu saquei alguns cigarros e cervejas e contei a minha vida para ele, enquanto ele me contava a dele, e aquela vista bonita da noite nos acompanhava. Parecia que a gente estava vivendo um filme.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Eu me apaixonei por você.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sério?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sim, você é a primeira mulher que eu traio a minha esposa em 26 anos. Eu te mandei os 5 mil porque me encantei por você. Eu arrumei uma desculpa para estar em São Paulo só para te ver. Eu dei um jeito da minha mulher nunca ver o seu número no WhatsApp, eu decorei o seu número... eu fiquei louco por você desde quando vi o seu anúncio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu ficava maravilhada ouvindo ele falar. Ele viajou 12 horas de ônibus para me ver! Quanto esforço! Mas ele também me deixava claro que não poderia seguir com isso, pois ele queria continuar com a esposa dele. Ele nunca quis trair ela, mas acontece que ele tem muito fetiche em mulher peluda e ele disse que em mim ele encontrou a mulher ideal.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Você quer que eu tire a roupa?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sim, coloca aquele maiô preto para eu ver os seus pelos saindo da roupa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois de muitas horas conversando, finalmente ele começa a me tocar e me chupa. Estava bom. Ele tenta beijar meu pescoço e explorar o meu corpo, e eu tenho cosquinha. Explico para ele que ainda estou aprendendo a me soltar. Depois é a minha vez de chupar ele. Eu chupo com tanta vontade que ele se contorce de prazer e fica com muita vontade de gozar, mas antes ele quer me penetrar. A gente coloca a camisinha e ele diz que não sente nada, pois transa há 26 anos sem camisinha. Então eu falo "vamos tentar mais um pouquinho" e pego meus vibradores. Eu tive um orgasmo com ele metendo, me olhando e eu ali com meu vibrador e depois tive mais um. Depois disso, ele pareceu satisfeito e desce no hotel para pegar cobertor e escova de dente para mim. Já era 4h da manhã! A gente conversou muuuuuito e também já estávamos cansados, então fomos dormir para tomar o café no hotel. Ele colocou o celular para despertar 9h e a gente se deu boa noite. Ele não quis dormir agarrado em mim, e eu achei isso ótimo. Percebi que prefiro dormir assim, cada um do seu lado, do que de conchinha.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando acordamos, fomos direto para o restaurante do hotel tomar café. Tinha muitas coisas para comer e tudo estava uma delícia! Eu repeti 2x, e ele 4x! Hahahaha tinha muito tempo que eu não tomava um belo café da manhã de hotel, então foi maravilhoso. Nós estávamos em um hotel bem chique e localizado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Eu nunca traí a minha mulher. Você é a primeira e vai ser a única. Só vou trair com você. - Ele me diz enquanto comia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando a gente chega no quarto novamente, eu pergunto se ele quer que eu prove as calcinhas que ele me deu. Ele diz para eu provar, mas a parte de frente é para eu colocar atrás, para ficar evidente os meus pelos. Depois pergunto se ele quer que eu chupo ele. Eu queria que ele gozasse comigo, mas também odeio fazer sexo de manhã e eu tinha dormido superpouco, então o meu oral estava bom, mas não excelente como na noite anterior rs enquanto eu estava chupando ele, a camareira tentou entrar no quarto para limpar, e ele teve que gritar que estava ocupado. Ela quase pegou a gente pelado! Isso fez ele brochar e a gente voltou a conversar. A gente tinha assunto infinito! Eu contava para ele como eu lidava com a minha profissão e ele gostava de ouvir.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois a gente teve que deixar o quarto porque o check-in dele era até o 12h. Eu fiquei no hall fazendo companhia para ele, mas também precisava ir. Ele logo partiria também para um evento, então me despedi dele e dessa vez ele me deu um selinho (mesmo com outras pessoas olhando, achei fofo). E eu cheguei em casa pensando o quanto esse homem tinha se esforçado para estar comigo, que isso era bonito, mesmo que ele fosse casado, cada gesto que ele fez significou muito. Os presentes em dinheiro, o quanto ele não me exigia no encontro, ele tocava em mim por um tempo e já ficava satisfeito, o quanto ele me deixava à vontade e o quanto ele demonstrou que a minha presença bastava. Eu não performei para ficar com ele, foi tudo natural, e mesmo assim ele gostou de mim. Também fiquei reflexiva por eu ser a primeira mulher que ele traiu e por ele estar apaixonado por mim. Falei para ele que um dia quero viver um grande amor e quero que o meu grande amor seja tão louco por mim quanto ele rs 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Espero que esse homem arrume todas as desculpas possíveis para me ver, a companhia dele é leve, eu não sentia que estava com um cliente, parecia um amigo íntimo. Um homem que se apaixonou pelos meus pelos e depois pela Sol Rara.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/85c567bd/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2026-03-15+at+20.36.34.jpeg" length="15711" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sun, 15 Mar 2026 00:13:58 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Ele disse que namoraria comigo - O fim</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/ele-disse-que-namoraria-comigo-o-fim</link>
      <description>Meus amores, chegamos ao fim da saga "ele disse que namoraria comigo", porque eu decidi encerrar. Esses dias, tive uma conversa com alguém que tem um rolo por anos. O cara nunca se decidiu. Eles tinham muita química, então ela foi levando. Já estão há 5 anos nesse caso indefini</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele disse que namoraria comigo - O fim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           10 de março de 2026
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Meus amores, chegamos ao fim da saga "ele disse que namoraria comigo", porque eu decidi encerrar. Esses dias, tive uma conversa com alguém que tem um rolo por anos. O cara nunca se decidiu. Eles tinham muita química, então ela foi levando. Já estão há 5 anos nesse caso indefinido. Eu cheguei em casa depois dessa conversa e me vi: é assim que eu seria se eu não colocasse um ponto final. Ele, O Apaixonado, nunca vai ter maturidade suficiente para assumir um compromisso comigo. Ele deve ter os porquês dele, mas eu não estou nem aí para os porquês dele. Vamos ser sinceras, mulheres, quem nunca acreditou que aquele sapo era príncipe? Quem nunca quis viver um romance com um homem indisponível? Quem nunca amou uma pessoa que não está pronta para amar? Quem nunca acreditou que consertaria alguém?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu já fui muito boba. Quando eu era mais nova, acreditava que eu tinha um superpoder de mudar os homens. Eu tentava fazê-los mudar de opinião e dava o meu corpo a eles achando que eles iam me amar. Quem sabe assim eles mudariam de opinião? Se eles vissem o meu corpo e o quanto eu sou bonita, o quanto eu sou gostosa, o quanto eu sou inteligente, será que eles mudariam de opinião? Então eu me moldava para ser aceita. Eu fazia de tudo para ser amada, para ser pelo menos um pouco amada. Que aqueles homens me dessem o resto do amor deles, e aquilo era tudo que me bastava.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas eu cresci, ah, cresci muito! Cresci ao ponto de me achar maravilhosa, tão maravilhosa que não aceito indecisão. Como assim eu vou amar um homem que não me quer? Um homem que acorda e não pensa em me mandar mensagem? Um homem que me trata como se eu tivesse sempre disponível? Eu não estou. Eu sei do meu valor. Eu decidi não falar mais com a minha mãe porque ela não sabe me amar. A minha mãe que me pariu. Imagina se eu vou deixar um homem fazer o que quer comigo. Mas nunca! Imagina se eu não vou aceitar ser tratada como a deusa que eu sou. Mas nunca!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nenhum homem nessa vida vai me fazer de otária!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Saí com esse cretino na quinta-feira, como descrito no post "Na noite que fui mulher" e saí porque queria transar com ele e ponto! Já sabia que ele era um covarde e ia sumir. Naquele dia eu queria usar ele e cogitei bloqueá-lo assim que saí da casa dele. Mas eu tenho maturidade, esperei 2 dias depois e mandei uma mensagem madura terminando tudo. Eu fui já sabendo que seria a última vez, porque não sou besta! Eu sabia que ele ia voltar a sumir. Aquele dia eu só queria usar ele como ele merecia. Eu queria ver se eu gostava dele e descobri que não! Eu idealizei ele, eu gostei dele pela fantasia, porque ele falou que namoraria comigo e eu encarei isso como uma promessa. Eu queria ser escolhida nesse dia, queria que alguém ficasse mesmo eu sendo essa puta. Mas, meus amores, esse cretino não está preparado para uma mulher como eu. Ele não tem pau o suficiente para mim. Ele é um homem muito abaixo do que eu almejo na minha vida e ele não serve nem para transar! Se eu quisesse só dar para ele, ele ia inventar historinha de que queria algo a mais. Porque os homens não são sinceros? Se ele dissesse que queria só me comer talvez teria sido muito mais fácil! Eu daria para ele quando sentisse vontade e pronto!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um cara cuzão, que sabe que não está pronto para se relacionar com alguém, porque deve estar todo traumatizado e fica inventando promessas. Um irresponsável. Um covarde. Ah, eu não aceito isso, meus amores! Ele não tem mais passe livre na minha vida. Acabou. De pau eu encontro um monte e paus muito mais fáceis de lidar do que esse!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele não tem estrutura emocional para uma mulher como eu. E eu sei que não sou para qualquer um.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É o fim de uma história que só me causou estresse. Nem gozar ele me fazia como eu gostaria e mereço. No final só serviu para me mostrar o quanto eu sou forte e decidida a querer o melhor para a minha vida.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fiz um conto sobre:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O conto do fim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele pagou para ver ela. Ele tinha curiosidade, uma vontade de conhecer uma mulher naquele contexto. Ela foi encontrar com ele como se ele fosse qualquer um. Como se ele fosse mais um. Ele abriu a porta do quarto, ela entrou. Quando ela entrou, foi entorpecida por uma espécie de feitiço que aquele homem estava colocando nela. Sim, ele estava disposto a enfeitiçá-la, porque ele fazia isso. Ele fazia isso com várias mulheres e com A Machucada não seria diferente. Então ele prometeu um castelo para ela, no final do encontro. Ele disse que se ela esperasse um pouco mais, ele lhe daria um castelo, daqueles enormes, que ela sempre sonhou. Bem no alto da montanha, todo rosa, sua cor favorita. Ah, ela ficou maravilhada! Ele parecia tão, tão apaixonado que ela ficava entorpecida com o tamanho do seu querer. Ela realmente acreditou na promessa dele. Mas deu um, deu dois dias e O Apaixonado não voltava. Às vezes um vulto passava entre a A Machucada, então ela sentia a presença dele. Mas não era ele de verdade. Na vida do O Apaixonado, ele se confundia. Ele tentava conhecer outras mulheres e às vezes também prometia castelos para elas. Mas ele voltava a pensar na A Machucada, pensava que ele queria realmente dar o castelo, um castelo rosa para ela. Só que isso daria muito trabalho, e ele fugia do que dava trabalho. Depois de um tempo, O Apaixonado liga para A Machucada e combina de vê-la. De novo, ele promete o castelo, um castelo que os dois morariam juntos e até teriam filhos: O Inconstante e A Esperança. No outro dia, O Apaixonado se envergonhava do que tinha falado e fingia que A Machucada não existia. A Machucada estava abrindo o coração com a mão e pegando cada pedacinho para ver melhor. Ela se doía, pois nunca saberia o que ia acontecer. Ela se apegava na promessa do castelo. Ela não conseguia ver quem O Apaixonado era. Ele deixava A Machucada aberta dilatada, arrombada muitas vezes. E um vazio enorme se apossava do seu corpo tão pequeno, um vazio que cabia cada promessa que ele a fazia. Ela estava ficando triste e cansada, até que O Apaixonado voltou ainda mais Apaixonado e disse que tudo seria diferente. Seus olham brilham, ela acredita nele de novo e coloca o coração de volta no seu peito com fita durex. O coração não está colado direito, qualquer toque pode fazer ele cair, mas ela acredita que O Apaixonado trataria ele com delicadeza. Nesse dia eles fazem amor, e um castelo sai da buceta da A Machucada. Ela percebe que tem o castelo dentro dela e não precisa que O apaixonado a dê. O Apaixonado sai correndo de novo e deixa ela vazia, mas como ela já conhece essa história, decide comprar agulha e linha e se costurar de novo. Ela costura as partes que ele quebrou. Ela se devolve. Ela deixa ele em paz. Ela percebe que não precisa de um castelo, pois já tem uma casa dentro de si. E deixa O Apaixonado vazio, porque quando ela foi embora, todas as promessas que ele tinha dentro dele também foram.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Esse conto é uma fábula que faz parte do ciclo de textos do "ele disse que namoraria comigo", "humana, mesmo sendo puta", "na noite que fui mulher").
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sim, também escrevo contos, poesias, letras de música, livros, ou seja, escrevo tudo rs.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Fala sério se eu não sou uma baita de uma escritora!? Transformei 3 encontros em uma saga literária hahahahahahaha EU SOU DEMAIS!)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Tue, 10 Mar 2026 19:10:21 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Na noite que fui mulher</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/na-noite-que-fui-mulher</link>
      <description>A saga do texto “ele disse que namoraria comigo” tomou um novo capítulo; minhas leitoras
no Instagram escolheram um apelido para ele, “O Apaixonado”, pois eu fiz questão de
contar que decidi transar de graça depois de 4 anos. É verdade que sou garota de
programa há 1 ano, mas antes disso fiquei 3 anos sem transar com n</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Uma noite sendo mulher
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           7 de março de 2026
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A saga do texto "ele disse que namoraria comigo" tomou um novo capítulo; minhas leitoras no Instagram escolheram um apelido para ele; "O Apaixonado", pois eu fiz questão de contar que transei de graça depois de 4 anos. É verdade que sou garota de programa há 1 ano, mas antes disso fiquei 3 anos sem transar com ninguém, porque não conseguia, por isso decidi cobrar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O que aconteceu para eu decidir fazer sexo de graça?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quem acompanha a saga sabe que o último capítulo foi eu decidindo que ele não seria mais meu cliente, pois ele sumia por meses, voltava todo apaixonado, dizendo que queria algo mais e depois sumia de novo. Isso estava me machucando. Decidi que não ia mais atendê-lo, até que ele voltou depois de quase 3 meses dizendo que queria ter um relacionamento comigo. Eu nunca ia esperar esse desfecho, já tinha colocado na minha cabeça que nós nunca mais íamos nos ver, mas eu sou uma mulher esperta e pensei “será que ele está tentando me manipular? Já que agora que ele sabe que eu não vou mais sair com ele se ele pagar, agora ele vai me convencer que quer ter um namoro comigo para me fazer sair com ele?”. Então fiquei com pé atrás. Como diria minha avó; “falar, até papagaio fala” e eu não acredito em promessas vazias. Ele voltou sábado retrasado, eu falei com ele todos os dias e demonstrei que gostava dele, porque era verdade. Mas acontece que quinta-feira ele parou de me responder, assim, do nada. Eu tinha dito para ele que se ele sumisse mais uma vez eu não o aceitaria. A vida é muito curta para a gente perder tempo com pessoas inconstantes. E ele tinha me mostrado em 5 meses que ele era uma pessoa que tem medo de ficar. Ele sumiu. Então desmarquei tudo o que estava preparando, pois tínhamos combinado de eu dormir 2 dias na casa dele. Quando tenho um compromisso com alguém, eu não deixo a pessoa falando sozinha. Eu espero o mínimo de constância.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eis que na quarta-feira, dia em que ele chegaria em São Paulo, ele manda uma mensagem dizendo que está entrando no avião. Eu leio aquilo e penso “que cretino! Ele acha que eu vou encontrá-lo?”. Escrevi que não ia mais rolar nada entre a gente, mas tinha uma parte dentro de mim que queria encontrá-lo uma última vez. A gente se resolveu e eu resolvi ir para a casa dele, não para dormir, mas para ficar algumas horas. Confesso que eu não estava mais tão animada para ver ele, existia uma parte em mim que já estava machucada, que duvidava, que não confiava nele. Mas eu decidi vê-lo, porque tinha uma outra parte que queria conferir ao vivo o que eu sentia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando eu cheguei, ele se tremia um pouco e eu percebi que ele estava ansioso. Eu abracei ele instantaneamente. Eu não estava com raiva, mas estava chateada. Eu entrei na casa dele e me sentei no sofá e comecei a falar o quanto esses sumiços me afetam e que não fazia sentido o que ele falava. Em um dia, ele dizia que queria namorar comigo, no outro ele esfriava. Ele era instável e eu não sei lidar com instabilidade – na verdade, eu não quero. Ele falou que me mandaria mensagem todos os dias. Eu não acreditei nele. Na verdade, eu vivi o momento presente sem me apegar a nenhuma expectativa ou fantasia. Eu já sei que ele some, ele poderia sumir depois daquele dia. Mas, e daí? Aquele dia eu queria estar ali. Aquele dia eu fingia acreditar no que ele me dizia. Aquele dia eu deixei ele me interromper para me beijar. Aquele dia poderia ser o último.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele vivia outro looping, ele não estava chateado comigo, pois eu não tinha magoado ele nenhuma vez. Ele se abria comigo de um jeito que nunca se abriu quando ele era o meu cliente. Ele me contava sobre a vida dele, e eu ouvia com atenção. Eu gostava de escutar ele. Eu avaliava se ele seria um bom namorado. Eu estava dividida, uma parte dizia que eu nunca mais poderia vê-lo e uma outra parte dizia “e se ele realmente ficar? Você quer ele?”. Teve uma hora que ele disse que era inseguro para se envolver, que ele já foi casado por anos e quando se separou tentou se envolver com 2 mulheres e elas pressionaram ele. Eu não pressiono homens e disse isso para ele. Mas se não estiver bom para mim eu vou embora (isso eu não disse para ele). Ele era gentil comigo. Ele era muito presente, nem parecia aquele homem que estava fugindo de mim. Ele dizia que não ligava para a minha profissão, mas uma parte minha diz que ele liga. Ele me puxa para o seu quarto e a gente transa. Eu não cobrei dele. Eu queria estar ali, sem ele precisar me pagar. E mesmo que eu nunca mais o visse, eu não ia me arrepender. Era aquilo que eu queria fazer. Queria que ele se apossasse da minha vagina sem pagar um real por ela. Bom, ele pagou meu Uber, porque eu também não queria tirar um real do bolso para ver ele. E depois ele cozinhou para a gente, ele fez um nhoque, que estava bom. Parecia que naquele dia eu estava conhecendo melhor O Apaixonado. Era muito diferente de quando eu encontrava ele nos motéis da vida. Depois que a gente transou, a gente ficou um tempão se acariciando, num tipo de intimidade fina, sem dizermos uma palavra. Naquela hora, eu queria saber o que ele estava pensando, mas fiquei calada. Talvez aquilo foi mais íntimo do que o sexo em si, depois transamos de novo e ele ficou com muito sono. Percebi que ele se sentia confortável comigo. Eu precisava ir. Antes de ir, ele brincou dizendo que eu falaria mal dele no blog. Será que ele gosta de ser um personagem na minha história?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Já eu, demorei para dormir quando cheguei em casa. Porque tenho insônia e porque penso. Será que esse seria o nosso último encontro? Será que agora que ele conheceu um pouco da Sol real, a Sol que não é uma garota de programa, mas que é uma mulher que sente e que tem uma história, ele iria sumir de vez? Eu contei um pouco da minha história para ele. E contei que estou há anos me reconstruindo. Talvez no fundo eu queria que ele sentisse o tamanho da minha força e que eu não tenho medo de fazer o que decido. Eu decidi me deitar com ele. Eu decidi que ele não me devia. Que eu não ia cobrar. Que eu seria uma mulher para ele, não uma prostituta. A Sol Rara real é mais fascinante que a Sol Rara do motel? Eu não sei. Eu não sei se essa história acabou ou se essa história só começou. Ele me convidou para fazer outras coisas depois, mas será que essas coisas vão existir? Por enquanto tudo está aberto. E se esse for o nosso último encontro, eu não me arrependi em nenhum momento. Eu queria fazer isso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sat, 07 Mar 2026 20:36:26 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Uma garota de programa quer companhia</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/uma-garota-de-programa-quer-companhia</link>
      <description>Eu decidi não namorar tão cedo, decidi me satisfazer com os meus clientes, mas tinha uma parte dentro de mim que buscava companhia. Aliás, qual ser humano não tem uma parte que quer companhia? Por mais que eu tentei sufocar essa parte da minha vida, ela teima em insistir. E eu resolvi dar brecha para ela. Resolvi abri</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Uma garota de programa quer companhia
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           21 de fevereiro de 2026
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu decidi não namorar tão cedo, decidi me satisfazer com os meus clientes, mas tinha uma parte dentro de mim que buscava companhia. Aliás, qual ser humano não tem uma parte que quer companhia? Por mais que eu tentei sufocar essa parte da minha vida, ela teima em insistir. E eu resolvi dar brecha para ela. Resolvi abrir a minha parte adotando um cachorro, é mais fácil do que lidar com humanos, né?
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Quando eu me vi sozinha pela primeira vez, em uma casa que eu finalmente gostei, em que eu finalmente estava sozinha, porque passei 6 anos da minha vida morando em repúblicas e pensões, eu decidi adotar um cachorro. Será que eu ainda tenho medo de ficar sozinha? Será que adotei um cachorro para compensar a falta que eu sinto de pessoas? A falta que eu sinto de ter uma família? Será que no fundo eu achei que o cachorro iria cuidar de mim e não eu dele? Será que no fundo eu queria que o cachorro fosse a mãe que eu nunca tive?
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           O fato é que eu aguentei apenas uma semana sozinha nessa casa, na semana seguinte eu pre-ci-sei adotar um cachorro. Lembro até que me dava um certo medo de dormir sozinha. Eu queria companhia. Mais do que querer, eu precisava. Então pedi para Deus diversas vezes um cachorro que não me desse trabalho (sim, eu tive a audácia de pedir isso) porque eu sabia que eu não iria aguentar. Eu queria um ursinho de pelúcia que ficasse do meu lado. Só isso. Sim, só isso.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Então a Alice chegou. Ah, ela era tudo o que eu queria! Deus tinha me escutado, pois ela não me dava nenhum trabalho, o cachorro mais bonzinho e obediente que já conheci. Eu nunca pensei que o trabalho que ela fosse me dar seria me amar demais. A Alice me amou rápido, como se ela também estivesse esperando por mim. Ela me adotou. Ela também não queria ficar sozinha, ela também clamava por mim. Eu me tornei o mundo para alguém e esse mundo se chamava Alice. Pela primeira vez na vida, encontrei um ser que me aceitou e me amou do jeito que eu era. A Alice também pedia para Deus eu. Eu cheguei. Depois dos três meses, a Alice começou a apresentar alguns comportamentos destrutivos quando eu saía, mas eram pontuais. Eu não me importava porque ela era um cachorro perfeito. O cachorro que pedi a Deus. Até que ela se tornou um pesadelo para mim.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Depois que retornei de viagem e deixei ela com a vizinha, ela voltou extremamente ansiosa e começou a destruir a porta toda vez que eu saía em um nível que se formou um buraco. Eu chegava com raiva, cansada. Onde estava o meu cachorro perfeito? Deus não tinha me escutado mesmo? Eu saía para trabalhar, e ela sofria. Ela queria que eu vivesse só para ela. Ela se parecia a minha mãe. Eu estava perdendo a minha liberdade para um cachorro? Eu, tão livre, agora tinha um cachorro que me deixava ansiosa toda vez que saía de casa.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Contratei adestradora, veterinária, curso e agora estou fazendo uma rifa para me ajudar nos custos. Hoje a adestradora me disse que vai levar no mínimo 6 meses para ela melhorar. Tomei um susto. Eu que sempre quis tudo para ontem, agora tinha que esperar 6 meses. A Alice sofre de ansiedade por separação. Toda vez que eu saio de casa, ela sofre. E eu já sofri muito disso na vida. Tenho o trauma do abandono, quando eu me relacionava, eu sufocava as pessoas com a minha ansiedade. Eu não destruía portas, mas a mim mesma. Eu afastava as pessoas. Às vezes olho para a Alice e queria falar em alguma linguagem que ela entendesse: quanto mais você raspa a porta, menos eu quero ficar em casa. Queria que fosse possível ela entender. Mas não é.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Nesse processo, eu tenho me desgastado também, tal qual a porta que agora tem um buraco, o meu cansaço abriu um buraco em mim. Um buraco esse que me fez repensar porque eu queria tanto companhia. Porque eu escolhi isso. É como uma pessoa que quer ter um filho. É loteria, você nunca sabe como vai ser aquela criança. Mas a gente tem o sonho do cuidado e o sonho de ser cuidada. É por isso que muitas pessoas nos perguntam quem vai cuidar de nós quando ficarmos velhos se não tivermos filhos. Fazemos filhos porque somos egoístas. Porque pensamos nas nossas necessidades. Porque queremos deixar um legado no mundo. Porque a gente quer ter uma história para contar. Porque a gente quer ser preenchido e amado. Eu queria ser amada pela Alice e eu sou, mas nunca pensei que um cachorro iria me amar de uma forma doentia. Nunca pensei que eu ia precisar gastar dinheiro para um cachorro me amar menos. Que eu ia precisar dar antidepressivo para esse cachorro me amar menos. Parece bizarro, aquela pequena Sol que não tinha nem sequer o amor da sua mãe, agora tem um cachorrinho que ficou doente de tanto amar ela. Eu que nunca tinha conhecido o amor de verdade, agora o conheci e quero que ele seja menos. Quero que o amor não me leve junto. Quero que o amor me deixe em paz às vezes. Às vezes quero esquecer que não adotei a Alice. Às vezes quero ter o direito de ser só a Sol Rara. Não peguei um cachorro para me dar trabalho porque queria que ele em algum nível me curasse. Queria que ele fizesse a minha parte. Que ele cuidasse de mim na velhice. Que ele fosse o meu ursinho. Que ele não me fizesse gastar. Quando adotei um bicho, adotei muito mais por mim do que por ele. Eu queria ter um bicho. Mas esse bicho também tinha a sua necessidade de me querer, e eu nunca imaginei que seria tanta assim. O cachorro também quer ser amado, igual eu.
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           De alguma forma, eu acredito que a Alice cuida de mim do jeito dela. E é sentir isso que me sustenta. Ela está comigo, ela quer a minha companhia, ela me espera. E de algum modo eu também esperava por ela. Por alguma razão, eu preciso passar por todo esse processo, talvez para aprender a educar alguém como a minha mãe nunca me educou. Sempre falei que seria diferente dela. A vida deve ter me colocado essa prova no momento que ela achou que eu estava pronta. Porque eu senti no fundo do meu coração que estava pronta para ter um animal. E nada vem no endereço errado. Nada. Nem um cachorro para uma garota de programa.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      <pubDate>Sat, 21 Feb 2026 01:06:45 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>1 ano sendo garota de programa</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/1-ano-sendo-garota-de-programa</link>
      <description>O que aprendi nesse 1 ano sendo garota de programa? 1 ano parece pouco tempo e parece ser um tempo dos iniciantes. Com 1 ano, às vezes mudamos de vida, mas em geral a vida continua quase igual. Será que dá pra fazer tanta coisa assim em 1 ano? Será que dá pra se surpreender tanto em 1 ano? 

Em 1 ano, eu vi a minha vid</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1 ano sendo garota de programa
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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           31 de janeiro de 2026
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           O que aprendi nesse 1 ano sendo garota de programa? 1 ano parece pouco tempo e parece ser um tempo dos iniciantes. Com 1 ano, às vezes mudamos de vida, mas em geral a vida continua quase igual. Será que dá pra fazer tanta coisa assim em 1 ano? Será que dá pra se surpreender tanto em 1 ano? 
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1 ano, eu vi a minha vida mudar completamente. Mudei meu emprego, mudei de casa, mudei de bairro. Mudei as minhas convicções, mudei a forma como eu enxergava o meu corpo, a forma como eu via o trabalho. Passei a gozar no trabalho. A Sol Rara foi um marco na minha vida. De repente, eu me vi sendo dividida em duas: a mulher que eu era e a mulher que eu ia me tornar. Estou no processo de me tornar essa mulher.
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  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nesse 1 ano, eu aprendi que o meu trabalho me regula, me ajuda, me reorganiza. Mas também que me tira, que me suga e me exige. Nesse 1 ano, eu sorri várias vezes e me entresteci em algumas. Eu comecei achando que o meu trabalho era uma brincadeira e algumas vezes fui engolida por ele. Eu me diverti, mas eu também lidei com coisas cruéis. Nesse 1 ano, a vida me mostrou que não existe romantismo no meu trabalho, mas, sim, uma verdade, verdade essa que com a minha inocência de quem não tem nem um ano na profissão existia.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu tinha uma inocência que me acompanhava desde o primeiro dia em que iniciei nesse trabalho. Lembro que comecei fazendo poucos programas porque sentia que era o suficiente. Eu ainda estava descobrindo, me experienciando. A cada programa que eu fazia, eu refletia se era isso que eu queria para mim. E o meu desejo por fazer mais programas foi aumentando até que eu fui entendendo que eu queria cada vez mais fazer isso. É verdade que até hoje eu vejo o meu trabalho como uma grande brincadeira, mas eu aprendi muito ao longo desse percurso e aprendi o quanto o meu trabalho pode doer também.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu sofri um golpe no mesmo dia que fiz um ano de profissão - e achei isso muito simbólico. A vida queria me ensinar alguma coisa. Eu precisava estar atenta. Infelizmente existem homens ruins que passam pelo meu trabalho e eu preciso entender que às vezes ele é mais que uma brincadeira. Mas foi no meu trabalho que muitas vezes eu encontrei motivos para seguir. Às vezes eu saía de casa pior e voltava muito melhor, como no dia em que o cara pagou três horas só para fazer massagem em mim - ah, como eu precisava disso! - e isso me fez muito melhor depois. Eu aprendi a ler os homens, a descobrir onde era melhor tocar em cada um, a fazer com que eles se encantassem por mim e deixar com que eles me fizessem cada dia mais mulher. Eu virei uma mulher depois que iniciei nesse trabalho, e existem pelo menos duas Sol Rara, aquela que os meus clientes conhecem e aquela que eu sou no meu dia a dia. É como se eu fosse uma persona para mim - eu me transformo em Sol Rara. E às vezes, tudo o que eu preciso no dia, é ser ela.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas também aprendi a não ver o meu trabalho como o centro da minha vida, como se eu só valesse quando sou a Sol Rara. Foi difícil. Eu me encontrava nesse personagem e não queria sair, eu queria ser a Sol Rara o dia inteiro, só não queria quando ela me decepcionasse, como foi no caso do golpe, e nem quando eu me decepcionasse comigo mesma, como quando eu não conseguia relaxar ao ponto de gozar. Quando iniciei nesse trabalho, eu gozava aos montes e depois fui gozando menos, fui perdendo o libido e o tesão na vida até me ver depressiva, não por causa do meu trabalho, mas pelas minhas questões pessoais. Me vi depressiva ao ponto de nem meu trabalho me fazer feliz porque eu não conseguia funcionar nele como a mulher que eu estava sendo. Eu tive a primeira decepção sendo garota de programa e isso foi terrível. Não existe nenhum lugar em que te preparam para isso. Mas mesmo assim, no final, me senti abençoada, já que colecionei muitos encontros maravilhosos ao longo desse 1 ano.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu comprei velas e mais velas, um bolo, e cantei parabéns para mim por viver 1 ano sendo garota de programa. Expondo isso, bancando isso e assumindo isso. 1 ano sem ter vergonha de ser quem eu sou. 1 ano me assumindo. Talvez a maior lição que aprendi é que sou muito maior do que eu imaginava. Que eu sou capaz. Que eu posso. Consegui viver esse 1 ano aquilo que eu queria viver, sem medo do preconceito. Consegui viver esse 1 ano sendo livre pela primeira vez. Isso é muito significativo para mim.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aprendi também a me ver ainda mais no outro, como várias vezes que me pagaram só para conversarem comigo ou para fazer carinho em mim. Foi na minha profissão em que encontrei dignidade pela primeira vez. Em que eu fui vista. Me enxergaram sendo puta, mas também sendo ser humano. Muitos clientes já me pagaram para ouvir a minha história, para me ouvir. O sexo, na maioria das vezes, é a parte menor dos meus encontros, porque na maioria das vezes meus clientes querem me conhecer. Eles me humanizam. É verdade que também encontrei homens que só olhavam para o meu corpo, de alguma forma eu sei que sou um corpo para muitos que me procuram. Mas sempre tentei mostrar que eu tinha algo Raro e muitos homens enxergaram raridade em mim. Isso foi muito bonito de presenciar e sentir, porque não era algo que eu esperava, mas era algo que eu queria e precisava muito.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Encontrei homens que só exigiam de mim presença, homens que queriam muito me dar prazer e que até se frustravam quando não conseguiam. Me sentia protagonista. Nunca me coloquei na posição de ser um objeto de prazer para eles, eu sempre me senti um ser desejante e essa foi mais uma vitória para mim. Eu aprendi a não servir os homens, mesmo que boa parte da minha profissão exija isso. Eu aprendi a me divertir junto com eles. Claro que nem sempre eu tenho prazer e preciso me dispor a dar prazer para eles, mas essa parte do meu trabalho é tão pequena que nem me incomoda. Na maioria das vezes, eu consigo tirar uma casquinha e participar, sentir prazer junto, e isso foi uma conquista enorme. Eu era o tipo de mulher que me portava como objeto nas relações, e foi sendo garota de programa que aprendi a ser um ser que deseja, que coloca limite, que diz não. Sim, eu digo não para os meus clientes. E encontro homens que me respeitam, que não me veem como extensão do próprio ego, que me enxergam como pessoa.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aprendi a transar melhor, a relaxar o meu corpo, os pontos que me dão mais tesão e os que me dão gastura, aprendi a não ter vergonha de sentir prazer, a me despir para um desconhecido e me desfrutar com ele, a esquecer todo mundo lá fora e lembrar que dentro do quarto eu posso sentir prazer, com um estranho, muitas vezes com um homem que estou vendo pela primeira vez naquele momento, e isso tornam as coisas ainda mais mágicas para mim. Entender que eu só preciso sentir, me deixar sentir e fazer com que o outro sinta. É uma profissão muito bonita, cheia de camadas. É como se a intimidade fosse tudo que importasse naquele instante, e muitos são os homens que estão mais sedentos por intimidade do que por corpo.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aprendi a me virar do avesso, descobrir que eu gosto de ser puta, mas que sou muito mais que puta e que às vezes sou pura também. Esse caminho apenas começou, sinto que ainda vou viver muitas coisas sendo garota de programa. Estou animada.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/85c567bd/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2026-01-31+at+19.08.42.jpeg" length="51581" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 31 Jan 2026 23:52:37 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Humana, mesmo sendo puta</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/humana-mesmo-sendo-puta</link>
      <description>Meus amores, quero ser bem honesta com vocês. Esse de longe vai ser o texto mais sincero que postei aqui no blog. Quero mostrar a mulher por trás da Sol Rara. A prostituta que é humana, que erra, que tropeça, mas que tem autoconsciência sobre a sua própria história.

Bom, vamos lá: lembram da saga do texto “ele disse q</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Humana, mesmo sendo puta
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           14 de dezembro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Meus amores, quero ser bem honesta com vocês. Esse de longe vai ser o texto mais sincero que postei aqui no blog. Quero mostrar a mulher por trás da Sol Rara. A prostituta que é humana, que erra, que tropeça, mas que tem autoconsciência sobre a sua própria história.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Bom, vamos lá: lembram da saga do texto “ele disse que namoraria comigo”? Trago atualizações. Tivemos o encontro semana retrasada, que mexeu muito comigo. Eu voltei para casa sentindo que realmente gostava desse homem ao ponto de namorar – e isso me bagunçou internamente. Eu não sabia o que fazer com esse sentimento. Sim, vocês leram e vocês sabem, ele dizia que queria namorar comigo e mostrava que gostava de mim. Mas aqui que entra o ponto crucial da história: ele não era consistente. Saímos pela primeira vez em outubro, ele me mandou uma mensagem na semana seguinte dizendo que queria sair comigo – depois desapareceu. Em novembro, ele me enviou um “oiee” e sumiu, voltou duas semanas depois dizendo que estava corrido, aí conseguimos marcar. Depois desse último encontro, dois dias depois ele me envia “oiee” com um coração – e desapareceu. Vocês percebem a dinâmica? A forma dele se portar com esses sumiços começou a mexer comigo de tal forma que passei a semana inteira ansiosa, com dificuldade de me concentrar nos meus compromissos e percebi que isso estava atrapalhando até no meu trabalho. Eu ficava pensando “por que esse homem some tanto?”, até que tive a conclusão de que ele tem medo do vínculo. Ele tem medo de se apegar, de se apaixonar e foge quando o sentimento está alto. Por mais que eu entendesse que os sumiços dele vinham de um lugar de incerteza sobre o que a gente seria, esse vai e vem inconstante me ativou gatilhos muitos profundos, marcas que eu tenho desde criança: a do abandono, da sensação de não ser escolhida e de não estar sendo vista. Fui abandonada diversas vezes ao longo da minha vida. Eu não fui escolhida pela minha própria mãe, que me rejeitou desde quando eu nasci. Sem eu fazer nada, somente pelo fato de existir, eu era crucificada, invejada e odiada. A minha mãe tinha ódio de mim, pois ela queria ser como eu. Ela queria ter o corpo que eu tinha, por isso dizia todos os dias que o meu corpo era feio. Ela me excluiu como ser humano. Eu não fui vista, não fui respeitada, não fui tratada com dignidade. A minha mãe também era inconstante: eu nunca sabia o que faria ela surtar, brigar comigo ou sumir. Ora ela dizia que fazia tudo o que fazia comigo porque queria o meu bem, ora ela dizia que fazia tudo o que fazia porque eu merecia. Merecia ser tratada com desprezo. Quanto ao meu pai, ele via o quão a minha mãe era cruel comigo e tentava me defender – mas nunca conseguia sustentar. A minha mãe me torturava, e o meu pai aceitava. Depois disso fui expulsa várias vezes de casa e passei três longos anos da minha vida tentando me matar, porque eu não aceitava a vida que eu tinha. Essa mãe que me odeia, esse pai que não me defende. A última vez que falei com a minha mãe, ela me disse essas palavras: “agora você não tem mais mãe, eu não sou a sua mãe, se você quiser se matar, que se mate longe de mim”. Aquilo me doeu fundo. Eu peguei o meu RG, meu cartão de débito e fui embora, sem levar nenhuma roupa, sem levar a minha família comigo. Nunca mais falei com a minha mãe desde então. Eu sou uma sobrevivente, mas uma sobrevivente como um soldado que volta da guerra: cansado e cheio de feridas. Hoje, eu estou muito melhor, muito melhor mesmo. Faz quatro anos que não tento mais suicídio e faz quatro anos que decidi viver a melhor vida por mim. Mas ainda tenho marcas profundas, que trato comigo mesma, na terapia e na espiritualidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Por que estou contando do meu passado? Porque quando ele sumiu, minhas feridas foram ativadas. Na minha cabeça passava “essa vai ser mais uma pessoa que não vai ficar?”. Eu me iludi. Eu acreditei nele fundo demais. Quando ele disse que namoraria comigo, mesmo eu sendo uma garota de programa, algo se acendeu em mim. Eu me senti vista, acolhida e de alguma forma amada. Um homem se dispôs a me aceitar, a aceitar quem eu sou. Isso não é bonito? Mas a verdade é que ele não mediu o peso das próprias palavras, porque ele não sabia o que isso ativar em mim. Não acredito que ele falou isso para me machucar, ele falou isso porque estava sentindo na hora, foi verdadeiro. Mas nem ele sabe se sustentaria namorar comigo. Eu causo insegurança nos homens. Eu me deito com outros homens. Um homem que aceite namorar comigo precisa estar muito seguro da sua decisão. Se ele tivesse seguro dessa decisão, ele não sumiria, ele não me deixaria falando sozinha. A verdade é que ele não sabe o que quer. Ele deve sentir muito desejo e vontade de ficar perto, mas bancar um namoro comigo precisa de uma maturidade que ele não mostrou. Fiquei insegura. Fiquei ativada. Fiquei ansiosa. Fiquei lembrando de tantas promessas que me fizeram e não cumpriram. Fiquei pensando que ele não enxerga o meu valor como mulher. Eu sou a puta. Quando ele quer sentir a minha vagina, ele me procura. Depois some, some enquanto diz que namoraria comigo. Fiquei mal. Mal mesmo. Então eu falei: quer saber? Vou em um bar beber. E isso me deixou pior, me deixou mais carente e vulnerável, então eu não me aguentei e mandei uma mensagem para ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Oi, posso falar com você?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Oie, mal a demora, pode sim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Eu sei que você é meu cliente, mas eu sinto algo por você que vai além disso. Queria entender melhor o motivo dos seus sumiços.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Então ele me enviou um áudio dizendo que estava muito corrido. Sério, gente, de novo a desculpa esfarrapada de que estava corrido. Na página dele no Twitter, enquanto ele dizia que estava corrido, ele tinha tempo para repostar várias garotas nuas. Não é sobre ter ciúmes, mas é sobre eu entender que ele não me responder não foi falta de tempo. Das duas ou uma: ou era falta de interesse, ou era medo de se envolver. E eu aposto mais na última alternativa. Aí eu mandei um áudio para ele dizendo que eu gostava dele e que agora ele sabia, ele perguntou onde eu estava, entendi que ele queria me encontrar. Mas depois sabe o que ele fez de novo? Isso mesmo, ele sumiu. Ah, gente, fiquei muito chateada e escrevi para ele desconsiderar tudo, que eu tinha bebido demais, e bloqueei ele. Depois desbloqueei porque achei muito drástico o bloqueio. Depois segui a minha vida. Depois fiquei pensando: esse não é o padrão de relação que eu quero.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu quero homens consistentes, homens que não fujam, homens que não sumam. Homens que fiquem, homens seguros, homens estáveis. Quem nunca bebeu e teve uma atitude impulsiva? Fiquei pensando para me consolar. É que a bebida ampliou a minha ferida de rejeição. Aquela garotinha de cinco anos que só queria ser amada. Que queria ter uma família normal. Que não queria ser abandonada. Eu sou um ser humano cheio de contradições. Eu queria ele? Sim. Mas esse vai e vem não tem me feito bem. Eu não sei o que esperar dele, não sei se ele fica, se ele some de vez. Mas foi duro entender que não, ele não quer namorar comigo. Ele quer ter o meu corpo, a minha atenção, o meu afeto – mas de forma calculada. Ele não tem sustentação para bancar namorar uma mulher como eu. Talvez ele não tenha ideia do quanto os sumiços dele me deixam mal. Ele não sabe o que se passa na minha cabeça, não sabe a minha história, não sabe nada. Mas eu sei da minha história e eu sei de toda a dor que eu vivi. Eu não quero mais instabilidade, eu não quero mais preencher o vazio que as pessoas me causam, não quero buscar respostas sozinha. Por isso decidi dar um basta: nunca mais irei atendê-lo. Ele quer ser o meu cliente enquanto me vende a ideia de que namoraria comigo. Eu caio nessa ilusão e saio machucada. Não vale a pena. É a minha saúde mental que está em jogo. Ele não é apenas um cliente para mim, na verdade ele só foi o meu cliente porque pagava, porque nada que eu senti com ele foi profissional. É muito verdadeiro, e eu volto para a casa esperando um sinal. Que não existe. Quando passamos por abandono tantas vezes na vida, o nosso corpo registra uma dor que nem temos dimensão. Eu vejo isso pela minha cachorra. A minha cachorra foi abandonada grávida na rua, depois foi parar no canil. Quando ela percebe que eu vou sair de casa, ela me olha com o olhar mais triste do mundo. Quando eu volto, ela fica desesperada. Ela tira objetos do lugar se eu demoro algumas horas para voltar. Ela entra em pânico. E quando eu chego, ela morde o brinquedo sem parar, descarregando a ansiedade. Na verdade, ela não morde – ela destrói. A verdade é que toda vez que eu saio de casa a minha cachorra acha que eu abandonei ela, porque ela tem a memória do abandono registrada no corpo. Essa memória é funda e não importa quanto carinho eu dou para ela, ela nunca acredita que eu vou voltar. Vejo que a minha cachorra é um reflexo de mim mesma. Eu também fui abandonada, eu passei fome, eu fui torturada, abusada, negligenciada. Eu vi de perto o lado mais cruel do ser humano. Qualquer insegurança, me desespera, me engatilha, me faz duvidar de mim mesma. Quando ele some, eu penso “então tudo o que ele falou foi mentira” e os meus sistemas correspondem me dando uma sobrecarga de ansiedade. Isso é a memória do trauma. Por isso eu só posso me relacionar com alguém que seja consistente, que seja presente, que não suma. Eu não mereço sofrer assim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           A verdade, meus amores, é que ele não está pronto para namorar. E muito provavelmente não está pronto para namorar uma mulher como eu, pois eu também devo ativar inseguranças nele. Poxa, eu transo com vários caras, não é fácil para um homem lidar com isso. Existe o medo de ser rejeitado, de não ser escolhido, de não ser o suficiente, de ser julgado, difamado e preterido. Existem muitos medos ao se relacionar com uma acompanhante. Eu entendo ele. Mas eu também sei dos meus próprios medos e que eu não quero me apegar a fantasias. Eu sei do quanto eu sou incrível. Eu sei que eu não tenho que implorar por afeto, eu sei que posso ser amada por aquilo que eu sou, mesmo sendo uma garota de programa. Eu não sou menos digna de amor porque sou uma puta. Eu também mereço ser amada. Eu também sou um ser humano. Eu sou muito mais do que uma puta. E eu não quero ser uma puta na vida dele, não mais. Eu gostei dele o suficiente para me sentir tocada de um jeito que não consigo mais ser profissional. Ele me marcou, ele não era um cliente, mas a possibilidade de me sentir amada mesmo sendo quem eu sou. A possibilidade de ser vista e desejada, não só pela carne, mas pelo o que eu tenho no meu coração. Esse é o texto mais difícil que eu já escrevi e que vou ter a coragem de publicar. Um texto que nasceu das minhas vísceras, da minha profundidade como mulher. Ele foi um quase. Ele foi um sonho. Sinto que eu sou um sonho para a minha cachorra, porque agora ela é amada. Por isso ela tem tanto medo de perder. Eu nunca experimentei a sensação de ser escolhida. Mas eu sei que um dia eu vou. Um dia alguém vai me amar mesmo eu sendo essa puta. Enquanto esse dia não chega, eu escolho a mim mesma.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sun, 14 Dec 2025 04:46:44 GMT</pubDate>
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      <title>Ele disse que namoraria comigo - Parte 2</title>
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      <description>Meus amores, terça-feira revi o homem do texto “ele disse que namoraria comigo”. Confesso que fiquei pensando nesse encontro dias depois, porque verdadeiramente mexeu comigo. Ele não me procurou mais e eu até apaguei as conversas para não alimentar nada. O encontro foi intenso. Mas a minha ideia era fixa: ele seria ap</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele disse que namoraria comigo - Parte 2
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           06 de dezembro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Meus amores, terça-feira revi o homem do texto “ele disse que namoraria comigo”. Confesso que fiquei pensando nesse encontro dias depois, porque verdadeiramente mexeu comigo. Ele não me procurou mais e eu até apaguei as conversas para não alimentar nada. O encontro foi intenso. Mas a minha ideia era fixa: ele seria apenas meu cliente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eis que ele me procura no meio de novembro, manda um “oi” e some. Fico reflexiva. Será que ele gostaria de me falar algo, mas não teve coragem? Depois no final de novembro, esse homem volta como se nada tivesse acontecido, dizendo que estava corrido e querendo marcar o encontro. Acontece que naquele dia eu que estava corrida e não conseguimos marcar. Até que terça-feira ele me manda uma mensagem de novo, aí o encontro aconteceu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           E que encontro, meus amores!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Assim que eu cheguei, a gente se beijou como se estivéssemos com muita saudade, então ele para de me beijar e diz:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Tira a roupa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Mas já? – e dou um sorriso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Não. Ah, fica como você quiser.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Dava para perceber que ele estava com muita vontade de mim. E era recíproco. Eu sento na cadeira, e ele se senta na minha frente. Eu pego um cigarro e uma cerveja, tiro a minha roupa, como ele pediu, e a gente começa a conversar. Eu pergunto se ele leu o meu texto, o texto que escrevi falando sobre o nosso primeiro encontro, ele diz que sim e parece um pouco envergonhado. Eu pergunto o que ele achou do texto e ele só me diz que gostou, mas não se aprofunda. Nesse encontro, ele não falou nenhuma vez que namoraria comigo. Ele realmente leu porque escrevi que não irei namorar com ninguém. Ele parece respeitar isso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Subimos as escadas, onde ficava a banheira e nos sentamos nas poltronas, ele pede para eu ficar de costas para deitar nele. Eu acho isso fofo, então deito no seu peito.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Eu estava com saudades, você também estava?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu falei várias vezes no encontro que estava com saudades dele. Merda. Eu sou muito sincera e tenho dificuldade de guardar o que penso para mim. Também disse várias vezes que gostava dele, e ele também dizia que gostava de mim. Fomos para a banheira e o assunto sobre namoro voltou. Ele foi cauteloso e me sondou, perguntando se eu namoraria com alguém se eu conhecesse uma pessoa legal. Respondo que não e entro no assunto de que nunca me apaixonei de verdade por alguém, nunca amei alguém e que as minhas relações sempre foram péssimas e instáveis. Eu brinco uma hora dizendo que sou muito louca. Eu estava definitivamente tentando afastar ele de mim. Sim, é nítido que eu tenho medo de me envolver. Eu tenho muito trauma de pessoas, tenho dificuldades até mesmo de fazer amigos. Não confio em ninguém. Sou muito sozinha e fico bem assim. Fui muito machucada em todas as relações que eu tive. Meu passado não foi fácil. Eu tenho me curado, mas nunca encontrei uma pessoa em que eu pudesse confiar de verdade. Uma pessoa que não me traiu. Eu não quero me machucar de novo, entendem? Também não quero machucar ninguém com a confusão que eu sou, então disse superficialmente para ele que seria difícil estar comigo. Ele parecia não entender a gravidade ou talvez ele não se importasse com isso. Ele me enxergava muito além do que eu mostrava. Eu disse a ele que ele foi o único homem que disse que namoraria comigo, mesmo eu sendo uma garota de programa. E ele disse que era porque, para ele, eu era muito mais que isso. Uma coisa que eu fiquei pensando foi: o que eu mostrei para ele que no primeiro encontro ele já disse que namoraria comigo? O que ele viu de diferente em mim? Sempre me senti diferente, desde criança. Um patinho feio. Uma aberração. Sempre fui excluída por ser quem eu sou. Sempre me senti inadequada e errada. Sempre senti que eu não tinha um grupo no mundo. Sempre senti que eu não pertencia a nada. Ser diferente sempre foi um martírio. Às vezes pessoas me conhecem e dizem que eu sou diferente e que isso é um máximo. Mas depois elas param de falar comigo. Eu tenho, sim, muitas coisas diferentes. Uma história de vida diferente. Mas o que esse homem viu em mim para me achar diferente em algum sentido e ainda assim “escolher ficar”?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Escrevo tudo isso pensando que talvez ele vai ler de novo. Que vergonha. Mas eu preciso escrever. Escrever é o meu modo de lidar com a minha bagunça interna.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Enfim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           A gente volta a se beijar e eu fico com receio de sentir de novo que aquele beijo é delicioso e ficar pensando nele dias depois. Então eu tento me conter, eu beijo ele, mas tento não me perder ali na boca dele. Se bem que eu queria… ele interrompe o beijo dizendo que quer ir para a cama e pergunta se eu também quero. Eu aceito. A gente pega o lubrificante e a camisinha e ele começa a tocar na minha vulva. Ele é o único homem que eu deixo me tocar – e ele sabe disso. Será que ele se sente o máximo? Antes dele eu deixei um homem me tocar, mas foi muito rápido e foi só porque eu senti uma conexão com ele. Sim, ao longo desse quase um ano de profissão, eu tive conexão real com três clientes: um em janeiro, outro em maio e agora com esse. Mas nenhum dos outros dois chegou perto da conexão emocional que eu tenho com esse que estou relatando. Esse de agora tem sido forte e o encontro que tivemos confirmou isso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Ele tocou na minha vulva e estava bom. Depois começou a fazer oral em mim de um jeito que eu nunca tinha sentido: usando os dedos nos meus lábios. Estava diferente e muito bom, eu acho que eu ia gozar assim, mas ele estava com muita pressa para me penetrar e rapidamente colocou a camisinha. Ele veio por cima porque sabe que essa é a posição que eu mais gosto. Meu Deus, o sexo foi muito intenso! Teve uma hora que ele apertava o meu pescoço enquanto metia na minha buceta e estava maravilhoso! Estava muito mais intenso do que a primeira vez. Eu sentia que ele realmente estava com saudades. A gente volta para a banheira, conversa mais um pouco e volta para a cama. De novo o sexo é muito intenso, eu coloco a piroca dele na boca sem ele pedir, porque estava com saudades de chupar. Ele tem um orgasmo muito intenso enquanto mete em mim. Depois que a gente termina de transar, eu beijo a cabeça dele e começo a fazer cafuné, sem perceber. Ele mostra fotos do rolê que ele foi semana passada como se a gente fosse muito mais que acompanhante-cliente. Também mostro fotos da minha cachorrinha como se ele fosse alguém importante na minha vida. A gente se despede com muitos beijos e eu peço para ele me beijar mais. Que droga. Eu volto para a casa pensando nele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           O fato é que parece que tanto eu quanto ele estamos envolvidos. Muito mais do que eu queria, muito mais do que ele imaginou. Eu tive uma conversa com uma pessoa que me fez abrir um pouco a mente. Ela me disse:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Se eu não tivesse que parar a minha profissão, se ele me aceitasse, eu ia namorar. O que eu ia perder?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Expliquei para ela que minhas relações sempre foram péssimas e eu não queria ter mais uma relação péssima para contar. Eu tenho meus transtornos. Relação me engatilha muito. Será que ele saberia lidar com os meus gatilhos? Será que ele teria paciência comigo? Com a minha história, com o meu passado, com os meus traumas? Será que ele gostaria de mim o suficiente para não fugir se eu tivesse alguma crise? Será que ele seria maduro o bastante para me fazer sentir segura e confiante? Será?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Não sei o que será do futuro, mas podem ter certeza que estarei aqui, escrevendo e vocês saberão. Quando o coração aperta e a mente fica confusa, eu me encontro na escrita.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sat, 06 Dec 2025 05:03:54 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Conheci a massagem tântrica</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/conheci-a-massagem-tantrica</link>
      <description>Fiquei casada durante mais de 20 anos com a minha mãe. Sentia que mais da metade do meu corpo era dela. Sim, eu sei que é forte isso que estou escrevendo, mas é como eu me sentia. Minha mãe me envolvia em um jogo psicológico desde criança falando sobre o meu corpo, apontando dedos, me diminuindo e me menosprezando, tud</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Conheci a massagem tântrica
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           28 de novembro de 2025
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
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           Fiquei casada durante mais de 20 anos com a minha mãe. Sentia que mais da metade do meu corpo era dela. Sim, eu sei que é forte isso que estou escrevendo, mas é como eu me sentia. Minha mãe me envolvia em um jogo psicológico desde criança falando sobre o meu corpo, apontando dedos, me diminuindo e me menosprezando, tudo porque eu tinha um corpo do jeito que eu tinha. Quando eu publicar meu livro, vocês terão acesso ao que ela fazia comigo e com o meu corpo. Acontece que eu cresci cheia de marcas e durante muito tempo eu machuquei o meu corpo, pois tinha raiva dele. Achava, quase consciente, que o meu corpo era o culpado por tudo. Eu me feria. Depois passei por um processo de cura, que culminou em tocar de novo o meu corpo, mas pela via do prazer. Foi aí que eu tive o grande insight louco de virar garota de programa, para viver a minha sexualidade. A primeira vez que gozei com alguém foi com o meu primeiro cliente. Depois disso gozei muitas outras vezes, mas percebi que faltava algo; eu precisava também descobrir a minha sexualidade fora dos quartos de motéis. Existiam coisas que eu precisava explorar longe dos meus clientes, sozinha, mas um pouco acompanhada.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Foi aí que pensei: e se eu fizer massagem tântrica? Tenho uma questão muito forte com os dedos, tenho medo de ser tocada na vagina pelas minhas experiências traumáticas, então pensei que eu poderia ressignificar o toque com uma profissional. Orcei o valor com uma, mas não me senti segura com ela. Até que um dia estava no Instagram e vi um vídeo de uma moça dizendo “quer saber como está a sua vida? Olha para a sua sexualidade” e aquilo me tocou porque cada vez que tenho avançado na minha vida, também tenho avançado na minha sexualidade. Vi que ela fazia massagem tântrica, falei com ela, mas pensei “será?” e percebi que esse “será?” escondia um medo. Até que tomei a decisão de fazer a massagem com ela. Primeiro fizemos uma conversa on-line, em que ela me conheceu, entendeu as minhas dificuldades e explicou como seria a massagem. Algumas semanas depois, eu marquei a massagem de fato. Fiquei postergando, dizendo “depois eu cuido disso”, eu não queria cuidar, aliás, eu não queria ter nenhuma questão com a minha vagina. Não queria ter que aprender tudo sobre o meu corpo só com 25 anos (sei que sou nova, mas para quem passou a vida toda se negando, a sensação é que foi tarde). Queria que as coisas fossem mais fáceis, mas essa nunca foi a minha realidade. E eu precisava encarar a minha realidade, eu precisava superar essa barreira de dor. Então eu definitivamente marquei a massagem.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Confesso que dias antes, eu estava superdeprimida. Fim de ano me deixa mais introspectiva, não tenho clima natalino e lembro que as maiores brigas na minha família ocorreram no fim de ano. Inclusive, a última vez que falei com a minha mãe foi no fim de ano. O corpo lembra e guarda memórias, então eu estava triste. No mesmo dia, fiz um atendimento mais cedo e achei isso simbólico, porque é a sequência de como tenho explorado a minha sexualidade; primeiro com os clientes e depois sozinha.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu estava com muita vontade de chorar quando cheguei, mas era um choro que ficava entalado, não saía. Quando cheguei, fui recebida pela terapeuta, que eu já consegui sentir a energia leve e bonita. Acho que uma pessoa que se explora e se entende tanto acaba ficando diferente. Era o que eu sentia com essa terapeuta, ela se destacava, ela era diferente. Eram 2 horas de sessão. Fomos para o quarto, onde aconteceria a massagem, ela pegou água para mim e pediu para eu sentar. Perguntou quais eram as minhas expectativas e o que eu estava sentindo, e eu disse que estava um pouco ansiosa. Ela me explicou como seria e como eu poderia fazer com o meu corpo para me sentir mais relaxada, que eu poderia mexer minha pélvis e liberar o som pela garganta, focando em respirar para me relaxar. A princípio, achei tudo aquilo muito louco. Ela gemeu na minha frente mostrando como eu poderia fazer. Ela era livre e não tinha vergonha, já eu, estava até com vergonha de ficar pelada na frente dela. Eu imaginava que seria muito difícil. Eu estava tensa. Então eu tirei a minha roupa, me enrolei na toalha e deitei na cama. A cama tinha aquecedor, adorei isso. Ela colocou uma música meditativa e apagou a luz. Em seguida, ela começou a fazer movimentos mais fortes no meu corpo e depois movimentos sutis. Eu gostava de sentir o toque e era gostoso, principalmente quando ela vinha nas minhas costas, que considero que essa é uma zona erógena para mim. Ela me perguntava como estava sendo o toque e em qual região eu estava gostando mais. Achava aquilo bonito. Lembro que ela dizia várias vezes que aquele era o meu momento e eu poderia relaxar. Eu estava lá só para sentir prazer e nada mais. Eu deveria confiar. Mas eu tenho dificuldade de relaxar e ainda assim fiquei um pouco em alerta. Engraçado que alguns toques eu dava risada. Lembrei na hora de alguma coisa que minha mãe falava comigo quando eu era adolescente, não lembro o quê, mas era algo me diminuindo. Minha mãe me persegue como um fantasma, principalmente quando tenho prazer. Quando comecei a ser acompanhante, às vezes achava que ela iria entrar pela porta. Enfim. Então eu senti que a terapeuta me tocava com as pontas dos dedos de um jeito que ninguém me tocou. Depois ela me pediu para eu ficar de lado e continuou tocando o meu corpo. Ela perguntava se era bom o toque, se tinha alguma região do meu corpo que estava tensa, e sim, tinha, meus ombros estavam tensos. Ela me pediu para virar de frente e tocou nos meus ombros. Ela tocou no meu corpo inteiro sem tocar na minha vulva, a vulva seria por último, mas eu ficava tensa sempre que ela passava a mão perto da minha virilha. 
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Então ela iniciou na minha vulva. Eu estava com uma venda no olho e preferia não olhar. Ela trabalhou bastante a respiração comigo nessa hora e o som, fazendo com que eu liberasse o gemido. Eu ainda estava morrendo de vergonha dela e fazia gemidos contidos. Ela começou tocando nos meus lábios vaginais e eu percebi que não tenho prazer neles, só um leve relaxamento. Depois tocou nos meus lábios internos e depois um pouco próximo do clitóris, onde eu senti um pouco de dor e comuniquei isso para ela. Em um dado momento, eu senti muito frio no meu corpo e mesmo com aquecedor na minha frente e o colchão quente, eu sentia frio. O curioso era que quando ela parava de me tocar, o frio passava. O meu corpo estava me protegendo de sentir, ela me explicou. Depois o frio foi passando. Ela usava bastante óleo de coco para tocar na minha vulva, o dedo dela deslizava e estava sendo bom. Quando ela tocava mais no meio, eu tinha prazer. Ela tocou por último no meu clitóris e eu comecei a sentir mais prazer. Até que ela pegou um vibrador, um bullet e colocou no meu clitóris. E foi aí que eu gozei muito rápido. Pedi para ela parar porque eu já tinha gozado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Nossa, acho que gozei.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – O que você entende por gozar?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Quando o meu corpo atinge o prazer máximo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Na verdade, você pode ter gozado, mas também ejaculou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sério?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sim, olha o líquido aqui.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu tinha ejaculado, meus amores, pela primeira vez na vida! Aí vocês me perguntam se eu senti diferença, e o que eu digo é que foi muito mais rápido do que o gozo comum. Como ela já estava estimulando a minha vulva inteira, foi muito rápido para eu ejacular, mas eu não percebi em nenhum momento que eu fiz isso e acho que isso nunca tinha acontecido, senão algum cliente ia me dizer.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Acontece que eu tinha acabado de ejacular com uma profissional, que não era como eu. Eu também sou profissional do sexo, mas disponho do corpo todo para o cara sentir prazer, ela não, ela usava só as mãos. Era estranho. Pela primeira vez eu tive prazer com uma mulher, mas não dei prazer a ela. Ela estava ali, pronta para eu sentir prazer e eu só deveria receber. Já fiz muita mulher gozar na vida, mas nunca uma me fez gozar. E de repente, em um quarta-feira, eu ejaculei com uma mulher. Ah, fiquei morrendo de vergonha! Enquanto eu estava gozando, ela me fez gemer e soltar o que estava preso. Eu saí com uma sensação como se eu tivesse chorado muito, e realmente chorei, só que por baixo. Foi uma sensação muito diferente, um prazer que eu nunca tinha sentido na vida. Lembrei que na hora pedi para ela parar quando eu gozei porque minha vulva fica muito sensível e ela me explicou que seria bom eu sustentar o toque, para avançar, não achar que gozar é o fim. Outra coisa que ela fez foi ficar conversando comigo durante a massagem. Ela disse que não costuma fazer isso, mas sentiu que eu precisava.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Bom, no outro dia eu estava triste. Uma sensação estranha, como se eu tivesse tomando o controle da minha vida. Meu corpo não é mais da minha mãe. Meu corpo é meu. E um luto me atravessou, como se eu tivesse enterrando todos os anos em que a minha mãe morou no meu corpo. Agora é para nunca mais, mãe. Meu corpo é meu. E eu comecei a me sentir um indivíduo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Sei que é forte eu escrever que o meu corpo era da minha mãe e agora sinto que ele finalmente é meu, mas foi exatamente isso que eu vivi. Eu me sentia uma escrava, do meu prazer, da minha vagina, da minha mente, do meu corpo. Se a minha vida fosse uma série, e às vezes acho que ela é, o nome dessa temporada se chamaria “Liberdade”, pois tenho me sentido livre como nunca fui na vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Quando eu sentir que devo, vou repetir a massagem. E recomendo para todas as mulheres pelo menos uma vez na vida. Se conhecer é impressionante. Se libertar? Ainda mais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/85c567bd/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2025-11-28+at+21.15.32.jpeg" length="62001" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 28 Nov 2025 00:49:43 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Uma pausa forçada</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/uma-pausa-forcada</link>
      <description>Tive que ficar de molho esses dias, o que me causou uma pausa involuntária sobre o meu trabalho. Estou há quase 1 ano nessa profissão e só tinha parado uma vez, quando peguei uma infecção bacteriana por ter comido um couve estragado – pois é! – mas foram poucos dias e já voltei na ativa.

Dessa vez, precisei ficar afas</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Uma pausa forçada
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           12 de novembro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tive que ficar de molho esses dias, o que me causou uma pausa involuntária sobre o meu trabalho. Estou há quase 1 ano nessa profissão e só tinha parado uma vez, quando peguei uma infecção bacteriana por ter comido um couve estragado – pois é! – mas foram poucos dias e já voltei na ativa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Dessa vez, precisei ficar afastada por 10 dias para cuidar da minha saúde. Eu estou bem, fisicamente já estou muito melhor, mas o que tem me pesado é o emocional. O meu trabalho me dá vida, me dá autoestima, me dá felicidade. Eu amo o meu trabalho e me reconheço nele, uma parte de mim que está viva se chama Sol Rara. A Sol Rara é como se fosse um alter ego meu, é a expressão artística do meu corpo, é o meu profano, o que minha alma veio fazer no mundo quando quase ninguém está olhando. É o que eu escolho fazer, mesmo sabendo que posso sofrer julgamentos. É o preço que eu pago com vontade – e à vista. É muito mais do que trabalho para mim, é uma forma de existir, completamente. Sou muito mais eu porque sou Sol Rara. Eu criei a Sol Rara para suportar a minha existência e para que a minha existência não fosse em vão. A Sol Rara não é uma mulher que apenas transa com os homens, mas que cria encontros profundos, consigo e com o outro. Ter que ficar em casa de repente foi uma espécie de luto para mim, mesmo que eu soubesse que iria voltar. Os dias perderam um pouco a graça, e eu até tentei me colocar em movimento, sair, espairecer, foquei no meu projeto sobre o meu livro, mesmo assim, nada apagou esse vazio que ficou. E hoje foi um dia insuportável para mim, um dia que me arrastei, que mal queria levantar da cama, que não vi sentido e propósito.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           A verdade é que o meu corpo pediu pausa e eu preciso respeitar, mas a tristeza que eu senti também foi verdadeira. Eu sei que irei voltar a trabalhar logo quando essa pausa passar, mas o luto é real. É como se fosse uma lamentação por aquilo que perdi, mesmo que temporariamente. O corpo não sabe muito bem distinguir a ideia de tempo, e mesmo que eu fale comigo que logo voltarei, ele sente como se fosse um nunca mais. Meus sentimentos são à flor da pele, e essa tristeza tem sido sentida com cada milímetro desse vazio na minha rotina. Tenho tentado muito ter uma vida pessoal e me lembrar quem eu sou para além da Sol Rara, mas quase nada é tão divertido quanto ser ela. É como se eu tivesse um brilho a mais quando estou na ativa e esse brilho derrama em todas as áreas da minha vida, eu fico muito mais inteira e mais viva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           O bom é que essa pausa vai ter fim e eu vou voltar a trabalhar. Mas por enquanto, eu sinto esse hiato com um sentimento de “eu quero muito que isso acabe”. E vai acabar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/85c567bd/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2025-11-12+at+17.23.28.jpeg" length="62459" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 12 Nov 2025 21:14:40 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Quando perdi a minha virgindade</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/quando-perdi-a-minha-virgindade</link>
      <description>Vendem para a gente desde que nós somos meninas que devemos esperar o príncipe encantado para romper o nosso hímen. Eu nunca esperei pelo meu.

Sempre fui muito safada, mas ao mesmo tempo queria preservar o meu cabaço e tinha muito medo de engravidar, então eu só deixava mulheres fazerem sexo oral em mim e deixava alg</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando perdi a minha virgindade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           03 de novembro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Vendem para a gente desde que nós somos meninas que devemos esperar o príncipe encantado para romper o nosso hímen. Eu nunca esperei pelo meu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Sempre fui muito safada, mas ao mesmo tempo queria preservar o meu cabaço e tinha muito medo de engravidar, então eu só deixava mulheres fazerem sexo oral em mim e deixava alguns homens roçarem na minha vagina com roupas. Eu era menor de idade quando tudo isso acontecia. Eu já sentia prazer com mulheres e dava prazer a elas, mas nunca tinha sido penetrada por um homem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Tudo mudou em 2021.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu me relacionava com mulheres e ficava com homens apenas em festa. Eu me entendia como lésbica. Até que tive muitas experiências emocionais ruins com mulheres, me envolvia com mulheres que não gostavam de mim e até me menosprezam. Eu não tinha um pingo de amor próprio, mas colocava a culpa nas mulheres e decidi nunca mais ficar com elas. Olhei no espelho e disse “a partir de agora só vou me relacionar com homens”. Sim, meus amores, eu sou uma pessoa deveras decidida e a partir daquele dia só fiquei com homens. Cheguei a beijar algumas mulheres, mas a minha relação com elas nunca mais foi a mesma. Eu só tinha olhos para os homens agora, mas tinha um problema: eu ainda não havia transado com nenhum!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Sempre fui uma mulher que chamou atenção e tinha homens que queriam ficar comigo, mesmo eu dizendo que era lésbica. Eis que esse homem responde meus stories me elogiando, eu dou trela até ele me convidar para a casa dele. Ele queria transar comigo. Eu expliquei para ele que nunca tinha transado com homens, e ele disse que não havia problema, que iria com cuidado. Um homem nada especial, um momento que não era nada de como eu havia imaginado que poderia acontecer, ou do que contavam.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu aceitei ir até a casa dele. Eu tinha 21 anos quando decidi experimentar homens. Movida pela raiva e com uma impulsividade que faz parte de mim, eu me arrumei para encontrar esse homem. Como seria? Quem eu seria depois que eu voltasse para casa?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Sabe que eu pensava que sexo era uma coisa muito complexa e eu seria outra depois que sentisse a piroca em mim. Eu achei que o meu corpo iria mudar, que os meus quadris ficariam maiores e que eu seria diferente, mais decidida, mais inteira, mais mulher. Eu achava que tudo ia mudar e todo mundo que passasse na rua iria saber que eu transei. Que eles saberiam que agora eu seria mulher. Eu achava, por uma inocência, ou por uma sabedoria, que tudo iria mudar e que de alguma forma eu seria mais completa na vida. Eu sentia que faltava alguma coisa. Que faltava eu descobrir essa parte de mim. E que eu precisava desesperadamente sentir como eu seria depois.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Então eu me arrumei com muita vontade de dar e trabalhava no meu psicológico que não iria doer, que eu ia conseguir relaxar e que seria bom. Coloquei a música do The Zombies, Time of the Season, que eu havia escutado no filme da Bruna Surfisistinha, que inclusive eu achei um máximo e sempre pensava sobre. Esse filme me marcou muito. Minha mãe deixou eu assistir quando eu tinha 11 anos. Para a minha cabeça de criança, tudo que acontecia no filme era demais. Mas ao mesmo tempo, eu entendia a Bruna e de certa forma achava ela incrível. Colocava para tocar às vezes essa música pensando nas sensações que me trazia. Nesse dia, escolhi essa música especialmente para compor a trilha sonora da minha perda do meu cabaço.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Nunca romantizei isso, mas sabia que precisava enfrentar, porque tinha curiosidade de sentir um pênis entrando em mim. É verdade que eu não me lembro de tudo, o que eu me lembro é que parece que ele pagou meu uber e quando eu cheguei, ele tinha umas cervejas para me oferecer e nada mais. Lembro que reparei nisso e pensei “ainda bem que já comi em casa”, o famoso pau e água rs mas nesse caso, tinha até umas cervejinhas. E eu até que realmente precisava beber, pois precisava ficar o mais relaxada possível. Lembro que tinha medo da dor.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu tinha 21 anos quando resolvi transar com um homem pela primeira vez, quase 22. Eu estava cansada das mulheres. Será que os homens também me decepcionariam? Eu mal sabia o que me esperava nos próximos anos. Eu, que desde criança me entendia lésbica, agora queria uma piroca em mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Nós conversamos muito pouco e bebemos muito pouco, porque ele queria muito me comer. Para quem pergunta o que os homens acham dos meus pelos, nessa época eu já era peluda, e eles nem se importavam, só queriam me comer. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Ele me levou para cama e sem muita cerimônia começou a tirar a minha roupa. A gente já tinha se beijado bastante e se tocado na cozinha, então já estávamos no clima. Lembro que ele não queria colocar a camisinha, porque “se sentia melhor sem” e eu simplesmente aceitei isso! Sim, gente, eu aceitei, na verdade eu transava com todos os homens sem camisinha! Só pedia para eles gozarem fora, mas transava sem! Se o cara queria usar por precaução, ele usava, senão, eu não me importava. Eu era muito louca, vocês não têm noção kkkkkkkkk
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu nem lembro se ele tirou toda a minha roupa, porque ele só estava interessado na minha vagina e em ser o primeiro homem nesse sentido da minha vida! Eis que ele enfiou e eu lembro de sentir cada parte do pau dele em mim. A sensação era que um cilindro cheio de camadas tinha entrado em mim, pois eu sentia cada parte por não estar com camisinha. Lembro que não doeu nada! Eu trabalhei tanto na minha mente que não ia doer, que deu certo, e olha que o pau dele até que era grande. Detalhe: nem lubrificante eu usei! Fui no seco. Mas lembro que também prazer eu não senti. Era estranho aquele cilindro em mim. Ele fazia movimentos para frente e para trás e se deliciava. Eu via que ele estava gostando e naquele momento isso era tudo o que importava para mim. Eu ainda não tinha vontade de ter prazer, eu estava só sendo curiosa. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu não lembro se ele gozou, mas lembro que ele insistiu muito para eu dormir na casa dele. No princípio, eu achava que era porque ele estava gostando de mim, mas hoje, consigo ver que ele só queria me comer também pela manhã.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Quando acabou, eu fui rapidamente para o banheiro fazer xixi, pois li em algum lugar que a mulher deve urinar depois da relação. E quando eu passei papel, pasmem: saiu sangue! Não muito, mas saiu. Eu já transava com mulheres desde 2017, com 17 anos, e já havia deixados elas me dedarem, mas parece que o meu hímen não havia rompido e foi só com esse homem que rompeu. Senti que isso era um marco, como se fosse uma segunda menstruação. Eu estava me tornando mulher!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Sei que é meio bobo eu dizer isso em pleno 2025 e sendo a feminista que eu sou, mas nesse momento eu senti real que algo estava sendo transformado em mim. Quando virei garota de programa, experimentei de novo isso, como se eu fosse ainda mais mulher de novo. E agora que vou completar um ano nessa profissão, vejo que estou me aproximando de mais um marco: definitivamente uma profissional do sexo. Uma mulher que escolhe usar a sua vagina ao seu favor. Que brilhante. E de pensar que em 2021 eu aceitava transar sem camisinha para agradar os homens (e porque eu era muito fora da casinha kkk).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Dormimos abraçadinhos, pés grudados um no outro, o que me fez pensar, na minha inocência de quem nunca tinha se relacionado com homens, que aquilo era uma declaração de afeto por mim. Ah, ele tinha realmente gostado de mim! Eu pensava, só que aquilo não passava de uma encenação para me comer cada vez mais. Na minha carência, eu vi verdade nisso e depois comecei a “gostar” desse homem. Eu não gostava dele, mas tinha alguma expectativa de que podíamos namorar, afinal, ele foi o primeiro homem que transei. Emocionada demais, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Acordamos bem cedinho, pois eu precisava trabalhar. Entrava na escola 7h30. Sim, ele me comeu às 5h da manhã na maior empolgação. Eu já tinha me trocado e antes de eu sair, ele me deitou, abaixou a minha calça e me comeu. Depois eu fui trabalhar. Lembro que fiquei com a vulva um pouco dolorida e extremamente feliz! Eu estava nas alturas, sorrindo o dia todo, e esperando uma mensagem dele, que nunca chegava. Afinal, ele só queria me comer, mas na minha inocência, eu achei que estava rolando algo a mais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Passei uns 3 meses procurando ele, do meu jeito Sol Rara de ser. Nunca diretamente e sempre com provocações on-line. Um dia eu fiz um vídeo tirando a minha roupa e enviei para ele. Sim, eu enviava nude para vários homens kkkk (estou falando que eu era doida!) e ele disse que queria muito me comer. Chegamos até a marcar um novo encontro, mas não podíamos entrar na sua casa, porque ele morava com o pai e ele estava lá. Naquele dia que eu perdi a virgindade, o pai dele não estava em casa. Então a gente transou numa vielinha mesmo. Eu era maluca e amava viver adrenalina (como ainda sou, diga-se de passagem). Eu estava menstruada nesse dia, mas ele nem se importou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Depois praticamente não nos falamos mais. Eu fiquei com tanta raiva que um dia bebi à beça e falei que ele era um cafajeste, que me iludiu! Detalhe que eu já estava transando com outros homens, mas fiquei com meu ego ferido. Ele nem deu bola. Eu segui a minha vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Anos depois, ele veio me procurar, pedir desculpas e reconciliar. Deixei ele pedir desculpas e mandei ele pastar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           No ano seguinte, ele me procurou novamente querendo reconciliar. Dessa vez, eu humilhei bastante ele, foi tanto que ele nunca mais me procurou kkkkkkk
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           2021 foi o ano mais louco da minha vida. Talvez a perda da virgindade tenha sido realmente um marco. Eu comecei a me descobrir como mulher e entender que eu também gostava de homens. Transei com vários! Sem proteção, bêbada, de qualquer jeito! Com caras que eu nunca tinha visto na vida. Eu era uma GP, mas não sabia disso. Era uma GP burra, que se sujeitava a situações tenebrosas só para ter os homens. Eu confundia sexo com amor e achava que se eu entregasse meu corpo para um estranho, ele me amaria. Eu sofri muito. Sofri tanto que passei mais de 3 anos sem transar. E depois virei realmente GP.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 03 Nov 2025 00:06:11 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Eu não sou um personagem do blog</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/eu-nao-sou-um-personagem-do-blog</link>
      <description>Um homem que procurava um conto erótico e não um encontro verdadeiro. Meus amores, estão preparados para as reflexões? Pois bem. Fiz um encontro ontem que a princípio pare</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu não sou um personagem do blog
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           18 de outubro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um homem que procurava um conto erótico e não um encontro verdadeiro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Meus amores, estão preparados para as reflexões? Pois bem. Fiz um encontro ontem que a princípio parecia que estava ocorrendo bem. Muitas vezes, quando estamos envolvidas no atendimento não percebemos as nuances da outra pessoa, pois eu estava entregue, como sempre estou. Uma mulher real vivendo um encontro real. Mas ele não - ele estava vivendo a fantasia! -, enquanto eu procurava sentir cada parte daquele momento, ele estava performando. Na verdade, o desejo dele mais profundo era virar um texto no blog.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           “Mas meu Deus, Sol Rara, o que aconteceu nesse encontro? Como você chegou a essas conclusões?”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Cheguei a essas conclusões porque sou muito esperta e sagaz, saco as coisas muito rápido. Quando ele me contatou no WhatsApp, não parava de me fazer perguntas. Ele queria seguir um roteiro fixo na cabeça de como seria o encontro. Na hora, só achei ele chato e pensei se ia atendê-lo. Até que decidi que sim e fui encontrá-lo no dia seguinte. Já no começo do encontro ele disse que leu t-o-d-o-s os textos do meu blog e que ficou pensando se seria um. Depois, disse que “achava que eu já ia chegar pelada e com muita atitude”, mas nos meus próprios textos eu mostro que os meus encontros são baseados na troca e não em uma performance programada. Ah, ele tinha fantasiado muito a Sol Rara. Ele não me leu tentando sentir as minhas palavras, mas achando que eu seria uma máquina que iria satisfazer todos os desejos dele. Seguimos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eis que na hora do sexo e da meteção, ele não consegue me provocar prazer. Eu digo para ele como eu gosto que me toque e ele nem se importa, quis fazer o que bem entendesse. Mesmo assim, existiu vários momentos no encontro em que eu estava gostando, mas ele repetia “eu acho que você está odiando” e isso não fazia sentido algum porque mesmo que ele não estivesse fazendo coisas que eu já havia dito que gostava, eu ainda assim estava sentindo algum prazer. Esse cara era inseguro e imaturo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Até que depois de meter em várias posições (e eu estar gostando, sim) ele me olha e diz “não vai rolar”. Agora veio o desfecho: depois disso ele me ignora completamente e me menospreza, e eu só digo “isso nunca me aconteceu antes” e saio. Desço as escadas na frente dele e ele me diz um boa noite seco. Eu bloqueio do WhatsApp o contato dele assim que saio do quarto. Acho a atitude dele de uma frieza e imaturidade muito grande.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           O que eu entendi disso?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Esse cara estava inseguro com a sua própria performance. Ele queria me fazer gozar e ser especial. Ele queria ser o “próximo texto a ser escrito no blog”. Ele queria que eu tivesse tanta satisfação com ele ao ponto de escrevê-lo. Ele queria sair com a Sol que ele criou na fantasia dele, não a Sol que é uma mulher real, com autenticidade, desejos, vontades e limites. Quando leu os meus relatos, ao invés de se sentir sensibilizado, ele me desumanizou, imaginando que eu era uma máquina de prazer e não uma mulher que vive os encontros e relata isso como experiência no blog. Ele pensou que os meus encontros tinham um roteiro fixo e que ele precisava estar nesse roteiro. Ele não estava preocupado em nenhum momento em me sentir de verdade, em entender o meu prazer, em me descobrir. Eu estava verdadeira para ele, mas ele queria viver a fantasia que criou. Ele queria ser “o melhor texto” e "o mais marcante” por puro ego e vaidade e não percebeu que assim ele mesmo fez um encontro que não foi bom para os dois. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu não sou um personagem do blog. Eu sou uma mulher real, com desejos reais e ritmo próprio. Não é com um “oi” que eu já fico molhada e gozo. Preciso ser tocada e apreciada como qualquer mulher para conseguir chegar lá. Não faço encontros mecânicos nem finjo coisas, tudo que sinto ali no quarto é real. Muitas vezes quando vamos conhecer um autor de um livro que gostamos muito projetamos nele as nossas sombras. Não estamos curiosos em conhecê-lo, mas, sim, queremos que ele se encaixe na nossa fantasia. E aí nos decepcionamos feio porque as pessoas são reais na vida. Pode parecer que o escrevo é perfeito, mas isso é só para os distraídos, pois sempre relato também as partes contraditórias de cada encontro. A vida em si é contraditória, por que as pessoas não seriam?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Por pura imaturidade ele saiu fingindo que nada disso tinha acontecido. Nunca saí com um cliente que me menosprezou, sempre houve um respeito mútuo e uma cordialidade. Mesmo com aquele relato anterior do encontro que não foi bom, nós ainda nos respeitamos e saímos bem um com o outro. Isso é o mínimo de respeito com um profissional que está prestando um serviço para você. Vamos lembrar que o que eu faço é o meu trabalho e eu sou uma prestadora de serviço, mereço respeito, independentemente do que rolou. Mas por puro orgulho, ele se calou, acho que na tentativa de eu me culpar e fazer a narrativa ser devolvida para ele. Ele até tentou barganhar, perguntando se eu queria que ele me deixasse em algum lugar, depois que viu que eu me calei também. Eu disse que não e preservei a minha dignidade. Eu sabia que o que aquele homem estava fazendo comigo não era certo, que ele estava sendo muito covarde, que ele resumiu o encontro a gozar (e a me fazer gozar) e como não conseguiu nenhum dos dois, me descartou como se eu não fosse nada, como se tudo que a gente conversou antes não tivesse valido. Isso, para uma mulher, é muito triste de sentir, pois nos entregamos de verdade naquele momento. Ser tratada assim é doloroso para a nossa autoestima, mas quando cheguei em casa, refleti e vi que o problema não estava em mim. Eu não sou uma atriz, eu sou uma acompanhante que gosta de viver os encontros. Meus atendimentos dependem de conexão e não de um script a ser seguido. Se eu seguisse o mesmo roteiro, garanto que já tinha me enjoado de trabalhar com isso. O legal é poder sentir cada pessoa que vem até mim de um jeito único. E ser descoberta por ela de um jeito único também.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Homens que leem os meus textos para se excitar e se projetar vão ser decepcionados quando me conhecerem. De novo: eu não sou um personagem do blog. Eu sou uma mulher de verdade que gosta de escrever sobre alguns encontros que vive. Não venha com a expectativa de que você pode ser o próximo texto, venha querendo conhecer a mulher que eu sou. Eu não quero ser uma extensão do ego de ninguém nem validar as projeções dos outros. Quero homens que estão interessados na Sol Rara, não na persona que escreve.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           O prazer, gente, não acontece como em um conto. O prazer é uma troca e se você não está disposto a trocar, o encontro não vai ser bom. Performance não é comigo. Meus encontros são sinceros e por isso deliciosos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Muitas vezes eu vivo encontros maravilhosos, mas eles não viram relatos para o blog, porque nem todos precisam virar. Tem encontros que só ficam comigo e eu gosto desse espaço meu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Não venha querendo ser o cara ideal para mim porque você pode se frustrar nessa. Venha querendo viver o momento de forma real.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Meus encontros não são uma cena escrita, são uma experiência vivida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sat, 18 Oct 2025 19:34:19 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Ele disse que namoraria comigo</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/ele-disse-que-namoraria-comigo</link>
      <description>Agora que contei sobre um encontro ruim, deixa eu contar sobre um dos melhores que tive... Ele já tinha me chamado</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele disse que namoraria comigo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           10 de outubro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Agora que contei sobre um encontro ruim, deixa eu contar sobre um dos melhores que tive...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele já tinha me chamado desde o dia 18 de setembro. Achei ele em princípio folgado. Ele me enviava mensagens, parava de responder, e eu ficava na expectativa. Uma vez ele me chamou 00h para um encontro! Eu não fui, achei arriscado atender essa hora. Fiquei pensando o por que dele não ter me chamado antes, combinado direitinho, sabe?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aí ele me envia uma mensagem 2h da manhã, mas eu só respondo quando acordo, dizendo que queria o encontro para hoje, no mês de outubro. Digo que sim e envio minhas informações. Ele me responde duas horas depois (já era 12h e pouca) perguntando se eu poderia encontrá-lo ANTES das 14h. Eu sempre peço pelo menos 3h de antecedência para me programar. Explico para ele que só posso a partir das 16h e depois de um tempo ele diz que consegue neste horário. Marcamos no motel Studio A, que eu nunca tinha ido, seria a primeira vez.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Já estava com as expectativas lá embaixo por conta desses contrapontos nas mensagens. Dias antes, eu tinha tido um encontro bem ruim, então não estava com a expectativa lá em cima. Pensei "será que irei encontrar mais um folgado?".
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando eu cheguei, me surpreendi. Ele era lindo, os olhos meio esverdeados, branquinho, cabelo castanho claro. Uma gracinha. Tinha uma vibe tão boa que só de eu sentar do lado dele senti. Interrompi ele logo que começamos para dizer "gostei de você, porque você é bonito e tem uma vibe boa". Dentro de mim eu estava assim "ufa, encontrei um cara legal" e já senti que o encontro ia ser bom. Eu precisava que fosse, depois daquele desastre de atendimento que tive dias atrás.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Perguntei para ele como me conheceu, ele disse que pesquisou na Fatal Model "acompanhante peluda" e apareceu meu perfil. Ele tinha bastante fetiche em mulheres com pelos. Disse que o meu perfil tinha o interessado para além dos pelos, que ele achou outras mulheres peludas, mas não interessantes como eu. Estávamos bebendo cerveja e fumando um tabaco, quando ele diz "vem aqui" e me leva para a cama.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ali, a gente deitou, e ele começou a cheirar meu pescoço. Um tempo depois começamos a nos beijar. Gente, aqui foi o ponto forte. Ele tinha um beijo delicioso, ficamos muuuuuuito tempo só nos beijando. Não parávamos mais. Ficamos ali, nos beijando sem parar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele era gostoso de tocar e de beijar. Um cara leve, divertido, gentil. Não tinha aquela carga pesada do atendimento ruim do dia passado. Eu estava no céu. Ele tirou a minha calcinha, e eu deixei ele tocar, por fora, na minha vagina. Estava bom. Enquanto ele me beijava, ele tocava na minha vagina, e eu pegava os dedos dele apontando para onde eu tinha mais prazer. Ficamos um tempão assim. A gente realmente tinha uma química absurda. Ele começa a beijar meu corpo até chegar na minha pepeca. Começou a fazer oral em mim. Ele ficava tocando nos meus pelos enquanto me lambia. Ele realmente adorava o fato de eu ter pelos. Eu não estava chegando no meu ápice ao ponto de gozar, então ele tira a roupa e pede para fazer 69. Eu adoro essa posição e aceito. Teve uma hora que senti tanto prazer que coloquei a piroca dele inteira na minha boca. Não sou de engolir o pênis todo, mas o pênis dele inteiro eu queria em mim. E gozei na boca dele enquanto engolia todo o seu pau e agonizava de prazer. Foi delicioso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele queria me penetrar, mas estava nervoso. Fomos para a banheira, ele que foi, na verdade, eu não entrei porque estava muito quente para minha pele sensível. Ficamos bebendo cerveja, fumando tabaco e conversando um pouco mais. Falei para ele que já estava dando uma hora e perguntei se ele queria renovar. Ele disse que sim, que me pagaria tudo no final. Eu sempre recebo antes, então isso me deixou um pouco nervosa. Eu estava confiando nele, ele me passava muita segurança, mas eu tenho esse nervosismo comigo. Gosto de ver o dinheiro primeiro para depois fazer o ato. Sei que nesse meio temos que nos proteger nesse sentido, então eu priorizo receber primeiro. Mas quis deixar para receber depois, por mais que meu corpo acendeu um alerta dizendo que aquilo era errado. Fomos para a cama novamente e ele faz uma massagem em mim dizendo que tem esse dom, pois já fez um curso disso. Ele percebe que eu estou tensa, e eu digo "é que eu sou assim mesmo, tenho bastante ansiedade por já ter vivido muito na sobrevivência". Era o meu corpo dizendo "você não pode confiar nele". Infelizmente tenho uma história de dor no meu passado e já fui muito enganada. É difícil para mim confiar, por mais que eu veja que eu posso, meu corpo acende um alerta e diz que é errado. É algo que tenho trabalhado em mim, mas nem sempre é fácil. Tentei relaxar e mostrar para mim mesma que eu podia confiar naquele homem que tinha acabado de conhecer. Ele me diz que "dá azar" dar calote nos outros e acho aquilo bonitinho. Ele confia em energia, igual eu. Acredito que existe um Deus ou uma Deusa que rege tudo e olha todos. Se fizermos alguma maldade agora, vamos pagar depois, mesmo que demore um pouco. Essa é a lei da vida e é o que acredito.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pode relaxar, Sol, ele é um homem bom - eu repetia para mim, enquanto ele não tinha nenhuma noção disso. Ele pede para eu o chupar, para que ele fique animadinho para conseguir transar. Eu chupo, e ele fica todo excitado. Já tinha passado duas horas e o tempo estava voando. A moça da recepção liga para avisar que o nosso tempo está acabando, e ele diz para mim "pode falar para ela que a gente vai ficar mais uma hora". Eu dou um sorriso de canto. Também estava adorando estar com ele e queria ficar mais tempo também. Depois de chupar, ele ficou bastante duro e pediu para que eu fosse por cima. Ele estava gostando bastante e disse que logo trocaria de posição e viria por cima, porque eu já havia dito antes que preferia quando o cara fosse por cima. Ah, ele suava e gemia de prazer! Meus cabelos se misturavam com o suor dele enquanto ele metia na minha buceta. Trocamos de posição e ele veio por cima. Ele sempre perguntava para mim se eu estava gostando, e eu achava isso fofo. Eu estava gostando, estava sendo muito bom estar com ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em um dado momento, a gente para e vai ao banheiro. Ele está um pouco nervoso e ainda não consegue gozar. Então a gente fica abraçado na cama conversando. Ele era um artista como eu, era um cara otimista e inteligente. A gente conversava sobre machismo e sociedade, e em algum momento ele diz que namoria comigo, mesmo eu sendo garota de programa. Ele não falou isso só uma vez, mas algumas vezes no encontro. Eu desdenho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Até parece que você namoraria.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Eu namoraria, sim. Se a gente se conhecesse mais e eu gostasse de verdade de você, eu namoraria.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Até parece.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ah, muitos homens não conseguem bancar o que é namorar com um acompanhante. Quando dividimos a nossa rotina e a nossa atenção com outros homens, as coisas ficam diferentes. Existe também a pressão social e muitos homens se sentem ofendidos por namorar uma mulher que transa com outros. Eu expliquei para ele que é muito difícil um homem aceitar isso, mas se um homem aceitasse, era porque ele enxergaria a mulher por trás da profissão. O ser humano de fato. A beleza que é conviver com essa mulher e que muitos homens não podem ter. Os homens me têm por algumas horas, nada mais do que isso. Agora um namorado, vai ter uma parte de mim e na minha vida que esses homens nunca terão. A Sol Rara é uma coisa, mas a ***** (meu nome verdadeiro), é outra. Essa parte ninguém tem acesso. Sou uma pessoa de poucas amizades e sou muito seletiva. Nunca consegui me entregar totalmente para alguém. Expliquei para ele que acredito que existem coisas muito mais íntimas do que sexo, mas muitos não estão preparados para essa conversa. E que é fácil para mim fazer sexo com tantos, o difícil é entrar na minha vida e ficar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Confesso que aquela conversa mexeu comigo. Aquele homem estava me enxergando como a pessoa que eu era. Curioso que saí com um cara dias antes que tinha dito que nunca iria conseguir namorar uma acompanhante, que para ele seria muito difícil imaginar a esposa dele com outros. E eu defendi dizendo que existem alguns homens que lidam bem com isso. Eu conheço uma acompanhante que é casada e o marido ajuda ela no marketing (vocês acreditam nisso!?). Sim, existem homens que conseguem lidar com isso, mas é bem raro. A maioria não consegue. Infelizmente estamos inseridos em uma cultura machista que culpabiliza a mulher que transa com vários. Nossa profissão de acompanhante é vista como uma aberração. Não somos aceitas muitas vezes nem pela nossa família. A minha, por exemplo, não sabe que eu trabalho com isso. Sei que vai ser um choque para eles, ainda mais por eu ser formada na USP. Sei que muitos não entenderão o meu caminho e dirão "mas ela é tão inteligente" ou "se formou na USP para nada". Já ouvi de uma "amiga" isso, que anulei meus estudos por agora ser GP. E na verdade tudo que eu estudei está comigo em todos os momentos. Eu sou o que eu sou porque vivi tudo o que vivi. Minha inteligência me acompanha nos encontros. E é com a minha inteligência que escolho fazer um trabalho que faz sentido para mim. Mas sei que muitas pessoas me criticarão, não vão entender os meus motivos. Um homem para estar ao lado de uma mulher dessas precisa ser muito seguro emocionalmente. Porque ele também vai passar por julgamentos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Teve uma hora que ele disse: "se eu namorasse contigo, eu ia te comer todo dia...", aquilo me deixou molhada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Será que ele estava surpreendido com a minha coragem e liberdade e isso despertava um desejo nele? Será que ele admirava isso em mim? O fato era que ele me olhava, de verdade, e isso era bonito. As horas iam passando e a recepcionista novamente ligava no quarto. "Faltam quinze minutos para encerrar" e aviso ele. Ele diz espera aí e mexe no celular. Me faz o pagamento das três horas. Entendo, então, que ele vai querer encerrar ali.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Então você não vai querer ficar mais uma hora, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Eu vou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E ele me faz o pagamento restante. E diz "estou querendo transar de novo, me chupa?" e a gente repete tudo que fez. Até que ele goza enquanto eu estou por cima. Ah, eu estava adorando aquele homem, para mim não foi esforço algum ficar quatro horas do seu lado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tem uma hora que eu digo para ele o quanto é caro ser acompanhante e por isso cobramos caro também. E ele me diz "e vale cada centavo..." e isso me deixa excitada, por mais que já tínhamos parado de transar rs. Aquele homem sabia como mexer comigo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele me convida para ir ao cinema em algum dia, e eu digo "mas eu cobro, tá?". E depois me convida para ir para a Santa Cecília encontrar um amigo dele. Eu estava morredo de fome! Pensei dentro de mim que era melhor ir para casa e comer no meu cantinho. Já estava sendo muito intenso, imagina se eu tivesse o acompanhado? Também não quero confundir nada. Não quero me relacionar com ninguém tão cedo, quero que a Sol Rara exista só no ambiente de trabalho. Preciso desses limites.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antes de irmos embora, eu digo para ele:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Mas você namoraria comigo mesmo eu sendo garota?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Se é isso que te faz feliz e você está bem com isso, sim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Bom, acho que no dia a dia a realidade é diferente. Como vocês já devem ter percebido aqui, sempre encontro homens que dizem que têm medo de se apaixonarem por mim (talvez o medo deles cruza diretamente com o fato de eu ser acompanhante). Eles estão empolgados no quarto. Com aquela intensidade do encontro, sabem? Mas depois que a realidade entra pela porta, tudo muda. Pode ser que ele namoraria, sim, comigo? Pode ser. Mas prefiro acreditar que não. Prefiro acreditar que o amor, por enquanto, é algo que não irei experimentar. Eu fiz uma escolha, que não é fácil. Eu decidi publicamente ser acompanhante e eu sei bancar isso. Quero ser independente financeiramente sem um homem me enchendo o saco. Gosto de ter homens assim, por algumas horas, vivendo momentos de prazer e aproveitando a melhor parte deles. A convivência corrói.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pode ser que um homem esteja pronto para namorar comigo? Pode. Mas eu não estou pronta para dividir minha vida louca com um homem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas seria mentira se eu não dissesse que esse encontro não mexeu comigo. Porque, meus amores, mexeu, sim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Fri, 10 Oct 2025 17:35:29 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
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    </item>
    <item>
      <title>Uma rara experiência ruim</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/uma-rara-experiencia-ruim</link>
      <description>Então vamos falar sobre um encontro que tive esses dias e que não foi um dos melhores. Tenho encontros sempre muito bons, mas esse fugiu do script...</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Uma rara experiência ruim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           08 de outubro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então vamos falar sobre um encontro que tive esses dias e que não foi um dos melhores. Tenho encontros sempre muito bons, mas esse fugiu do script...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele me conheceu pelo TikTok. Agendou alguns dias antes no Lido, na terça. No dia do encontro, enviei uma mensagem para confirmar. Tudo certo, íamos nos encontrar naquele dia. Me arrumei, coloquei uma lingerie que comprei há pouco tempo, me perfumei, me maquiei, fiz o meu ritual (que algum dia conto para vocês) e chamei o Uber. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando cheguei ao motel, ele estava no quarto e já fui tentando criar um clima para nós. Ele foi me falando sobre alguns vídeos meus que tinha visto e como tinha gostado do meu posicionamento. Fiquei feliz e fui contando para ele como era o processo de fazer os vídeos. Ele, que parecia estar engajado na conversa, me interrompe para me beijar. Gente, cá entre nós, poucas coisas são menos deselegantes quanto interromper alguém. Eu não estava falando sozinha, entendem? Ele me perguntou, eu estava respondendo, criando um clima, uma conexão antes do ato, e ele me interrompe. Ah, como odeio ser interrompida. Sei que às vezes o cara quer me sentir logo, mas por que então ele criou uma conversa se não queria dar continuidade?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O beijo dele era horrível! Ele enfiava a língua com tudo na minha boca, rápido, mal dava tempo de fazer alguma coisa. Fiquei enojada. Que beijo ruim. Ele enfiava a língua com tudo, e tirava, enfiava com tudo, e tirava... eu via que claramente ele não sabia beijar. Depois de fazer isso, ele puxou assunto falando de novo do TikTok e das minhas formações. E quando eu comecei a dizer, ele me interrompe novamente para me beijar, com aquele beijo horrível! 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu estava em uma enrascada. Não tinha possibilidade de criar qualquer conexão porque ele estava completamente afobado! 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Começou a tirar meu sapato, minha meia calça e tirou a sua roupa. Disse que ia tomar banho. Eis que eu me levanto pra ir ao banheiro e lavar a mão. Ele desiste de tomar banho e me agarra por trás. Gente, ele estava completamente afobado e ansioso. Falo sutilmente "mas você não ia tomar banho?". Ele diz que já ia. Pediu para que eu deitasse na cama, tirou a minha calcinha e começou a fazer oral. Ah, mas que oral péssimo! Ele mal encostava a língua na minha pepeca. Sentia que as coisas não estavam fluído entre eu e ele. Ele estava muito afobado, como se quisesse não perder nenhum segundo daquela hora. Mas os meus dates não são assim! Eles são construídos na calma, na conversa, na gentileza. Falo que o sexo é um complemento da troca. Eu crio uma amizade primeiro com os meus clientes. Claro que às vezes acontece do cara querer o sexo primeiro e depois a conversa. Mas o sexo flui porque o cara trata com gentileza meu corpo, ele vai aos poucos, sem essa afobação. Na verdade, é muito difícil o cara não conversar comigo antes de transar, não criar uma conexão, sabe? Porque eu priorizo conexões. Esse homem que eu saí saiu muito do script...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Falei para ele que não ia conseguir gozar. Ele me pediu desculpas e foi tomar banho. Enquanto ele tomava banho, fiquei pensando no que estava sendo esse encontro. Será que ele estava sentindo que eu não estava gostando? Será que ele também não estava gostando? Por que estava sendo tão ruim? Será que tinha chance de melhora? Enquanto ele tomava banho, pensei que escreveria sobre ele falando que esse encontro foi um fiasco. Ele voltou do banho. Perguntei o que ele queria fazer. Ele disse que "gostava de beijar". Eu dei um sorriso e fiquei pensando que queria evitar esse beijo dele. Aí para quebrar o gelo perguntei se ele queria que eu o chupasse, ele disse que sim. Chupei o seu pau tentando entregar algum momento bom naquele date. Ele parecia estar gostando muito, e eu ficava com uma sensação de "pelo menos ele vai ter alguma memória boa de mim". Rapidamente ele pediu para me penetrar, então eu fiquei por baixo. Na hora que ele foi enfiar o pênis, ele não enfiou reto, mas com movimentos de um lado por outro. Isso quase me machucou! Bom, ele começou a meter, e, meu Deus, ele metia de qualquer jeito, todo desengonçado! Estava me machucando, pedi para ele ir devagar. Ele pedia desculpa, falava que ia devagar e continuava metendo de um jeito que podia me machucar. Até que ele pede para ir de quatro. Eu peço novamente para ele ir devagar para não me machucar, e ele continua metendo rápido e desengonçado! O problema não era só que ele metia rápido, mas ele também parecia não saber meter. Vocês já viram isso? Eu nunca tinha visto! Claro que tem homens que metem melhores que outros, mas um homem que não sabe meter simplesmente eu nunca tinha visto! Se eu deixasse ele continuar, ele ia acabar me machucando e isso ia me prejudicar. Pedi para ele NOVAMENTE ir devagar! E ele falou "então faz eu gozar na mão" e se deitou. Expliquei para ele que eu não finalizava e pedi para que me avisasse quando estivesse quase lá. Ele falou "tá bom".
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E não é que ele NÃO ME AVISOU e gozou na minha mão? Eu tirei na hora! Falei "eu não finalizo, te avisei!" e ele "continua". Pois eu saí e fui lavar minha mão e falei novamente que não finalizava. Ele disse que não sabia. Mas como não sabia? Se eu tinha avisado antes!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aí já percebemos que ele não era só ogro, mas era folgado também, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois que terminamos, ficamos na cama, e eu tentei criar um clima de que "estava tudo bem". Em nenhum momento deixei transparecer o quanto estava odiando aquele encontro. Nunca tinha saído com um cara tão ogro como aquele, que não tinha o mínimo de cuidado com o meu corpo e com as minhas regras. Eu pedi meu Uber e nós ficamos conversando. Percebi que ele era um cara legal, mas entre quatro paredes ele era bem rude. Mas percebi também que ele nem se dava conta na maior parte do tempo disso. Talvez ele consuma muita pornografia ou transe pouco na vida pessoal, mas ele se mostrava ser gentil em alguns momentos. Não sentia que ele estava fingindo, entende? Sentia que ele era só ogro mesmo (misturado com um pitada de falta de noção). E dentro dele talvez achava que estava arrasando.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No final do encontro até conversamos sobre as nossas vidas. Fiquei até pensativa depois de escrever sobre ele porque vi que ele era um cara bacana, mas devia estar muito afobado para me conhecer e não sabia praticar o sexo de uma forma gostosa para ambos. Quero deixar esse relato aqui para que sirva de exemplo. Não é nada legal quando o cara quer te "comer de qualquer jeito" sem respeitar o seu corpo e os seus limites. O encontro não fica agradável. Acredito que tem que ser bom para os dois. Se eu fosse um homem, não ia querer transar com uma mulher que só está ali comigo por obrigação. Eu iria me sentir mal. O mais legal nessa profissão é poder criar esse clima e ter uma troca sincera a dois. Eu gosto disso. Acredito que o cara também não quer transar com uma "boneca inflável". Mas, como hoje em dia tem louco para tudo, pode ser que alguns queiram, né? Eu não sou uma acompanhante para isso. Gosto de conexão e carinho no sexo. Se você vem afobado, por favor, nem venha.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Wed, 08 Oct 2025 22:37:26 GMT</pubDate>
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      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Eu romantizando?</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/eu-romantizando</link>
      <description>Recentemente eu criei uma conta no TikTok que tem dado o que falar. Completei 1.000 seguidores nessa rede esses dias, mas</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu romantizando?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           03 de outubro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Recentemente eu criei uma conta no TikTok que tem dado o que falar. Completei 1.000 seguidores nessa rede esses dias, mas recebo comentários ofensivos desde as primeiras semanas. Já li muita coisa. Que eu não sei o que é melhor para mim. Que eu estou enganada sobre o que eu quero para a minha própria vida. Que eu não sou feliz. Que eu vou me arrepender. Que eu vou morrer sozinha. Que eu sou inteligente demais e engano meus clientes, afinal, eles só saem comigo porque eu "exploro" eles. Sim, já me disseram isso lá! Que eu romantizo demais a minha experiência, ah, esse comentário aparece aos montes! Eu que sou romântica demais e não olho os fatos. Esses dias um comentou "respeitar tudo bem, agora romantizar a putaria aí já é demais". Eu bem que aproveito esses comentários para me dar conteúdo. Às vezes não é fácil estar internet, por vezes ficamos pensando "o que vamos publicar?". Os haters sempre me dão novas ideias e movimenta o meu perfil.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           São muitos ataques. É quase que na maior parte do tempo eu recebo mais ataques do que qualquer outra coisa. Eu já sabia que isso ia acontecer, pois sou muito polêmica e não abro mão disso. Não vim para agradar, vim para que se questionem. Mas essas pessoas me fizeram me questionar. Por que uma mulher dizer que é feliz trabalhando com sexo é romantizar?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O meu discurso ofende. São séculos condicionando as mulheres para a negação do seu próprio corpo. Muitas mulheres nunca gozaram e nunca gozarão na vida. Minha avó foi uma dessas mulheres, ela nunca se sentiu plena no seu corpo nem na sua vagina. Minha avó nunca foi feliz como mulher, e quando meu avô morreu, lembro que ela ficou mais viva. Ela foi obrigada a se casar e viver uma vida de dondoca. Teve 7 filhos. Nunca transou porque quis. Minha avó passou 30 anos deitada em uma cama, agonizando de depressão. Isso deixou marcas profundas na minha mãe, que depois, na hora de me criar, passou para mim. Minha mãe também não se realizou totalmente como mulher. Ela é frustrada com o seu corpo e com o seu prazer. Minha mãe até gozou na vida, mas evita o sexo. Foi perdendo o tesão porque também se afundou em um casamento infeliz, do qual nunca conseguiu sair. E eu? Quase repeti todas essas histórias.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nasci no século 21, o auge da modernidade, mas tive uma criação muito severa e pautada no corpo. Meu corpo sempre foi um problema na minha casa e eu acabei pegando raiva dele. Na adolescência, aprendi a me mutilar para passar o tédio e aliviar a dor. Quando me tornei adulta, passei a tentar suicídio, machucava o meu corpo com álcool, cortes, drogas e remédios. Eu me batia algumas vezes, arrancava meus cabelos e fazia feridas no meu corpo. Fui parar no hospital uma dezena de vezes e, algumas, entre a vida e a morte. Eu quase morri. Quase enterrei o meu corpo pelas minhas próprias mãos. Enquanto eu fazia tudo isso, nunca tinha gozado na vida e também me agonizada de depressão, tal qual a minha avó. Quase me afundei em relacionamentos com pessoas que se tivessem topado ficar na minha vida, também viveria um casamento infeliz, como o que minha mãe tem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas eu fui maior que toda a dor que me acompanhava muito antes de eu nascer e fui me libertando sozinha dessas amarras que me faziam infeliz. Depois de me curar muito, entendi que eu tinha uma grande questão com o meu corpo e precisava cuidar disso. Decidi que em 2025 a palavra do meu ano seria "corpo" e olhei para ele profundamente. Percebi que nunca tinha sentido prazer com o meu corpo e queria experimentar isso. Eu queria ter a chance de sentir prazer também. Eu me sentia errada, achava que não era digna disso. Achava que meu corpo não era feito para isso. Talvez minha avó pensava isso do corpo dela também. Então eu me dei uma chance e com essa chance fiz um ofício. Eu gostei tanto de sentir prazer que queria sentir cada vez mais. Meu corpo que só conhecia a dor ficou vislumbrado com a possibilidade de se deliciar. Eu estava terrivelmente feliz por ter descoberto isso. Eu estou terrivelmente feliz. Eu sou feliz com a profissão que escolhi para mim porque ela tem um sentido muito profundo na minha história. É permitido a gente ser feliz em qualquer profissão, menos na de garota de programa. Julgam você como errada e burra. Já me falaram várias vezes no TikTok que eu "não estou pensando certo", como se eu não fosse capaz de ter pensamento próprio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como se não fosse possível uma mulher ser feliz dando e recebendo dinheiro para isso. Para mim, fazer sexo é uma das coisas mais importantes do mundo. É uma prioridade. Como uma médica tem como prioridade tratar pessoas. Mas ainda é absurdo uma mulher gostar de ter prazer. Provavelmente se eu contasse para a minha avó que sou acompanhante, ela me julgaria. Ela não gostaria que eu estivesse nesse caminho. Mas a minha avó nunca se conheceu, nunca se olhou como mulher. E, para mim, essas pessoas que me julgam também não se conhecem. Elas se ofendem tanto ao ponto de parar as suas vidas para me criticar. Eu causo dor nelas. Elas não queriam que eu existisse porque eu existir denota que elas precisam olhar para si. Eu incomodo. E como elas não querem olhar para si, me atacam.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu não preciso de uma história de dor para dizer o motivo de eu gostar de ser acompanhante, mas eu tenho uma história de dor que me leva a isso. Existem várias mulheres que gostam de ser acompanhantes porque gostam e não precisam de grandes motivos para isso. Mas eu tenho grandes motivos para gostar - e pequenos também! amo transar e adoro transar com vários homens -
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           "Ah, mas você devia se conter", já me disseram isso também no TikTok. A pessoa tem tanto problema interno que ela quer que eu me diminuía para ela se sentir confortável com ela. Pois eu não irei me diminuir. Amo ter prazer e ter dinheiro com isso. Não vejo sentido de não trabalhar com aquilo que amo se eu posso. Já me disseram "por que não faz de graça?", como se eu não pudesse me sustentar fazendo algo que faz sentido para mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando acaba os "argumentos", sobra "mas aí você está romantizando!" porque aparentemente é errado ser feliz sendo acompanhante.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Muitos esperam que eu seja uma coitadinha. Ninguém, por exemplo, salvou a minha avó e ninguém vai salvar a minha mãe. Existem milhares de mulheres que sofrem todos os dias e ninguém se importa. Mas quando você diz que é feliz sendo acompanhante todo mundo quer te salvar. Eu não preciso ser salva. Eu preciso ser respeitada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Se "romantizar" é ver a vida da melhor forma possível, então eu romantizo. Só eu sei o que passei para chegar até aqui, comigo mesma e com o meu corpo. Que eu tenha o máximo de prazer possível e ganhe a vida fazendo aquilo que eu ame. E que eu enfrente o hater de cabeça erguida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Fri, 03 Oct 2025 17:26:58 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Prazer e evitação</title>
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      <description>Era quinta-feira quando ele me enviou uma mensagem dizendo “estou louco por você”. Só pelas mensagens, eu senti que a gente ia se dar bem, pois essa intensidade dele me contagiava e me fazia também ficar louca para conhec</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Prazer e evitação
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           24 de setembro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Era quinta-feira quando ele me enviou uma mensagem dizendo “estou louco por você”. Só pelas mensagens, eu senti que a gente ia se dar bem, pois essa intensidade dele me contagiava e me fazia também ficar louca para conhecer o homem que estava louco por mim. Ele queria me encontrar naquele dia, mas nesse dia ele não ia poder. Marcou, então, para segunda, às 14h, no L’essence. Eu estava animadíssima para encontrá-lo. Ao longo dos dias, entre quinta e segunda-feira, ele me enviava uma mensagem dizendo o quanto ele ansiava pela segunda-feira… gente! Que intensidade! E como eu amo isso! Fiquei pensando que aquele homem ia me devorar quando me ver, que eu ia voltar até tonta de tanto que ele ia me comer. E que eu, particularmente, queria ser comida por ele. Eu mal sabia seu rosto, mas os seus gestos e palavras já me deixavam desnorteada. Eu definitivamente também queria conhecê-lo e também ansiava pela segunda. Até que chegou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Até que enfim chegou a segunda e eu conheceria quem era aquele homem intenso, fogoso e louco por mim. Quando eu cheguei, notei que ele usava óculos,  tinha cara de nerd, um homem de uns 40 anos. Ele não era aquele homem fogoso que se mostrou por mensagens. Ele era tímido e disse que estava tímido diante de mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu cheguei cumprimentando com um selinho (gosto de já começar assim rs). Me sentei na cama, ele me perguntou se eu queria beber algo, e eu respondo que uma cerveja e uma água, para equilibrar rs. Ele disse que não poderia me acompanhar, pois estava dirigindo. Queria saber sobre mim, disse que tinha visto alguns vídeos meus e gostou de me conhecer desse modo, que isso não é comum no meu meio. Ele pode conhecer a minha pessoa antes de me conhecer e isso o deixou louco. Me contava que há anos não saía com uma acompanhante, mas que passou a procurar em vários perfis alguma para sair. Até que chegou em mim e percebeu que tinha algo diferente. Fiquei muito feliz porque é exatamente isso que quero comunicar, o Rara, de Sol Rara, nunca foi à toa. Ele tem um sentido bem claro. Outra coisa que ele me contou é que eu sou muito autoconfiante e autodeterminada, por não ter receio de fazer os vídeos que faço, que transpareço isso. Achei tão bonita essa percepção porque realmente faz parte do que eu sou. Contei um pouco sobre mim, como sempre gosto de fazer nos encontros, e quis que ele me contasse sobre ele. Ele então me explicou bastante sobre a sua profissão e até me contou que tinha um filho, que buscava ele na escola e por isso o encontro não podia ser tão tarde. Achei isso fofo. Nunca saí com um cara que disse que buscava o filho na escola. Na hora, com a cerveja misturada no organismo e adorando conhecer aquele homem louco para me conhecer, achei uma atitude fofa rs – apesar que deveria ser normal, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Ele dizia várias vezes que aquela não seria a nossa única vez. Que a gente ia se ver muitas vezes. Aos poucos, ele estava se soltando comigo, e ele mais se sentia tímido do que aparentava. Contei para ele que fazia rifas e ele ficou maluco, dizendo que queria muito participar. Eu disse a ele que mandaria no WhatsApp. Ele concordou. Guardem essa parte que é importante para o final da história.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Depois de um tempo de conversa, começamos a nos tocar, a nos beijar, fizemos bastantes preliminares até que ele começa a tocar na minha vulva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Eu não gosto que toquem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Ah, tudo bem! Me desculpe.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           E ele me acarinha em outras partes do corpo. Até que me sinto tão confortável ao ponto de dizer:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Eu vou colocar o lubrificante na sua mão e você toca.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Mas eu não quero fazer nada que te deixe desconfortável.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Mas eu quero que você faça.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Não, mas não tem problema se você não quer, a gente faz outra coisa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Mas eu quero que você toque. Para a gente vencer o medo é só enfrentando e eu preciso aprender a enfrentar ao invés de evitar. Vou pegar o lubrificante.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           E eu peguei o lubrificante, passei no dedo dele e coloquei suas mãos na minha vagina. Ele começou a me tocar. Ele tocava suavemente e às vezes eu guiava os seus dedos. Estava bom. Realmente estava bom. Eu não estava arrependida de ter deixado ele tocar, eu estava adorando. Até que ele parou e começou a beijar o meu corpo todo. Ele chupou meus seios de uma forma mais intensa e quando chegou na minha vagina, aí que o negócio desandou de vez. ELE NÃO PARAVA MAIS DE CHUPAR. Chupava tão rápido, tão rápido que… eu gozei! Acho que essa foi a vez que mais gozei rápido na vida! Ele chupava freneticamente! Enquanto ele chupava, eu bebia cerveja hahaha Foi tão bom!!! Me senti no céu. Mesmo depois de eu ter gozado, ele não parava de me chupar e interrompeu o oral para dizer “você viu que eu não estou conseguindo sair daqui, né?” e eu achei aquilo bonitinho. Deixei ele pelo tempo que quisesse ficar na minha buceta. E ele ficou bastante, ficava dizendo que minha buceta era muito boa de chupar… só de lembrar me dá tesão!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Estava sendo um encontro bem intenso mesmo e ele estava demonstrando o quão louco estava para me encontrar. Até que falei que agora era a minha vez de chupá-lo. Ele ficou louco com a minha chupada, dizia várias vezes que meu oral era muito bom. Chupei muito ele, com toda vontade que ele me chupou. Ele se contorcia de tesão. Como eu não finalizo, ele me avisou que ia gozar, eu parei de chupar e ele gozou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Não houve penetração. Ele precisou ir embora porque tinha um compromisso de trabalho. Quando o encontro acabou, perguntei se ele tinha gostado, já sabendo que sim rs e ele me confirmou. Me deu carona até o metrô e eu me despedi dele com três selinhos (bem fofa rs).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Dias depois, eu enviei sobre a rifa que eu estava fazendo. Ele não me respondeu. Sim, logo ele, que estava todo animado no encontro e que queria participar da rifa. Não é a primeira vez que um cara que diz que adorou o encontro – e às vezes fala até que está com medo de se apaixonar – para de me responder.  Acho que alguns homens ficam com receio de confundir as coisas, principalmente se estão comprometidos. Eles sabem que somos profissionais. Eu sou muito profissional, não misturo trabalho com vida pessoal. Nem existe a possibilidade de eu me apaixonar enquanto trabalho porque consigo separar muito bem. Meu trabalho é meu trabalho. Eu já era assim quando tinha outros trabalhos, nunca me relacionei com pessoas da mesma empresa que eu. Até mesmo quando eu era aluna, não gostava de me relacionar com pessoas da minha escola. Nesse trabalho, eu encontro pessoas maravilhosas, mas prefiro manter elas somente no meu ambiente de trabalho, pois acho que isso é o melhor para a minha saúde mental. Sei que alguns caras “fogem” porque ficam muito emocionados e sei que muitos ainda estão processando a experiência do encontro. Não é tão fácil ter uma experiência muito boa com alguém e entender que aquilo só vai ficar na experiência. Muitas vezes nós queremos repetir e ter aquela pessoa na nossa vida. Já conheci muitos clientes que facilmente virariam meus amigos. Mas como eu disse, eu não quero confundir as coisas, então deixo eles no meu trabalho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Bom, essa é uma hipótese. Pode ser que ele se esqueceu de responder? Talvez. Mas para um cara que estava tão empolgado acho difícil a hipótese do esquecer. Como isso já aconteceu outra vez, do cara dizer que estava gostando muito de mim no encontro e depois me bloquear (juro que isso aconteceu!), eu fico com a hipótese de que esse cliente gostou muito e preferiu me evitar. Eu fico com a sensação de que quando eles quiserem me ver de novo, vão me desbloquear e voltar. E fico com as sensações tão gostosas do encontro vivido intensamente em cada parte. Cada homem que saí comigo fica um pouco em mim. Eu nunca os esqueço. E acredito que eles também não vão me esquecer.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Wed, 24 Sep 2025 04:12:35 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>No motel da aventura</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/no-motel-da-aventura</link>
      <description>Nós já tínhamos nos falado em abril. Ele me conheceu no Instagram através de um comentário que fiz em um post que provavelmente criticava o meu trabalho.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No motel da aventura
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           14 de setembro de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nós já tínhamos nos falado em abril. Ele me conheceu no Instagram através de um comentário que fiz em um post que provavelmente criticava o meu trabalho. Quase nunca perco tempo escrevendo algo nos comentários da vida na internet, mas nesse dia eu estava mais raivosa do que o habitual e queria colocar minha opinião no mundo. Isso me trouxe alguns seguidores que concordaram comigo e me trouxe ele, que cinco meses depois sairia comigo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Quando ele me contatou, achei que já sairia naquela semana, mas ele não era da capital de São Paulo, então tinha que se programar. E lembro que disse “você será meu presente de aniversário”, que seria em junho. Mas nada. Só em setembro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Em setembro ele me manda uma mensagem perguntando a minha disponibilidade para aquele mesmo dia, e eu me surpreendo. Falei da minha disponibilidade e confirmamos no Motel Adventure. Sempre quis ir nesse motel, desde criança. Tá, eu sei que uma criança não pode frequentar um motel e eu já sabia disso quando era criança. Aliás, já sabia o que era motel. Mas, eu queria frequentar mesmo assim. Eu morava em Artur Alvim e o Adventure fica na Vila Matilde, quando eu passava de carro com a minha família, via aquelas rochas enormes e a cascata no meio da avenida. Achava um máximo. Aí eu lia “MOTEL Adventure”. MO-TEL. Eu já sabia da diferença do H para o M. Eu certamente não podia entrar lá, mas ficava com aquele nome na cabeça.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eis que eu indiquei esse motel para o cliente e ele topou. Quando eu cheguei, ele já falou da minha altura, porque eu estava maior do que ele por usar salto. Ele perguntou se eu queria uma água e eu aceitei uma cerveja. Ficamos um bom tempo conversando sobre a minha vida, o que eu passei para chegar até aqui, e ele me contou também sobre as questões dele e o papo estava fluindo muito. Ficamos quase uma hora conversando até que ele me diz:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           – Caramba, você é a pessoa mais inteligente com quem eu já conversei.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Como assim? Sério?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sim, de verdade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Não sei se alguém já me falou isso. Já me disseram muitas vezes que eu sou muito inteligente, que gostam de conversar comigo, que eu sou “diferente”, mas talvez nunca me disseram que eu sou a “pessoa mais inteligente” que já conheceram. Achei isso muito bonito e isso me pegou bastante no encontro, porque sei que minha profissão é ser uma profissional do sexo, mas quando um homem enxerga quem eu sou, a minha essência, o meu cérebro, tudo é mais gostoso. E eu fico mais animadinha para transar também rs gosto de ser vista por dentro. Então ficamos conversando, como se tivéssemos conversas acumuladas desde abril, como se já nos conhecêssemos de alguma forma, já que ele me acompanhava diariamente no Instagram. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Até que eu aviso para ele que falta pouco tempo para dar uma hora e pergunto se ele quer renovar. Ele responde “e tem como não?” haha no começo perguntei se ele queria ficar mais de uma hora e ele falou que ia decidir depois, mas comigo raramente os encontros se baseiam em uma hora só. Então renovamos para mais uma e fomos para o fight. Ele começou a me beijar, a chupar meus seios, até que chegou na minha vulva. Ele estava determinado a me dar prazer, queria muito me ver gozar. Enquanto ele me beijava, dizia “já te falei o quão você é bonita hoje?”, “o quão você é gostosa?”, “linda?”. Ah! Achei isso tão fofinho! E às vezes eu respondia que não e que sim hahaha quando ele foi para minha pepeca, estava disposto em ficar até gozar. Teve uma hora que ele disse “caraca! minha língua vai gangrenar desse jeito” porque ele chupava, chupava… mas eu não gozava. Não sei, mas o gozo não estava vindo nesse dia. Talvez eu estava preocupada aquele dia com alguma questão e nem percebi, ou só não estava conseguindo mesmo. Alguns dias são mais difíceis que outros. Vendo o esforço dele, falei “é, acho que não vou conseguir gozar” e ele parou. Ficou decepcionado, pois queria muito me fazer gozar. Falei para ele não pilhar com isso porque o sexo não se resume ao gozo e que tinha muita coisa para ser aproveitada. Agora era a minha vez de chupá-lo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu chupei, e ele adorou. Chupei as suas bolas, a cabecinha, todo o pau… até que ele quis penetrar, pois já estava bem duro. Eu fui por cima dele. Quando enfiei seu pau na minha buceta e senti ele todinho foi muito bom. Nem sempre eu tenho prazer assim com penetração, mas com ele tive. Acho que a conversa ajudou a relaxar bastante essa parte. Quando eu sinto que posso confiar no cara, sinto mais prazer. Estava uma delícia até que ele pede para me comer de quatro, mas quando eu fico nessa posição, ele broxa. Tive que chupar de novo para o pau ficar firme e falei para ele continuar naquela posição, eu por cima, que estava dando certo. Continuamos e foi muito, muito bom! Estava uma delícia mesmo e ele fala “fazia tempo que eu não fazia um sexo tão gostoso assim”. Mas ele diz que vai ter que gozar na mão mesmo, pois é mais fácil. Eu paro de cavalgar e vou até o banheiro. Quando eu volto, ele está se masturbando e goza.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Ele me convida a comer alguma coisa fora dali, mas eu recuso porque não gosto de confundir as coisas. E também porque estava sem vontade nenhuma de comer. Nos despedimos. Foi muito bom poder encontrá-lo, estava com expectativa de conhecê-lo por já ter falado com ele meses atrás. Ele me dizia algumas vezes no encontro que eu era um perigo, pois podia fazê-lo se apaixonar haha e me enviou uma mensagem dizendo o quanto eu era perigosa. Durante as horas ali, a paixão está permitida, ok, meninos? Depois, eu proíbo rs.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           P.S.: e o motel realmente é legal! Agora sempre irei indicar esse, tem rochas dentro do quarto e é bem temático, muito diferente dos motéis convencionais. Valeu meu sonho de infância.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sun, 14 Sep 2025 02:24:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Eu já me julguei demais...</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/eu-ja-me-julguei-demais</link>
      <description>Antes de entrar nessa profissão, eu passei umas semanas estudando o meio. Eu não entendia o que eu estava fazendo com a minha vida.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Eu já me julguei demais...
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           08 de setembro de 2025
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antes de entrar nessa profissão, eu passei umas semanas estudando o meio. Eu não entendia o que eu estava fazendo com a minha vida. Eu achava grave. De repente, eu nunca me vi sendo acompanhante. E me peguei estudando para ser. Que loucura. Eu só podia estar louca, né?
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           Corri para contar para a minha psicóloga. Achei que estava entrando em algum surto. Com muita gentileza da parte dela, ela me fazia ver que eu não estava surtando; eu estava sendo lúcida. Sim, era isso que eu queria. Eu queria ser puta, definitivamente. Eu queria experimentar. Mas aí tinha uma outra parte de mim que não compreendia. Se eu decidisse ser puta, algo dentro de mim morreria. Eu ia precisar construir uma nova parte de mim. Eu não sabia se estava preparada.
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           Meus valores iam mudar. Tudo o que eu tinha acreditado que era correto viraria do avesso. Eu precisaria refletir sobre quem eu sou ainda mais forte do que eu já havia feito. Eu achava que me conhecia até ter o desejo de ser acompanhante. Eu não me conhecia inteiramente, essa parte estaria guardada em mim e só apareceria quando eu ficasse pronta. De repente, parecia que eu estava pronta. Mas eu não me sentia assim.
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           Eu sou muito da ação. Assim que eu tenho uma ideia, já coloco para o mundo, não consigo me segurar. E assim foi com ser prostituta. Eu quis, eu fiz. Ao passo que ia fazendo os programas, ia entendendo que era isso que eu queria. Ia me sentindo bem comigo mesma e com meu corpo de uma forma que eu nunca tinha sentido na vida. Ia me estranhando. Ah, eu estava sendo uma estranha para mim mesma! Quem eu era? Ou melhor: quem eu estava me tornando? Será que eu poderia desejar ser puta? E gostar? Será que era correto eu ser feliz assim? Será que assim eu seria o orgulho de alguém? Será que eu seria uma decepção? Decepcionaria todos ao meu redor? O que iam pensar de mim? Por que ser feliz com algo que abominam?
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           Então eu acordava, de madrugava, em pânico. Eu me perguntava "isso é certo?" e eu me corrigia "mas eu estou feliz e não estou fazendo mal para ninguém". Eu me justificava, toda hora. Ninguém estava me perguntando nada, afinal, eu nem estava me expondo como me exponho agora. Quase ninguém sabia que eu era Sol Rara, mas eu sabia. E isso era suficiente. Eu estava me traindo? E os meus estudos? O que me serviu ter duas formações na USP se virei puta? Eu me martirizava. Eu estava horrorizada por ser feliz com algo que nunca imaginaria na vida. Eu me desconhecia, essa é a palavra, eu era desconhecida para mim.
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           Queria que todo mundo um dia chegasse nesse estado da vida, quando você se desconhecesse para o lado positivo. Quando algo acontece e você se descobre de um jeito que nunca sonhou. E aquilo vira uma parte sua, para sempre. Eu vivi até aqui sem ser a Sol Rara, mas de repente quando eu descobri que sou isso também, não quis mais largar. Faz parte do meu eu. Isso é se conhecer de verdade, quando até dói o que você é. Quando você se aceita, em meio às lágrimas. Já cheguei a chorar pensando "meu deus, mas eu sou feliz com isso?". Eu não queria ser. Seria mais fácil se eu fosse feliz sendo médica ou professora. Qualquer coisa que fosse aceitável, que me criticassem menos, ou que não me transformasse intrinsecamente assim. Ser você às vezes dói. Encarar o desconforto de se bancar, dói. Se entender e olhar para cada parte que existe em você, dói. É um processo bonito, hoje estou muito mais em paz, mas houve muita dor. Muita falta de entendimento. Muitos porquês, relutância e julgamento. Quando ninguém estava me julgando, eu me julguei. É por isso que enfrento o julgamento de cabeça erguida, porque eu já me cutuquei várias vezes para saber se isso era o correto. Até que eu entendi que sim, para mim, é. Eu estou bem comigo mesma. Ultimamente venho sofrido bastante hater no TikTok e alguns pensamentos desses voltaram. Mas eles estão bem fraquinhos. Sei que esses pensamentos querem me proteger. Sou muito autocrítica e sempre penso nas minhas escolhas, ações, falas. Sempre tento ser melhor, coerente, estar em paz com meus feitos. Então vez em outra eu faço esse check-up interno. E sim, tudo está certo aqui. Eu amo ser Sol Rara, ela me faz um bem danado. Me salva de coisas que nunca imaginei que seriam curadas. Ser Sol Rara me cura um pouco mais a cada dia. Ter isso em mente me ajuda a enfrentar o julgamento, externo e interno quando vem.
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      <pubDate>Mon, 08 Sep 2025 23:06:01 GMT</pubDate>
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      <title>Na melhor cama que eu já me deitei</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/na-melhor-cama-que-eu-ja-me-deitei</link>
      <description>A cama dele parecia que tinha espuma e era feita de seda, tão gostosa que eu disse “se eu não fosse tão profissional, passaria mais tempo aqui”. Uma cama convidativa, dava vontade de ficar ali para sempre. A companhia também era convidativa. Um homem dez anos mais velho que eu, educado, bonito, gentil, que fez questão</description>
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           Na melhor cama que eu já me deitei
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           31 de agosto de 2025
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           A cama dele parecia que tinha espuma e era feita de seda, tão gostosa que eu disse “se eu não fosse tão profissional, passaria mais tempo aqui”. Uma cama convidativa, dava vontade de ficar ali para sempre. A companhia também era convidativa. Um homem dez anos mais velho que eu, educado, bonito, gentil, que fez questão de criar um clima antes dos finalmentes, que quis saber mais sobre mim, e sempre que um homem quer saber mais sobre mim, isso me excita, me dá tesão, me faz perceber “caramba, eu estou sendo vista para além do meu corpo”, me humaniza, me interioriza. Adoro quando o cliente descobre que sou muitas coisas além de ser acompanhante; que sou formada na USP, que sou escritora, que tenho um TikTok, que já fui professora… antes de ser desejada, gosto de ser olhada, e gosto de uma amizade antes do sexo. Eu acho que assim tudo fica ainda mais verdadeiro.
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           Mas voltando para o começo…
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           Ele me chamou quinta-feira querendo que eu fosse para o dia seguinte na sua casa. Eu vou na casa do cliente se o prédio tiver portaria e com uma taxa. Tudo certo, marcamos para às 20h. Nesse mesmo dia, eu tinha um atendimento mais cedo, fui para o encontro, depois para a terapia e fiquei livre já às 18H30. Perguntei para ele se eu poderia chegar antes do horário combinado, ele aceitou. Quando cheguei, achei o apartamento muito bonito, os tons neutros misturados com preto, o sofá confortável, uma varanda silenciosa, enfim, dava para perceber que ele tinha bom gosto. Elogiei várias vezes isso nele. Ele também era bonito e leve, um cara gentil, que me passava segurança e me passava também leveza. Ele parecia ser bem calmo e até brinquei com ele que gostaria de ser assim também, pois eu sou mais esquentadinha rs. Conversamos mais de meia hora no sofá. Contei para ele um pouco da minha história, ele me contou do último casamento e o que levou ao divórcio, contei da minha paixão pela escrita, dos meus planos como acompanhante… eu gosto quando o homem quer saber sobre mim, me escuta, me valida. Me sinto ouvida e isso é importante, principalmente no sexo, porque a confiança aumenta.
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois disso ele começou a tocar na minha perna e perguntei para ele se ele queria tirar a minha meia-calça e ele me responde piamente que sim. Me beijou  e depois que terminou disse “vamos para o quarto?” e é claro que aceito rs. Quando deitei na sua cama, senti um conforto sem igual. Ele colocou uma proteção por baixo do colchão, o que o deixava muito macio. Ah, que cama gostosa! Não queria sair mais dali. E o edredom também era muito quentinho. Nessa noite, estava bem frio, e a vontade de ficar ali era potencializada pelo tempo da cidade. Nos beijamos mais até que ele desce para chupar os meus seios, chupou um e depois o outro. Confesso que tenho aprendido a gostar que chupem meus seios, não é a parte do meu corpo que eu fico mais excitada. Mas gostei da chupada dele, então ele desce para chupar minha buceta. Ele fazia apenas um movimento circular com a língua e isso não me deixou tão excitada. Acho que talvez ele percebeu que eu não estava tão excitada e pediu para que fizéssemos a posição 69. Eu adoro essa posição e geralmente gozo sentindo o pênis na minha boca enquanto sinto a língua no meu clitóris. Mas eu não gozei, falei para ele “você quer que eu goze na sua boca?” e ele me respondeu “sim!”, “então faz movimentos verticais também” porque até então ele só fazia circulares. No entanto, mesmo assim eu não gozei. Ele parou de me chupar e já estava ficando bem duro, mas antes disso eu perguntei se ele queria que eu chupasse ele.
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           Quando eu chupei ele, foi um espetáculo! Ele dizia que meu boquete era maravilhoso e o seu pênis escorria de tanto tesão. Ele repetia várias vezes que eu era muito bonita e me deixou um bom tempo chupando o pau, porque estava adorando. Só de eu encostar minha boca na cabecinha, ele dizia que minha boca era incrível e, sim, eu realmente me entrego no que faço, tento ser inesquecível nessas horas rs. Depois de estar bem duro, ele pediu para enfiar na posição papai e mamãe (minha preferida), só que aí quando ele tentava enfiar, o pênis ficava mole… isso aconteceu várias vezes, até que ele me diz “você está tensa, está me deixando tenso também”. Eu não estava tensa, acontece que às vezes antes de ter penetração meu corpo dá uma travada devido ao abuso que sofri. Naquela hora eu me abri com ele e contei o que aconteceu comigo quando criança e que meu corpo ainda está entendendo que penetração não vai me ferir. Acredito que quando a gente se vulnerabiliza com as pessoas, isso nos aproxima delas. E isso faz o sexo fluir mais. Dito e feito, ele ficou duro de vez hahaha e dessa vez conseguiu me penetrar. Enquanto ele metia, dizia que eu tinha que ser modelo, que eu era muito linda. Amo ser elogiada na cama. E achei ele um homem muito sensível, não só pelos elogios, mas também por perceber meu corpo. Nenhum cliente me falou sobre eu estar tensa, mas ele me leu e isso é bem bonito. Depois que ele gozou, perguntei para ele se eu parecia tensa de novo e ele me disse que não, o que me fez ver que a conversa também me ajudou a relaxar.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ficamos 2h juntos e depois chamei meu uber. Gostei muito de conhecer esse cliente, confesso até mesmo que ele é meu tipo de homem hahaha um cara gostoso de estar perto, sabe? Fico na torcida aqui para ele me chamar mais vezes e antes de eu ir embora, ele me dizia que ia me chamar outras vezes, que foi maravilhoso, que ele me adorou, que ia me indicar para os amigos dele hahahaha foi tudo recíproco. Eu amo que minha profissão me conecta a pessoas incríveis e me leva a encontros inesquecíveis.
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      <pubDate>Sun, 31 Aug 2025 16:44:04 GMT</pubDate>
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      <title>Primeira vez que transei e recebi dinheiro</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/primeira-vez-que-transei-e-recebi-dinheiro</link>
      <description>Eu já tinha feito um programa antes, mas não havido rolado sexo. Confesso que me senti estranha depois de ter feito</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
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           Primeira vez que transei e recebi dinheiro
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           14 de agosto de 2025
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu já tinha feito um programa antes, mas não havia rolado sexo. Confesso que me senti estranha depois de ter feito esse encontro. No outro dia, eu fiquei com meu quadril dolorido, precisei dormir mais e passei o dia meio anestesiada, me perguntando o que tinha acontecido. Eu estava diferente, com uma sensação de “se for assim sempre, eu não quero mais”. Tantas coisas passavam na minha cabeça! Uma sensação, ainda, também de “o que estou fazendo com a minha vida?”. Confesso que essa sensação me encontrou por meses a fio. Muitas vezes eu acordava de madrugada, meio febril, me perguntando que caminho era esse que eu estava escolhendo. Eu estava assustada comigo mesma. À medida que o tempo foi passando, essas sensações foram sumindo e eu fui me sentindo cada vez mais dona das minhas escolhas, sem me estranhar, mas me aceitando.Vendo que eu estava tendo acesso a uma nova eu, que isso que eu fazia e gostava era eu de verdade. Eu não era um fingimento. Eu era de verdade. Mas até chegar nesse entendimento, houve esse dia, em que me questionei se seguiria com a profissão.
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  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Ele me chamou e queria que eu ficasse três horas na casa dele. Eu fui porque tinha portaria. Combinamos o encontro na sexta-feira e marcamos para o sábado. Ele morava perto da minha casa, então foi rápida a locomoção. Quando cheguei, conversamos só o básico e ele já veio me agarrar. Lembro que na minha cabeça passava o tempo todo que aquilo era um date e não um programa, eu não queria aparentar que estava nervosa, apesar de estar tanto que minha boca até estava seca! Ele não deu bola para isso e logo me puxou para a sua cama. Ele me beijou e me chupou, e ali, eu tive o primeiro orgasmo com alguém na minha vida! Sim, foi com um cliente! Percebi que ele ficou meio irritado com o meu prazer (por mais contraditório que pareça), porque ele queria me chupar apenas para “provar” e logo ia sair, mas eu pedi para ele ficar mais na minha vulva. Ele ficou e eu gozei, mas acho que não gostou de eu ter gozado primeiro rs porque depois ele pediu para eu ir por cima, falei “vem você” e ele não gostou dessa fala, disse assim “ah, gatinha, mas é que eu estou pagando, né?”. Ali eu expliquei para ele que não queria fazer um sexo mecanizado e, sim, queria sentir prazer com ele, que não é porque ele está pagando que eu não posso ter direito de me expressar. Ficamos um tempão conversando e ele parecia me entender, mas ali eu vi que não ia rolar de sentir prazer junto com ele, porque ele era um cara completamente mecanizado, que me contratou pra desabafar sobre as suas questões pessoais e queria me penetrar como bem quisesse. Parecia que ele consumia muita pornografia e queria que eu agisse assim, “obedecendo” os comandos dele e deixando ele gozar como bem quisesse.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Confesso que esse atendimento foi muito difícil para mim. Desde quando iniciei na profissão, minha ideia sempre foi me divertir e sentir prazer com os clientes, não ser tratada como uma boneca inflável. Foi a única vez que me trataram assim e foi o primeiro cara que transei e recebi dinheiro. Acredito que foi uma situação que a vida me enviou para me testar, para ver se era esse trabalho mesmo que eu queria.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Nesse dia, nós ficamos as três horas transando como ele bem queria e alternávamos entre longas conversas em que ele me contava sobre os seus fracassos amorosos. Ele queria uma terapeuta, para além de uma acompanhante, e eu fui isso para ele. Fiquei chateada também que nessas três horas ele não me ofereceu uma bebida nem nada e ficava meio com raiva de pegar água para mim, dizendo que eu “bebia água demais”. Foram coisas sutis, mas com a minha sensibilidade eu ia percebendo que a gente não tinha feeling.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Fiquei bem triste, voltei para casa com um aperto no estômago e com uma sensação de que fazer encontros não era para mim. Eu não seria feliz. Os caras não iam deixar eu curtir o encontro. Ninguém me daria prazer. Eu seria feita somente para satisfazer os desejos dos homens e não iria aproveitar nada. Me passou tudo isso pela cabeça. Pensei em desistir, mas depois pensei vou aguentar mais um pouco. Deixa eu fazer mais um ou dois programas. E eu fiz. E eles foram maravilhosos.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
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      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/85c567bd/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2025-08-14+at+21.01.12+%281%29.jpeg" length="76852" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 14 Aug 2025 01:03:38 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Um programa em outro estado</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/um-programa-em-outro-estado</link>
      <description>Daqui a pouco eu vou deixar São Paulo... por alguns dias! Isso me lembrou de quando deixei São Paulo em janeiro e fui para o Rio.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um programa em outro estado
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           19 de julho de 2025
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Daqui a pouco eu vou deixar São Paulo... por alguns dias! Isso me lembrou de quando eu deixei São Paulo em janeiro e fui para o Rio. Uma das coisas que vocês precisam saber sobre mim, é de que eu sou fascinada pelo Rio. Desde quando eu pisei a primeira vez lá, senti que era meu lugar, afinal, eu amo praia e cidade ao mesmo tempo. Eu já estava trabalhando com os programas, mas eu tinha feito poucos, pois comecei no final de dezembro essa jornada. Fui para o Rio para descansar, mas pensei: e se eu colocar o meu anúncio para o Rio? E foi isso que eu fiz! Por mais que eu estava descansando, abri brecha para que, se aparecesse um encontro, eu iria fazer.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apareceu um encontro um pouco antes de eu ir embora. Eu já tinha falado com esse cara, que queria que eu fosse para a casa dele, mesmo ele sendo casado! Achei muito arriscado e não fui, mas disse a ele que podíamos ir a um motel ou hotel. Ele me disse que não conhecia nenhum legal, mas aí depois, sabendo mais ou menos onde eu estava, sugeriu um hotel que ficava bem perto de mim. Fiquei otimista! Mas então ele me falou que ainda ia me confirmar no dia seguinte, e que iria fazer de tudo para me encontrar, já que ele não queria deixar passar essa oportunidade. Quando que eu voltaria ao Rio, né? Até agora não voltei e estamos em julho, então realmente era uma oportunidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E ele aproveitou! No dia seguinte, eu estava na praia de São Conrado. Eu já tinha conhecido muitos lugares no Rio de Janeiro, mas essa praia eu ainda não tinha ido. Essa era minha quarta vez no Rio em menos de dois anos, e eu sentia que precisava visitar novos ares. Eu amei demais essa praia, era do jeitinho que eu gosto: areia fofinha, mar clarinho, silenciosa. Eu estava em uma vibe muito boa e foi quando esse cliente me enviou mensagem, dizendo que queria me encontrar. Falei para ele que passaria em casa e tomaria um banho primeiro, e ele me respondeu "pra quê? Te pego na praia!". Gente! Mas eu estava TODA suja de areia e mar hahahaha e expliquei para ele, mesmo assim, ele não se importou. Só que como eu não ia me sentir bem de fazer o atendimento assim, falei que passaria em casa rapidinho e tomaria banho. Ele pediu para que eu não colocasse nenhum perfume nem maquiagem, pois ele "não podia". Entendi que ele era casado e não queria deixar rastros, então respeitei, passei somente um gloss, tomei banho, lavei o cabelo e fui. Foi um dos atendimentos mais de "cara limpa" que eu já fiz, sem quase nenhuma produção (geralmente eu gosto de me arrumar bem). Um atendimento digno de férias hahaha
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Encontrei com ele na frente do hotel. Ele era alto, tinha mais de 40 anos, bonito e muito querido. Ele dizia algumas vezes que estava tímido. Fomos para o quarto e tive a ideia de baixar as luzes e colocar uma música, para quebrar a timidez. Falei para a gente conversar um pouquinho para que assim a gente se aproximasse mais. Contei um pouco sobre mim e ele me dizia várias vezes "você nem parece uma garota de programa, é por isso que gostei de você". Pedi para ele vir para a cama, pois estávamos muito longe, ele estava sentado em um poltrona, enquanto que eu estava sentada na cama. Ele veio, e entre conversas e risos, ele acabou me beijando. Gente, quando ele me beijou... puta que pariu! O beijo era delicioso e eu não queria mais parar de beijar ele. Senti até um frio na barriga de tão bom que foi! E acho que para ele também, porque ficamos um tempão nos beijando hahahaha
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Até que paramos e ele foi beijando meu corpo. Ele perguntou se podia chupar, então chupou. Foi bom, mas ele não se empenhou o suficiente para eu gozar rs depois ele enfiou o dedo. Geralmente, eu não gosto de dedada, mas a forma como ele enfiou foi suave e eu gostei. Até que ele parou tudo o que estava fazendo e ficou tímido de novo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - O que foi?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Não sei, eu estou tímido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Quer que eu ajude a quebrar a sua timidez chupando o seu pau?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Quero.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então eu chupei o pau dele com vontade, porque é assim que eu chupo rs e também porque eu queria que ele se sentisse à vontade comigo e o prazer ajuda nisso. Ele fez eu parar de chupar porque queria meter (aí eu pensei "agora perdeu a vergonha, né?) e me virou de lado. Começou a meter. Estava bom. Até que ele fala "posso meter forte?", achei fofinho o pedido hahahaha e deixei ele meter forte até gozar dentro de mim (com o preservativo, claro).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assim que acabou, ele foi tomar banho e já teve que ir, afinal, ele estava dando uma escapadinha, se é que vocês me entendem rs 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um dos funcionários perguntou se a gente queria café e eu aceitei, então ele disse que me esperaria tomar café. Enquanto ele me esperava, e eu tomava café, ele dizia "meu Deus! Eu sabia que tinha que te conhecer! Eu sabia! Que bom que eu consegui te conhecer antes de você ir para São Paulo". E era recíproco. Se vocês repararem bem, vão ver que foi um atendimento comum. Não teve "nada demais" acontecendo, nada que saiu do contexto, nem grandes conversas que tivemos. Mas esse pouco tempo que estivemos juntos fez muito bem para mim, achei ele tão carinhoso, adoro homens tímidos rs fora que o beijo foi um dos melhores que já provei na vida! Não vou negar que eu também queria ter mais tempo com ele e sempre penso que, quando eu for para o Rio novamente, de enviar uma mensagem discreta para dizer que estou por lá de novo. Meio que a gente deixou isso entreaberto, sabe? Então não sei o que irei fazer quando eu for para o Rio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
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      &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando o cliente é bom, a gente (ou eu, pelo menos) sente vontade de mais encontros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sat, 19 Jul 2025 05:23:41 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Me assumi e entrei para o TikTok</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/me-assumi-e-entrei-para-o-tiktok</link>
      <description>Chegou o famigerado dia em que eu decidi de uma vez por todas publicar no TikTok. Sem nem ainda saber o que eu ia publicar, apenas fiz a minha conta e comecei a postar. Senti que precisava desse empurrãozinho de mim mesma.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Me assumi e entrei para o TikTok
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           07 de julho de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chegou o famigerado dia em que eu decidi de uma vez por todas publicar no TikTok. Sem nem ainda saber o que eu ia publicar, apenas fiz a minha conta e comecei a postar. Senti que precisava desse empurrãozinho de mim mesma. Confesso que eu estava esperando o dia ideal, o momento em que eu, definitivamente, estaria pronta, com o conteúdo ideal, com uma linha editorial correta e sem medo algum do julgamento, sem medo algum dos meus vídeos invadirem a casa dos meus pais e minha família ficar sabendo que sou acompanhante. Eles não sabem e por muito tempo eu me preocupei com isso, mas trabalhei internamente toda a história de vida que tenho, tudo o que eu passei sozinha, sem eles, que tantas vezes eu precisei dessa compreensão deles e não tive.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Então eu taquei o foda-se. Literalmente assim, e u t a q u e i o f o d a - s e! Percebi que se eu não tacasse, viveria ainda no medo, no medo de desagradar, no medo de ser uma decepção, no medo de não ser compreendida, no medo de ser vista… ah, tantos medos, galera! Vocês não sabem como foi difícil fazer isso. Tive que me desprender de muitas coisas internas, principalmente dessa tão temida emoção, que é o medo. Essa emoção que nos paralisa, que é protetora e também que nos ajuda a não fazer um tantão de merda. Mas que, ao mesmo tempo, se tiver muito elevada para a nossa vida. Conheço muitas pessoas que estagnam suas vidas pelo medo. Eu nunca quis que isso acontecesse comigo. Aliás, eu sempre fui conhecida pela minha coragem. As pessoas sempre elogiaram a minha coragem e eu sempre fui uma pessoa destemida… até demais!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Já coloquei muitas vezes a minha vida em risco. Uma porque eu não tinha medo, duas porque eu gostava do perigo. E isso tudo ainda faz parte do meu presente, porque é isso que eu sou: eu não tenho medo e gosto do perigo. É por isso que me realizo tanto sendo garota de programa, porque sinto esse perigo diariamente na minha rotina. E eu adoro a adrenalina. Claro que tenho medos, mas não são medos comuns, talvez? Eu senti, sim, um medo que me paralisou de entrar para o TikTok. Senti medo de decepcionar as pessoas, principalmente. Lembro que eu sempre comentava com os meus clientes da minha vontade de me expor publicamente e eles me apoiavam, às vezes até sentiam esse medo comigo, entendiam o meu receio… percebi que esse dia que o medo iria embora não ia existir. E eu precisava fazer alguma coisa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Nunca quis ser uma acompanhante comum. Sempre quis levar as pautas da minha profissão a frente, sempre quis estar no debate, sempre quis me comunicar com o público, seja pela minha fala ou pela minha escrita. E o melhor de tudo: conseguir clientes pelas redes sociais sem ficar pagando valores exorbitantes para me anunciar nos sites. Muitas vezes pensei: será que não é melhor eu me firmar na profissão, ficar um bom tempo nela, para depois me expor? Mas percebi que isso estava me deixando paralisada. Apesar de eu estar há pouco tempo, tenho vivido tudo com muita profundidade e com o desejo grande de continuar nesse caminho, um desejo que nunca senti com nenhum outro trabalho. Desde a primeira vez que atendi, entendi que era isso que eu queria fazer. Eu tinha uma certeza grande e essa certeza vem se confirmando cada vez mais. É muito louco que eu venho me libertando inteiramente nesse processo e postar no TikTok deu um salto nessa libertação.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Eu sentia medo, sim, mas assim que postei o primeiro vídeo, não sei que magia aconteceu, mas esse medo se dissipou. Eu não estou mais com medo. Na verdade, eu quero crescer cada vez mais, eu quero que me reconheçam. Eu não quero viver escondida e viver escondida não faz sentido para a pessoa corajosa que eu sempre fui. Eu não posso ter medo nem vergonha de ser quem eu sou. Nem medo nem vergonha das minhas escolhas, se elas estão me fazendo bem e são conscientes. E outra? Ninguém paga meus boletos, né? Ou seja, eu sou 100% independente e não devo satisfação para ninguém..
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Um outro pensamento que me ajudou e me ajuda sempre quando me sinto paralisada é pensar que um dia vou morrer. Eu penso muito na minha morte porque já vi ela várias vezes na minha frente. Quase morri muitas vezes. Mas, não, eu estou aqui. Eu sobrevivi. Um dia eu vou morrer como todas as pessoas. Como eu quero viver essa vida? Eu penso isso todos os dias. Eu quero viver com intenção, com verdade, com presença. Qual é o legado que quero deixar no mundo? Como eu quero fazer dessa passagem a melhor possível? Porque a vida é uma passagem e é um sopro. Um sopro – e tudo isso acaba. Eu sou um sopro. Tudo isso me faz pensar que eu tenho que viver de acordo com os meus próprios valores. Eu vim para viver a minha vida, e por mais que ela seja dura e incompreensível para muitas pessoas, ela é minha. Essa vida é minha e eu não posso ter medo de vivê-la.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Meus familiares ainda não me falaram nada. Meu TikTok está em fase de crescimento e eu estou aprendendo na raça a ser marketeira haha mas tenho amado viver isso. Nunca pensei que ser garota de programa me levaria para as redes sociais. E eu sinto, do fundo do meu coração, que ser uma garota de programa vai me levar para lugares inimagináveis. Já tem acontecido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 07 Jul 2025 02:20:21 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Tirando a virgindade de um cliente</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/tirando-a-virgindade-de-um-cliente</link>
      <description>Meus amores, hoje vou contar uma história que aconteceu comigo há algumas semanas, de um cliente na boate que me contratou</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tirando a virgindade de um cliente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           19 de junho de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Meus amores, hoje vou contar uma história que aconteceu comigo há algumas semanas, de um cliente na boate que me contratou - só que ele era virgem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Era quinta-feira quando eu cheguei na boate. A casa não estava muito cheia, eu tinha chegado bem perto do horário de abrir. Me sentei e logo depois vieram dois caras, que pareciam ser amigos, gringos, coreanos para ser mais específico. Sentaram-se na minha frente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um desses amigos ficou olhando bastante para mim. Eu sorri, pensei "bom, já tenho meu cliente da noite rs". Pouco tempo depois, o garçom chegou e perguntou se eu falava inglês, pois aqueles dois caras queriam uma companhia que falasse inglês. Infelizmente eu (ainda) não falo e sugeri o Google Tradutor para o garçom. Ele riu, pois eles não queriam se comunicar pelo Tradutor.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Acontece que um daqueles homens não parava de me olhar. Ele era bem novinho, parecia que tinha acabado de fazer dezoito anos. Uma hora, eu passei perto deles para ir ao banheiro e esse cara me parou e me disse "you are beautiful". Eu agradeci. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois quando eu voltei, ele continuou me olhando, sorrindo, até que chamou o garçom. O garçom veio até mim e perguntou o que eu bebia, porque aquele cara ia pagar. Eu disse que queria uma cerveja. Ele pagou uma cerveja para mim e eu brindei de longe para ele. Peguei o Google Tradutor e perguntei se ele queria minha companhia e ele, educadamente, respondeu que não. Fiquei pensando que aquela situação era meio estranha, já que parecia que ele estava bem a fim de mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A noite foi acontecendo e eu fiquei na minha. Todos os clientes desceram para o salão debaixo que abre às 21h e aqueles dois homens também. Mas ah, gente, aquele garoto não parava de me olhar! Cheguei nele novamente e perguntei, com o Google Tradutor, o que ele queria fazer, se ia ficar somente me olhando mesmo. Ele respondeu que tinha vergonha, que era tímido e que nunca tinha feito isso. A princípio, eu achei que ele nunca tinha ficado com uma garota de programa, mas depois entendi que ele nunca tinha transado, de fato.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Expliquei para ele que se ele quisesse ir para o quarto comigo, a gente ia fazer tudo no ritmo dele e que, se ele quisesse só ficar conversando comigo também, não teria problema. Mas ele não subiu comigo e foi embora. Seguimos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No sábado, quando eu cheguei na boate, ele estava com um grupo enorme de amigos, quase dez caras. Assim que eu cheguei, ele me avistou e me deu oi. Um tempo depois, ele escreveu no Tradutor que o amigo dele queria uma chance comigo. Me sentei do lado do amigo e ficamos conversando vinte minutos sobre São Paulo, Brasil e meus motivos de ter entrado na profissão. Ele também era coreano, mas falava e entendia algumas poucas palavras em português. Nisso, como sou direta, perguntei se ele queria subir para o quarto comigo. Ele disse que hoje estava cansado e não estava a fim de subir, só queria ficar conversando. Pedi licença e me retirei, afinal, eu estava ali para fazer programa, não para ficar batendo papo assim à toa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fui ao banheiro. Quando eu voltei, aquele cara que tinha falado comigo na quinta-feira, o virgem, me disse que eu era muito bonita e me deu um selinho (?). Uma colega que estava ao meu lado apontou para cima (onde ficam os quartos), insinuando que ele subisse comigo. Ele fez um sim com a cabeça e eu sem entender nada fui hahahaha 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Provavelmente ele deve ter pensado que o amigo perdeu a oportunidade de subir comigo e ele não queria perder de novo. Mas enquanto a gente subia, pensei na situação, no fato dele ser virgem e de eu nunca ter tirado a virgindade de ninguém. Mentalizei que tudo ia dar certo e fui.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele estava MUITO ansioso. Já foi logo tirando toda a roupa e me beijando sem parar. Logo percebi que aquilo era pura ansiedade e que, se continuasse desse jeito, não daria muito certo. Meu celular ficou na recepção, pois nessa boate a gente não pode levar o nosso celular para o quarto, então a comunicação com ele ficou mais difícil. Eu pedia toda hora o celular dele para eu conseguir me comunicar e às vezes ele queria falar em coreano comigo, mesmo eu não entendendo nada rs
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele chupou meus peitos. Chupava mais o esquerdo e não teve curiosidade de chupar minha vulva. Aliás, nem deu tempo de dizer para ele que eu era peludinha, mas ele nem pareceu se importar. Houve um momento que eu apontei para o pau dele, perguntando se ele queria que eu chupasse. Eu coloquei camisinha para chupar (nos atendimentos eu chupo sem) porque percebi que tinha risco dele gozar na minha boca (já estava escorrendo uma gosma). Chupei e ele se contorceu inteiro, acho que ninguém nunca tinha chupado ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Era fofo ver ele se descobrindo. Além dele ser novo, tinha a carinha muito fofa, parecia até mesmo menor de idade hahaha mas confio que a boate não ia deixar ele entrar sem mostrar o documento, né!? Depois de um tempo, ele quis que eu parasse de chupar para fazer a penetração. Eu subi nele e tentei me penetrar, mas o pênis não estava duro o suficiente para isso. Percebi que toda vez que a gente tentava penetrar, o pênis dele amolecia. Ele estava MUITO nervoso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Só que, gente, ele não sabia nada de sexo, ao ponto que ele não sabia que não dá para penetrar sem o pênis estar duro. E ele queria enfiar mole! Tive que explicar pelo Tradutor que não daria para penetrar assim e que a gente tinha que endurecê-lo. Então ele começou a repetir que estava muito nervoso. Eu tentei acalmá-lo e perguntei se ele queria uma massagem para relaxar (sempre levo um óleo na bolsa) e ele disse que sim. Fiz a massagem e depois ele quis fazer em mim. Gente, foi a massagem mais estranha que eu já recebi, ele batia no meu corpo, a mão dele era muito pesada e ele fazia uns movimentos muito estranhos. Me segurei diversas vezes para não rir e deixei ele ter esse momento de tocar em uma mulher. Afinal, era a primeira vez dele, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois que terminou, perguntei de novo o que ele queria fazer e ele disse que não estava conseguindo fazer nada. Falei "vamos tentar de novo" e ele quis chupar meus seios. Percebi que só ia ficar nisso mesmo, então tentei masturbá-lo. Ele gostou. Depois, tive a brilhante ideia de beijar o seu pescoço. Gente, nisso que eu chupei e beijei o pescoço dele enquanto tocava no seu pau, ele gozou TANTO, TANTO, TANTO, vocês não têm ideia!!!!! Me senti vitoriosa. E foi quando a moça da recepção ligou dizendo que o tempo no quarto ia acabar em dez minutos. Tomamos banho juntos e saímos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No caminho, de volta ao salão da boate, eu perguntei para se ele tinha gostado e ele disse que muito. Perguntei se ele sempre se lembraria desse momento e ele disse que "claro que sim". Ao mesmo tempo, ele me pedia desculpas, como se ele tivesse me decepcionado, por não conseguir me penetrar. Eu disse que estava tudo bem, que isso acontecia. Depois ele foi embora da boate e, na despedida, a gente deu um abraço demorado e um selinho (achei bem fofo).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fiquei com uma sensação de dever não cumprido, por ele não ter perdido de fato a virgindade, mas tentei fazer com que aquele momento fosse memorável para ele. Da próxima vez que algum homem quiser perder a virgindade comigo, vou sugerir para ficar ao menos duas horas no quarto, porque percebi que uma hora é pouco, pode acontecer imprevistos e o nervosismo atrapalha bastante. Mas foi uma baita experiência. Nunca pensei que ia passar por isso. Cada dia é uma dia na vida de uma acompanhante.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 19 Jun 2025 23:47:37 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Sobre amar o meu trabalho</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/sobre-amar-o-meu-trabalho</link>
      <description>Passou o dia dos namorados e eu fiquei pensando no quanto eu queria falar sobre amor. Não um amor</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sobre amar o meu trabalho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           13 de junho de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Passou o dia dos namorados e eu fiquei pensando no quanto eu queria falar sobre amor. Não um amor por uma pessoa, mas um amor por um ideal, um amor por um ofício, um amor pelo meu trabalho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Já tive muitos empregos na minha curta vida. Comecei a trabalhar desde os quatorze anos, passei por vários empregos insalubres, também passei por várias escolas. Já trabalhei com todas as faixas etárias. Trabalhei por muito tempo com crianças e sobre crianças, em empregos que tinham como temática o infantil. Não é curioso que agora eu trabalhe com o público adulto fazendo coisa de adulta? rs. Brincadeiras à parte, amar as coisas sempre foi um fator para mim. Sempre precisei amar as coisas, o que eu fazia, as pessoas. Eu podia não gostar totalmente dos trabalhos que eu exercia, mas eu encontrava um punhado de algo que eu gostasse muito e começava a me permitir amar aquilo. E as coisas ficavam mais leves.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na escola, eu amava as crianças. Amava dividir o dia com elas, as brincadeiras que fazíamos, a intimidade que tínhamos (sempre fui uma prof descolada), o ensinar e como elas aprendiam comigo. Mas eu odiava a escola, a gestão, a competição entre os professores, os pais que muitas vezes não eram presentes na vida daquelas crianças... A verdade era que a escola me sugava por completo e eu aguentava por um fiasco: pelo amor pelas crianças. Mas, chegou um dia que esse amor não me bastou mais. Eu comecei a ficar pesada e não sobrava energia nem para mim mesma. Foi aí que vi que tinha que fazer uma escolha, a de sair da escola.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E isso deu espaço para o trabalho com o sexo surgir na minha vida. Nunca, em hipótese alguma, eu imaginei trabalhar com sexo. Se alguém, no ano passado, nesse mesmo mês de maio, me falasse assim "olha, no ano que vem você vai começar a fazer programas e vai adorar" eu diria para a pessoa "você é louca? mas nunca!". A vida, meus caros, surpreende a gente em suas infinitas possibilidades. Cá estou eu, dissertando um texto sobre o amor pelo meu trabalho. E eu nem comecei a dissertar...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não foi do dia para a noite que eu comecei a amar trabalhar com sexo, mas assim que eu me permiti a trabalhar com isso, eu comecei a sentir coisas que nunca tinha sentido na vida. Além de começar a gozar trabalhando com isso, eu comecei a me sentir mais inteira, mais forte, mais bonita, mais mulher. Fui me desafiando a transar com desconhecidos enquanto o meu corpo me sabotava, dizendo que o sexo não era para mim. A impressão que meu corpo registrou sobre o sexo, devido ao abuso que sofri, é de que sexo é doloroso, é feio, é errado. Eu era proibida de experimentar o sexo pela minha própria mente. As marcas do abuso fincaram o meu corpo e, toda vez que alguém se aproximava de mim, parecia que seria para me abusar, de novo, de novo, de novo...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu já faço terapia há muitos anos. Mas as marcas do abuso não iam embora. Meu corpo rememorava. Então eu tomei uma atitude radical, que muitos poderiam julgar como louca: tive a grande ideia de começar a cobrar para transar comigo. Será que assim eu ia conseguir? Eu ficava pensando...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então eu comecei a conseguir. Uma, duas, três vezes... comecei a gozar com homens que nunca tinha visto na minha vida. Comecei a dar prazer para eles, a me sentir capaz de dar prazer e também de sentir prazer. E então eu fui me sentindo inteira, como se aquela parte que eu perdi devido ao abuso, fosse me encontrando novamente. O sexo era para mim. Eu seria feliz no sexo. Eu iria me divertir muito, gozar muito, brincar muito. E ainda ganharia dinheiro com isso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao passo que cada atendimento ia passando, fui amando cada vez mais o que eu estava construindo para mim. Amando quem eu estava sendo. Amando o que eu estava fazendo para me sentir melhor. Amando o meu corpo, a minha aparência, o fato de ser quem eu sou. Amando a minha história e honrando ela. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hoje, depois de tantas decepções em vários trabalhos, já posso dizer que encontrei um trabalho que eu amo. Esse trabalho que me cura de certa forma todos os dias. Esse trabalho que tem um significado imenso para mim. Eu, que já tenho mania de amar as coisas, com esse trabalho não tive dificuldade alguma para não amar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sei que pode parecer muita utopia eu dizer que amo trabalhar com isso, mas eu estou sendo verdadeira e ser verdadeira às vezes choca.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sabe uma coisa que percebi? Que eu estou muito mais madura nesse trabalho agora do que quando comecei. Agora me sinto mais segura, mais confiante, mais à vontade. Ainda sinto um frio na barriga quando vou encontrar os clientes, mas é um frio de adrenalina, que se dissipa depois que eu lembro que sou capaz de sentir e de dar prazer. Agora eu tenho me sentido realmente uma profissional do sexo, que sabe o que faz rs e tenho ouvido por aí que sou uma ótima profissional. Isso deixa o meu coração preenchido e com a certeza de que estou no caminho certo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu sou uma pessoa piegas por natureza, sinto as coisas com toda sensibilidade do meu interior, quero e busco na verdade essa sensibilidade. Sou humana e me permito ser. Então, não tenho vergonha alguma de admitir que amo meu trabalho, que amo com toda verdade, com toda história que tive para chegar até aqui. E é só o começo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Fri, 13 Jun 2025 16:14:45 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Nas boates de São Paulo</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/nas-boates-de-sao-paulo</link>
      <description>Voltei para o blog. Depois de algumas semanas sem escrever, trago uma justificativa: estava me aventurando em algumas boates de São Paulo.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nas boates de São Paulo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           08 de junho de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Voltei para o blog. Depois de algumas semanas sem escrever, trago uma justificativa: estava me aventurando em algumas boates de São Paulo. Fui em três, ao todo, durante onze dias! E vou contar melhor as aventuras dessa saga para vocês.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Desde quando eu comecei nesse trabalho, estou empenhada em ter cada vez mais clientes. Quero ter uma boa cartela de clientes fixos, porque quanto mais previsibilidade, nesse trabalho que pode ser tão instável, é melhor. Já tinha alguns dias que o site estava bem parado e apareciam poucos clientes, então resolvi viver uma aventura: frequentar boates para conseguir mais clientes!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           De início, eu não sabia o que esperar. Eu não sabia como uma boate grande funcionava, e isso é importante: eu pesquisei algumas boates e procurei as que tinham boas avaliações, que eram bem apresentáveis e que dava para cobrar um cachê legal. Não queria uma boate de esquina por aí. Aliás, eu já tinha frequentado duas boates de esquina na minha vida e sempre entrei nelas por pura curiosidade. Eu queria saber como as meninas trabalhavam e como era ser garota de programa, isso há uns dois anos. Teve uma que eu até me dispus a trabalhar, mas naquele dia não havia quase clientes na casa. Então eu fui para minha casa, pensei melhor e não voltei mais lá. Não ia imaginar que depois de dois anos eu voltaria a frequentar boates e, agora, como uma garota de programa firmada no meio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pois bem, pesquisei uma casa, chequei as informações e já fui pronta para trabalhar no mesmo dia. Chegando lá, conversei com a gerente que, em uma conversa de menos de dez minutos, perguntou se era isso que eu queria e eu disse que sim. Nunca pensei que seria tão fácil trabalhar em boate. Então eu fiquei a noite toda em pé, de salto, pronta para trabalhar e nada. Foi só no final da noite, lá pelas 4h30, que fiz o meu primeiro programa em boate. E eu tinha chegado umas 23h, já estava bem cansada. O cara foi um fofo e me levou até em casa e, quando eu cheguei, dormi. Depois de acordar, fiquei pensando se eu voltaria para lá. Essa boate era muito cheia, havia alguns clientes bêbados, drogados até, eu diria, algo que me deixou bastante desconfortável. E eu teria que ficar até às 6h todas às vezes que eu fosse. Não gosto de madrugar, meu sono é muito regulado e importante para mim, então decidi ir para uma casa que funcionasse de dia e que o ambiente fosse mais requintado, que eu encontrasse clientes mais primorosos, respeitosos, mais no meu nível e gosto pessoal.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então eu fui e fiquei ao todo três dias nessa boate. No primeiro dia que cheguei, lá pelas 15h, o funcionário me explicou como funcionava a casa e eu fiquei em uma sala, que era como se fosse o restaurante ali da boate. Era uma boate muito chique mesmo! Todas as meninas ficavam por ali, esperando algum cliente entrar. Nessa boate, nós éramos proíbidas de chegar no cliente - era o cliente que vinha até nós. Vocês acreditam que, naquele dia, apenas um cliente entrou na parte da tarde? Era uma boate boa, a gente podia cobrar bem, mas entravam poucos clientes. E naquele dia, o único cliente que entrou à tarde, foi meu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele sentou, ficou me olhando, pediu um hamburguer e, por fim, me chamou. A gente conversou durante vinte minutos mais ou menos, comemos e fomos para o quarto. Era um homem bem mais velho, asiático e muito gentil. A gente ficou duas horas no quarto e quando eu saí, fiquei maravilhada, pois senti que aquela seria a casa que eu iria trabalhar, afinal, no meu primeiro dia, o primeiro cliente da casa foi meu. Que sorte! Mas não foi assim nos outros dias...
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os outros dois dias foram bem ruins. Entravam pouquíssimos clientes na casa, principalmente de tarde, então comecei a ficar no período da noite. Nessa casa, a gente tinha que cumprir 6h, então se eu chegasse às 16h, poderia sair às 22h. Mas eu saí mais de 00h tentando ver se eu descolava um cliente. Nada. Na-da! Fiquei bem chateada.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No outro dia, fiz a mesma coisa e nada também! Nesse dia, cerca de 90% das meninas que estavam lá também não trabalharam - a casa estava com pouquíssimos clientes, os que tinham, só estavam bebendo e comendo e não estavam a fim de ir para o quarto. Nesse dia, essa boate fechou duas horas mais cedo, porque não entrava uma alma sequer na casa.
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      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apesar dessa boate ser muito requisitada, ela era cara de entrar e talvez não estava tendo uma boa divulgação no momento, então entravam pouquíssimos homens. Era normal muitas garotas trabalharem duas vezes na semana por exemplo, vindo seis dias e trabalhando apenas dois, porque havia poucos homens. Eu comecei a ficar um pouco preocupada com isso, porque é muito cansativo ficar um dia todo na boate para não fazer nenhum cliente. Nesse dia, quando eu fui passar minha digital para ir embora, o funcionário me questionou se eu tinha vindo trabalhar aquele dia (?) e pediu para eu anotar meu CPF, porque minha digital não estava sendo encontrada. Eu perguntei diversas vezes se tinha dado certo minha saída, e ele respondeu que sim, mas ele estava fingindo. Sabe por que eu sei disso?
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No outro dia, quando eu cheguei para trabalhar, toda animada, colocando minha digital no monitor, de repente o funcionário me informa: você não tem mais cadastro aqui. O quê? Como assim? Perguntei para ele, que não sabia me informar o que tinha acontecido. Pedi para falar com o gerente e o gerente me informou que às vezes a casa bloqueia o cadastro da garota quando tem muito perfil de mulher morena (como o meu), por exemplo. Mas eu não sei, não, gente... essa casa era bastante exigente, sabe? Houve um dia que eu fui com uma bota de cano baixo, sem salto e que não era estilo elegante, mas alternativa e um dos gerentes falou que não era para eu vir mais com essa bota. Esse dia foi aquele que meu cadastro não passou e que o funcionário fingiu que sim depois. Talvez o dono me viu com essa bota e pediu para tirar meu cadastro. Fiquei muito chateada! Muito mesmo! Achei muita falta de consideração, como se a gente não fosse nada naquele ambiente. Eu ainda estou aprendendo a estar na boate e não sabia que essa bota ia ser negada nesse lugar, foi pura inocência minha. Mas, pelo jeito, a gente não pode errar em certos lugares...
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fiquei frustrada, com raiva, quis saber de fato o que tinha acontecido e esse gerente falou que era para eu vir à noite, conversar com a pessoa responsável por gerenciar o cadastro das meninas. Fiquei pensando que essa pessoa não ia me falar a verdade, provavelmente ia falar algo sobre o perfil, mas eu descobri a verdade. Então deixei para lá. Nesse mesmo dia, havia duas acompanhantes na casa que eu já tinha conversado e eu contei para elas o ocorrido. Elas me indicaram ir para uma casa que elas já trabalham há um tempo, que não era tão chique como essa, mas era bastante requisitada. Eu fui no mesmo dia! Saí de uma boate e fui para outra! Detalhe que depois que eu recebi a notícia que eu não poderia mais trabalhar nessa casa por três meses, fiquei me sentindo tão injustiçada que chorei muito. Aquele choro de raiva, sabe? E o garçom, muito fofo, fez uma bebida para mim. Eu tomei, me senti melhor e fui para a outra boate.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           De fato, essa boate era mais minha cara. Um ambiente de balada, mais descontraído, e entrava também mais clientes. Naquele dia não estava entrando muito, por ser segunda-feira, mas ainda estava entrando mais que a outra. Eu estava muito triste nesse dia, não consegui nenhum cliente. Nessa boate, a gente pode chegar nos clientes, mas eu estava tão mal que só fiquei em um canto. Aquele dia serviu apenas para eu fazer o meu cadastro na casa. Assim que deu meu horário, eu fui para a casa e chorei bastante. Estava me sentindo injustiçada, triste, com sentimentos muito ruídosos. Parecia que eu tinha sido demitida, entendem? E sem motivo algum! Acho que alguma menina deve ter falado para o gerente da minha bota, alguma menina mais experiente, sabe? Porque eu vi uma apontando para mim e falando com o gerente e também, em outro momento, uma menina se aproximou de mim dizendo que eu não poderia usar aquela bota.
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
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    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Enfim, aposentei essa bota, enxuguei as lágrimas e fui no outro dia para a boate. Nesse dia eu fiz um pernoite, ganhei bastante, foi muito bom! Nos outros dias que fui também consegui clientes, mas é importante frisar que não tive clientes todos os dias que fui. Tem dias que a boate é bem parada, tem dias que vem muitos homens só para beber, que não estão a fim de sair com alguma garota. Então na boate tem dias e dias, mas o que eu percebi é que dá para trabalhar bem mais do que pelo site, portanto, dá para ganhar mais dinheiro também.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Só que é muito cansativo. Meu corpo está exausto até agora das noites mal dormidas. Nessa boate, eu tenho que cumprir 7h e abre às 17h, testei pouco o horário da tarde, porque costumo chegar mais à noite, porque percebi que depois das 22h costuma ter mais clientes. Só que aí eu fico exausta porque só posso ir embora de madrugada. Então estou vendo ainda como vou conciliar. Provavelmente vou ir poucas vezes na semana e vou ir mais cedo. Estou conciliando a bote com os atendimentos pelo site. E logo mais quero ir para o TikTok, o que eu acho que vai me ajudar bastante a ter clientes, sem precisar ir para as boates. Por enquanto, estou gostando dessa casa, mas já entendi que ficarei por pouco tempo, pois o ambiente de boate não é para mim, altera muito o meu ritmo natural e eu fico bem cansada. Também porque eu nasci para ser autônoma, livre e não presa em um estabelecimento. Mas essa é só uma fase na vida de Sol Rara e se você quiser saber mais dessa fase de boate, comenta para mim, que provavelmente vou escrever muito mais sobre essa experiência!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quem me acompanha no Instagram, viu que eu atendi um virgem nessa boate rs quem sabe eu escreva sobre esse dia? E sobre tantos outros que ainda estão por vir nesse lugar? Haha
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
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&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/85c567bd/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2025-06-08+at+22.25.57+%281%29.jpeg" length="29737" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sun, 08 Jun 2025 01:50:48 GMT</pubDate>
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      <title>Meu primeiro programa</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/meu-primeiro-programa</link>
      <description>Fazia três dias que eu esperava algum homem me confirmar o encontro - e nada. Era quase véspera de Natal quando eu tentava virar uma acompanhante. Uma boa data para começar, né? Só que não!</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Meu primeiro programa
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           01 de maio de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fazia três dias que eu esperava algum homem me confirmar o encontro - e nada. Era quase véspera de Natal quando eu tentava virar uma acompanhante. Uma boa data para começar, né? Só que não! Enquanto a maioria dos homens estavam pensando em viagens, férias, momentos com a família, presentes, e porque não, compras, contas e gastos... eu? Eu estava tentando virar uma acompanhante. Uma data bem simbólica. Enquanto os programas não aconteciam, fiquei frustrada pensando que deveria ter começado só em janeiro. Mas aí me lembrei do que muitas acompanhantes que eu seguia nas redes diziam sobre janeiro: que era o pior mês para a prostituição. Então me contentei por ter começado na pior época possível nesse trabalho. Mas não me contentei tanto assim...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lembro que no primeiro dia que me anunciei no site, passei o tempo inteiro nervosa e ansiosa. Nesse dia, eu tinha um encontro com um grupo de amigos, em que nenhum deles sabia do meu desejo de virar garota de programa. São amigos relativamente novos na minha vida, então não senti a confiança necessária para dizer. Também porque eu sabia que se eu dissesse isso, ali na mesa, viraria o assunto do dia, ou talvez rolaria olhares de julgamento e também de preocupação com a minha segurança, o que é bem normal, mas não queria enfrentar nada disso naquele momento. Naquele dia, eu só queria virar uma acompanhante logo, e me portava como uma.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Enquanto eu estava no almoço, ouvindo meus amigos e também tentando razoavelmente participar da conversa, a minha cabeça divagava. O meu corpo não estava ali. Naquele momento, eu estava sendo dividida em dois: a mulher que eles conheciam e a mulher que eu viria a ser. E tudo na surdina, sem ninguém saber. Era um segredo e tanto! Eu segurava a minha ansiedade, enquanto checava várias vezes meu telefone. Cheguei a responder alguns caras interessados, mas, até então, sem nenhum encontro marcado de fato. Eu estava frustrada. Então no caminho acabei contando para um desses amigos toda a verdade. Ele é o amigo em que eu mais confio no grupo, foi esse amigo que fomos para o bloquinho (depois confiram no texto "
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O dia em que eu fiz um job no bar
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ") e ele super me ouviu, sem julgar e me desejou boa sorte. Voltei para a casa. Não seria aquele dia que eu viraria uma garota de programa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas foi no dia 20 de dezembro de 2024 que me tornei uma.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dois dias antes, eu tinha feito o meu primeiro ensaio sensual. Enquanto eu tirava as fotos, aparecia a confirmação que eu não tive no almoço com meus amigos. Não era a confirmação do programa, ainda, mas era a confirmação de que eu estava pronta para tomar essa decisão. Eu estava pronta para virar uma acompanhante. Eu repetia isso para mim no ensaio: estou pronta, estou pronta, estou pronta. E, sim, eu estava. Não era mais uma ansiedade e, sim, uma certeza: eu estava pronta.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um dia se passou entre o ensaio e o meu primeiro programa. Nesse dia, eu nem sabia que seria o intervalo de algo que transformaria a minha vida por completo. Então eu acordei no dia 20 de dezembro de 2024 e pouco tempo depois recebi uma mensagem, de um homem que parecia muito mais interessado que os outros. Ele aceitou todas minhas regras e ao meio-dia enviou o pix do agendamento. Meu Deus! Eu iria atender.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu estava tão feliz que ia atender que nem me importei com algumas particularidades: ele queria que eu fosse até o escritório dele... na Zona Leste! E eu moro na Zona Oeste, mas nasci na Zona Leste (simbólico, né?). Eu estava tão feliz que fui, nem me importei com a distância. Hoje, eu já não atenderia mais em um escritório, principalmente sendo tão longe, mas como tudo na minha vida é muito simbólico, eu fui. Sabia que aquela experiência nunca mais aconteceria e que seria a primeira vez, então eu fui. Ah, meus amores, eu estava tão animada! Finalmente, eu iria trabalhar! Um frio na barriga imenso, uma ansiedade, uma sensação de meu-deus-o-que-eu-estou-fazendo-com-a-minha-vida e, ao mesmo tempo, aquela sensação me movia. Eu queria fazer aquilo da minha vida. No dia 20 de dezembro de 2024, era tudo o que eu queria fazer.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então, com aquela alegria toda, o céu estava ao contrário de mim: de repente começou a ficar escuro, com a previsão de uma grande chuva. Procurei no aplicativo do Uber quanto tempo daria para chegar até o local e o Google estava me dando duas horas! Não quis acreditar nisso porque já eram mais de 13h e o encontro estava marcado para às 16h. Fui correndo para tomar banho e me arrumar. Meu primeiro programa tinha que dar certo. Ah, tinha que dar, sim!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Mesmo com a minha correria, quando eu fui chamar o Uber, nenhum, nenhum mesmo aceitava! Quase meia hora depois, um motorista aceitou, entrei no carro e realmente foi aquele trajeto de duas horas até o destino. Deu para pensar em bastante coisa, principalmente em grande parte da minha vida. Foquei nas sensações que eu estava sentindo e em como a vida tinha me levado até ali. Há pouco tempo atrás, nunca passaria na minha cabeça ser uma garota de programa. E, naquele dia, era tudo que eu queria fazer. Como seria? Como eu ficaria depois? Será que eu ia gostar? Todas essas perguntas passavam na minha cabeça enquanto o trânsito de São Paulo não colaborava. O Uber, por sua vez, também me fazia perguntas, sobre o caminho, sobre o meu trabalho. Acho que ele desconfiou que eu era acompanhante. Quem vai toda arrumada de tarde trabalhar em um lugar que nem sabe direito como é? hahaha. Mas eu não quis me explicar em nenhum momento para ele, apenas avisei ao cliente que ia me atrasar. Então ele esperou pacientemente o meu atraso de uma hora e dez (fofo, né?). E FINALMENTEEEEEE… eu cheguei.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Toquei a campainha, ele desceu, me cumprimentou e eu entrei. Subimos algumas escadas e me surpreendi: onde eu olhava, havia coletes à prova de balas e achei aquilo muito curioso, ao mesmo tempo que me deu um pouco de medinho, confesso. Depois que esse dia passou, fiquei pensando que esses coletes também foram simbólicos para me dizer que eu precisava ter força nessa decisão que eu estava tomando. Eu tinha que me blindar. E realmente o cliente me contou que era engenheiro balístico, ele construía… coletes! O que eu também deveria construir, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Fiquei muito curiosa com aquilo, e ele ficou tentado a me mostrar. Me levou até o fundo do escritório e por cada parte que eu andava havia um colete. Houve um momento que perguntei se ele tinha arma também. Ele respondeu um pouco vergonhoso que sim. Meu Deus! Que perigo, né? Ah, mas esse homem era um amorzinho! Pedi licença para ir ao banheiro. Nesse dia, eu estava menstruada e comuniquei a ele, que me respondeu que tudo bem. Sentamos um de frente para o outro e ele me fazia perguntas sobre mim. Até que contei a verdade para ele, que aquele era o meu primeiro programa. Ele ficou bem surpreendido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Pouco tempo depois, ele se levantou, tirou a camisa e a calça e eu tirei minha roupa, fiquei só de lingerie. Nos beijamos e quando eu achei que ia rolar sexo, ele voltou a sentar e fez mais perguntas sobre mim. Fiquei sem entender. Achei que ia transar. Onde? Não sabia, porque não havia nem um sofá no escritório, apenas uma mesa enorme. Mesmo assim, achei que ia rolar ali mesmo. Mas não rolou. Sabe o que ele disse?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           - Vou ser sincero com você. Quando eu te contratei, eu queria sair com uma garota de programa, fazer sexo e tals, mas chegou você e eu gostei muito. Quero falar com você.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sério?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sim, você é muito inteligente e interessante. Agora eu quero conversar com você.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sim, meus amores, agora ele queria conversar comigo, e eu queria muito transar. Era como se eu tivesse perdendo minha virgindade de novo, sabe? Mas não seria aquele dia que eu iria perder. Também achei que ele foi muito gentil comigo. Como ele seria meu primeiro, talvez quis dar uma experiência boa para mim, leve e divertida, sem o peso do sexo. Mas mal sabia ele que eu queria muito transar hahaha. Conversamos ali, até que deu o horário do fim do encontro e ele precisava ir, pois tinha compromisso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Antes de nos despedirmos, ele prometeu diversas vezes que me chamaria de novo, para de fato fazermos sexo em um lugar mais confortável. Ele nunca me chamou. Isso tem quatro meses e às vezes fico pensando se ele ainda acha que sou acompanhante. Mal sabe ele que agora eu tenho até um blog e que divido meu dia a dia na profissão com várias pessoas. As coisas às vezes podem mudar tão rápido, né? Ter escrito sobre o meu primeiro programa me fez me emocionar muito, pois eu ainda estou no começo. Muitas coisas mudaram desde então e eu ainda tenho aprendido cada coisa. Sabe aquele frio na barriga que descrevi ali em cima? Eu ainda o sinto, pois ainda estou fazendo os meus primeiros programas. Vejo que é uma dádiva poder começar em algo que faz sentido para nós e quero lembrar do meu começo assim: lembrando do frio na barriga, da descoberta, do “será?”. Nem conto para vocês que no meu segundo programa, o cliente esteve comigo por três horas e transamos muito kkkkkkkk. A vida é louca.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/85c567bd/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2025-04-27+at+22.32.49+%281%29.jpeg" length="32467" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 01 May 2025 03:39:47 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>O dia em que eu fiz um job no bar</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/o-dia-em-que-eu-fiz-um-job-no-bar</link>
      <description>Era terça de carnaval - e eu estava muito fogosa.



Havia alguns anos que eu pulava de ir nos bloquinhos. Sim, pulava. Inventava de fazer outra coisa e mal me sobrava tempo para cair na folia. Não era mais uma prioridade na minha vida. Quando eu era adolescente, era uma festa só pensar que eu passaria ao menos três dias dançando</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O dia em que eu fiz um job no bar
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           17 de abril de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Era terça de carnaval - e eu estava muito fogosa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Havia alguns anos que eu pulava de ir nos bloquinhos. Sim, pulava. Inventava de fazer outra coisa e mal me sobrava tempo para cair na folia. Não era mais uma prioridade na minha vida. Quando eu era adolescente, era uma festa só pensar que eu passaria ao menos três dias dançando sem parar. Amo dançar e amo carnaval, mas hoje, com outras prioridades, acabo não indo para os bloqu
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           inhos. Mas esse ano pensei: o carnaval de 2025 será diferente e eu vou curtir! Então enviei uma mensagem para um amigo que gosto muito dizendo que tinha visto um bloco de Reggaeton, que parecia bastante promissor. Ele topou, mas antes disse que levaria mais dois amigos juntos. Aceitei a ideia e pensei: quanto mais amigos, melhor fica, pois vamos curtir todos juntos!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ahhh... ledo engano. Mas seguimos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estava tão animada para curtir o carnaval que comprei uma blusinha toda cheia de lantejoula só para essa ocasião. Eu realmente queria ir bonita e estava ensaiando a make que faria. Até que o tão espero dia chegou, me arrumei e saí de casa. Combinei de encontrar com meu amigo no metrô, e chegando lá, os outros dois amigos dele não estavam presentes. Meu amigo disse que eles demorariam um pouco, então sugeriu da gente caminhar já para o bloco. Chegamos no bloquinho e os amigos foram chegando. Eu mal sabia, mas a minha primeira decepção do dia foi me dar conta de que o bloquinho era bem xoxo. Não gostei das músicas, sabe? Esperava uma vibe mais de brasilidade, remix e músicas com mais letras do que batida, para eu poder cantar. Aquele tipo de ragga que estava tocando não era o mesmo que eu curtia e isso me decepcionou bastante. Mas pensei: já que eu estou aqui, vou tentar curtir o que der.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O bloco continuava sem graça, pelos menos para mim, mas eu tentava dançar algumas músicas enquanto bebia uma cerveja. Nisso, um dos amigos do meu amigo puxou assunto comigo. Ele queria me conhecer mais e ali eu estava vendo o interesse dele por mim. Até que ele pediu para ficar comigo, mas eu não quis, achei ele bem sem sal. E uma coisa estava me incomodando...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É normal que quando estamos em grupo em algum rolê, dividimos as comidas, água... mas no caso desse cara, tudo o que eu comprava, ele pegava, sem ao menos me pedir. Eu comprei várias coisinhas para ir comendo ao longo do bloco e ele sugeriu de levar a sacola para mim. Achei que aquilo era um cavalheirismo da parte dele, mas na verdade ele só estava tentando não passar fome. Inclusive, ele foi o único que não comprou nada para si nem para dividir, no máximo comprou duas cervejas. Fiquei chateada com isso, odeio saber que alguém está se aproveitando de mim e não está sendo sincero. Não havia a menor possibilidade de eu dar uma chance para ele, especialmente porque estava bem brava com a atitude dele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Até que houve uma situação que foi a gota d'água - literalmente. O grupo foi usar o banheiro do bar, eu também usei e na volta pedi para o garçom encher gentilmente a minha garrafinha. Depois disso, com a garrafinha enchida, eu pedi em algum momento para o cara mala segurar minha garrafinha, acho que fui prender meu cabelo. E não é que ele tomou TODA minha água? Gente, juro, ele só deixou um resto! Nossa, que cara idiota! Fiquei muito triste com essa atitude mesquinha dele, sabe? Será que ele não tinha cinco reais para tomar uma água? Ou está acostumado a ser um folgado sempre com mulheres? Porque ele não pegava nada dos outros dois amigos, somente de mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fiquei com bastante raiva e o climão se instaurou. Ele e todo o grupo havia percebido que eu estava bem brava, apesar de eu não dizer uma palavra (sou muito expressiva), o cara também ficou chateado, acho que porque eu não dei mais nenhuma moral para ele, fiquei bem séria. Por fim, o bloco acabou e eu agradeci, já estava me aprontando para ir embora e nunca mais ver esse cara na minha vida, até que meu amigo teve a brilhante ideia de fazer um after no bar. Eu estava visivelmente exausta e não fingi costume, disse que ia para casa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antes de ir, vocês acreditam que esse cara pediu a minha garrafinha para beber? Eu já havia comprado outra e ele perguntou se eu ainda ia beber a água que tinha nela... gente! É óbvio que eu ia, né? Fiquei com tanta raiva disso que eu falei, bem brava e firme "pega para você", e me despedi de todos sem olhar para trás.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No caminho, eu chorei um pouco me questionando sobre a minha própria identidade. Quando eu tinha 17 anos, ir para um bloco de carnaval significava pura diversão para mim, e, agora, era só desencontros. Parecia que eu não me reconhecia mais como alguém que gosta de bloquinhos, entendem? Já não é o primeiro carnaval que eu tento ir para um bloquinho e me decepciono, não gosto, quero voltar para casa... quem sabe isso realmente mudou para mim e eu preciso aceitar que a maturidade traz novos gostos? Mas nesse dia, eu estava triste por aquela Sol que gostava de blocos ter morrido. Sou bastante melancólica e nostálgica e nesse dia meus nervos estavam a flor de pele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu desci do ônibus, mas não queria voltar para casa. Eu queria esquecer desse dia e dessa sensação ruim que eu estava sentindo. Então, em um impulso, entrei em um bar e pedi uma cerveja. Eu era a única mulher ali e me sentia poderosa e livre. Estava assistindo a apuração das escolas de samba enquanto bebia e, bebendo, fui ficando alegrinha. Tão alegrinha que comecei a fazer uni-duni-tê mentalmente, brincando, pensando: qual cara aqui é mais propenso a pagar meu programa?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E um fogo foi subindo, e eu fui ficando com muita vontade de realizar isso. De repente um moço manda umas mandiocas fritas para minha mesa e é aí que eu tenho a confirmação: quem vai pagar o meu programa é ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fui para o banheiro e quando eu volto, ele pede para eu sentar na mesa que ele estava. Eu vou toda feliz, já pensando no que eu iria propor para ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Conversa vai, conversa vem e nada dele me perguntar o que eu fazia da vida. Até que eu mesma me adianto:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Você sabe do que trabalho?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Não faço a mínima ideia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Eu sou acompanhante.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Sério? E quanto você cobra?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ali eu vi o quanto ele já estava ficando interessado. Depois disso, ele demorou um pouco para dar a cartada final, mas então me sugeriu da gente ir para a casa dele. Aceitei, pois era bem próxima da minha casa. Entrei no carro dele e ele me pagou. Chegamos na sua casa, que era bem grande e cheia de carros, pois ele trabalhava com isso. Fomos para a cozinha e ele queria ficar conversando mais, só que já estávamos há mais de duas horas conversando, eu só queria transar logo e ir para minha casa, já que estava bem exausta. Sugeri da gente ir para a cama e fui tirando minha roupa. Ele veio por cima de mim, tirou a roupa e me chupou. Não durou nem dois minutos me chupando e pediu para me penetrar. Ele colocou a camisinha, eu virei de quatro e quando eu estava começando a sentir prazer... ele gozou. Foi a gozada mais rápida da minha vida, durou pouquíssimos segundos. Ele era um senhor de 63 anos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando terminamos, ele me agradeceu, disse que foi muito bom para ele e que havia muito tempo que ele não tinha um prazer assim. Fiquei feliz com isso. Fomos para a cozinha e ele queria conversar mais. Já estava há um tempão conversando com ele e a hora do meu programa já havia acabado, então falei para ele que eu precisava ir. Ele ficou bem bravo. Disse que eu era muito profissional, mas que eu deveria ser menos (?). Sim, ele queria ficar conversando a noite toda comigo, mesmo só tendo pagado uma hora de programa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então teve um momento que ele disse assim "eu nem deveria levar você para a casa". Ele havia combinado que me levaria ao final do encontro. Eu que fiquei brava depois disso, disse assim "abre o portão agora que eu vou ir embora sozinha" firme, quase gritando. Ele ficou em choque com a minha reação, se desculpou, e disse que era ótimo que eu fosse profissional (?)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No caminho para a minha casa, ele ficou dizendo que nunca mais me contrataria. E depois que eu falava "ok", ele dizia que ia me contratar de novo com toda certeza (?). Falei para ele o quanto ele era inconsistente e incoerente. Acho que ele estava um pouco bêbado ainda.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando cheguei em casa, fiquei pensando em tudo que aconteceu nesse dia e de como ele tinha acabado. E decidi que se esse homem me procurasse de novo, eu não atenderia mais ele, porque ele foi muito inconsistente e me trouxe bastante insegura. Então alguns dias depois ele me enviou uma mensagem, querendo me encontrar novamente e eu recusei, dizendo a verdade para ele, que ele não me passava segurança. Ele me pediu desculpas e colocou a culpa na bebida. Não me procurou mais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aí vocês podem estar se perguntando "mas, Sol, você não ficou com medo dele?". E a resposta é não, não fiquei. Já vivi muitas coisas na minha vida e sei lidar com situações que colocam minha segurança em risco. Aliás, eu até gosto de sentir um nível de risco, né? Porque foi euzinha que procurei isso. Eu queria ter essa experiência de fazer um job no bar. Quem sabe eu faça em outro lugar inusitado?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 17 Apr 2025 02:30:12 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Por que Sol Rara?</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/por-que-sol-rara</link>
      <description>A pergunta que não quer calar, mas eu vou calar hoje: por que eu escolhi esse nome?



Brinco por aí que minha mãe me deu esse nome, que ele está na minha certidão de nascimento, para validar que ele realmente é meu.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por que Sol Rara?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           12 de abril de 2025
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A pergunta que não quer calar, mas eu vou calar hoje: por que eu escolhi esse nome?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Brinco por aí que minha mãe me deu esse nome, que ele está na minha certidão de nascimento, para validar que ele realmente é meu. Confesso que uma das coisas mais legais de ser prostituta, é que eu posso inventar o meu próprio nome, essa coisa tão importante, que a gente vem ao mundo sem ter direito de escolher a princípio. Depois do sexo e da família, o nome é aquela coisa crucial que a gente não pode escolher - escolhem por nós. Com a modernidade, hoje, podemos escolher o nosso próprio nome se assim desejarmos depois, mas vocês já viram a burocracia que é para mudar o nome? É um processo chato, então, quase todos nós escolhemos seguir a vida com o nome que nos deram. Uma das primeiras grandes injustiças da vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Há pessoas que não suportam o próprio nome, outras que não ligam tanto assim e há aquelas que amam de paixão o significado dessa palavra que as acompanha continuamente. Eu? Eu era a pessoa que achava uma baita injustiça a gente não escolher o nosso próprio nome. Não achava meu nome nada demais. Eu sou uma artista e as coisas precisam ser demais para mim, e o meu nome? Bem, nada demais. Depois me debrucei sobre o significado do meu nome ao passo que fui crescendo e fui descobrindo que ele definia várias coisas na minha vida, inclusive a minha personalidade. Sim, gente, ser nomeado é uma baita responsabilidade. Eu acredito muito em energia, sendo assim, antes de nascer eu já fui carimbada com a energia do meu nome. Estudando isso, o significado do meu nome ficou bem mais interessante para mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas ainda não era o nome que eu tinha escolhido. E não sei vocês, mas eu acho que ser escritora me faz ter uma fascinação com as palavras, então eu sempre quis escolher a palavra que iam me chamar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antes de virar acompanhante, quase ninguém do meu entorno sabia dessa ideia e eu tinha que me resguardar de saberem, por várias questões, e uma delas é lidar com o preconceito, que eu sei que no momento não estou preparada. Então, tive que inventar um outro nome para dificultar das pessoas me acharem - e tive que inventar outro nome ra-pi-da-men-te, porque no site que eu estava me anunciando eles me pediam um nome, e eu, não tinha ainda pensado nessa parte tão importante.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A princípio, lembrei de um amiga que eu conheci quando eu tinha uns quinze anos mais ou menos. A gente nutria um carinho uma pela outra e chegamos a ficar algumas vezes (sou bissexual), mas a nossa amizade não era profunda, apesar de ter um elo ali de confiança. Um dia ela chegou me chamando de "Sol", "oi, Sol!", ela disse. E eu fiquei sem entender nada, pois este não era meu nome. Cheguei a questionar algumas vezes a escolha desse novo chamamento para comigo, e essa amiga não sabia me explicar exatamente. Até que teve um dia que ela falou que eu era como um sol, que eu era iluminada, energética, magnética e que ela se lembrava de um sol quando se lembrava de mim. Achei aquilo muito bonito, especialmente porque meu signo é Leão, então eu realmente sou regida pelo sol e pelo fogo. Eu realmente ardo, sou intensa, profunda, ágil. Desde criança, as pessoas me dizem que eu carrego um brilho no olhar e que eu tenho olhos muito profundos, ou seja, o brilho faz parte da minha vida. Passei por poucas e boas e sempre fui livrada dos tormentos que me aconteciam, acredito que por estar iluminada de alguma forma. Um brilho meu, eu tinha esse brilho. Então quando pensei no nome de trabalho, pensei que eu deveria ter um nome que carregasse fortemente a minha energia, que só da pessoa ler o meu nome, ela já me sentisse de alguma forma, sentisse um pouco do que eu entrego e do que eu sou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E naquele ar de não-sei-como-vou-me-chamar-agora, eu só conseguia lembrar dessa amiga, então me carimbei; serei a Sol. E gostei de, a partir daquele segundo, ter um nome que significasse a estrela mais importante que temos. Se essa não é uma energia de sucesso, o que seria então?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estava decidido, Sol seria meu nome. Eu estava tão feliz!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas me deparei com um problema: o site que eu estava anunciando só aceitava nome e sobrenome, e eu não fazia a menor ideia do que colocar como sobrenome.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ah, meus amores, aí foi uma empreitada de buscar no Google e fazer combinações, e buscar sobrenomes mais sofisticados, e tentar ver se sobrenomes com a letra S funcionavam melhor... e nada, nada de eu ficar satisfeita com o meu sobrenome.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Só que eu precisava me inscrever, me inscrever logo, pois queria logo trabalhar. Então só me veio "Monroe", da Marilyn. Sou uma grande admiradora da trajetória dessa mulher e sabia que colocar no meu trabalho a energia dela iria me ajudar muito. Ela mesclava inocência com sensualidade, mas era plenamente estratégica e inteligente em cada movimento que fazia. E essa sou eu. Perfeito, não?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então eu me chamei "Sol Monroe" por dois meses. Mas todos os clientes me chamavam de Sol. Seguimos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao passo que eu fui tendo os meus clientes, eu ia ouvindo deles elogios. E um elogio que foi me chamando bastante atenção era "raridade" ou "rara". Alguns se referiam que eu rara por manter meus pelos, sendo tão jovem, e eles admiravam isso. Outros diziam que eu rara pela minha história de vida, pelas minhas experiências, por ser tão nova e já ter maturidade. Outros me diziam que eu era rara pelo meu estilo de acompanhante, por ser presente, por me envolver, por ser atenciosa e carinhosa, por gostar do que eu faço. Outros me diziam que eu era rara pela energia boa... enfim. Não era um elogio que aparecia todas às vezes, mas ele existia e eu achava esse um elogio muito especial, diferente, sensível. Ser rara é ser difícil de achar, é ter algo muito particular, intrínseco, aquele brilho que falei lá acima. Eu acredito que todo mundo, de algum modo, é raro, pois cada um é da sua forma. Cada pessoa é especial, diferente e tem uma história única no mundo. E veio para viver o seu próprio chamado, com seus próprios desafios e alegrias. Eu acredito muito nisso. Mas, quando ouvimos de outras pessoas a diferença que fazemos, isso fica ainda melhor. Temos a confirmação de que estamos plantando o bem e fazendo o certo. Estamos sendo realmente especiais, entregando aquilo que poucos ousaram entregar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sei que, por exemplo, o fato de eu não tirar os meus pelos traz muita curiosidade. Sei que é algo bem diferente no meio da prostituição. Antes de entrar nesse meio, pensei diversas vezes se eu ainda os manteria, mas segui firme assim porque confiei piamente que no meu caminho apareceriam homens que admirassem isso. E tem aparecido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu sabia que isso ou poderia dar muito ruim ou viraria o meu diferencial, e tem virado um dos meus diferenciais. Não é louco que nos ambientes certos podemos ser uma raridade? Admirada, querida, procurada? Agora, tudo o que eu era estava sendo valorizado e eu era chamada de "rara".
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um dia, eu acordei com essa palavra na minha mente e eu juro que na mesma hora eu me disse "preciso mudar de nome!" e lá vai eu mudando tudo, todos os sites que eu tinha me anunciado, meu privacy, minha redes sociais, meu número pessoal, que estava com o nome antigo... eu não entendi por que veio essa mudança repentina, mas acordei com esse desespero, de que precisava mudar, ajustar para um sobrenome que me definia de fato.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E nesse dia eu fiquei me repetindo "sou a Sol... Rara. Sol... RARA. Ra-ra. Sou a Sol... Ra-Ra!" e fiquei como uma criança boba rindo do Rara, pela primeira vez na vida eu tinha achado um nome que realmente era meu! Rara, não é uma palavra tão bonita?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nossa, fiquei realizada esse dia. Até pensei em trocar o "Sol" para "Rara", mas depois pensei que a energia desses dois nomes tinha ficado incrível. E eu também gosto da ideia de ter um nome que alguém escolheu para mim em vida. Em outras palavras, quando minha mãe escolheu meu nome de nascença, ela ainda não havia me conhecido. Eu não existia nesse plano terreno. Mas quando minha amiga escolheu me chamar de Sol, minha personalidade já havia formado e ela estava me nomeando com aquilo que transparecia de mim para ela.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hoje, eu não tenho mais contato com essa amiga. Vida adulta, mudanças de casa e de ambiente nos afastaram. Mas confesso que um dia gostaria de encontrá-la para dizer que de alguma forma ela mudou minha vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sat, 12 Apr 2025 23:10:41 GMT</pubDate>
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      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Eu também não gostava de sexo casual</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/eu-tambem-nao-gostava-de-sexo-casual</link>
      <description>Eu também não gostava sexo. Ponto. É esse o texto, mas sabia que seria muito forte para a gente começar.
Na verdade, eu achava que não gostava de sexo. Na verdade, eu colocava vários empecilhos que me afastavam de fato do ato sexual. Eu dizia que transar para</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Eu também não gostava de sexo casual
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           09 de abril de 2025
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu também não gostava sexo. Ponto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É esse o texto, mas sabia que seria muito forte para a gente começar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na verdade, eu achava que não gostava de sexo. Na verdade, eu colocava vários empecilhos que me afastavam de fato do ato sexual. Eu dizia que transar para mim era muito importante, afinal, isso seria o suprassumo da intimidade. Eu era uma adolescente quando sonhava com um príncipe que tiraria minha virgindade. Sim, esse príncipe nunca existiu, mas eu seguia com a ideia forte que encontraria ele em algum lugar. Ideia inconsciente, é claro, nunca tive em concretude o príncipe, aliás, nunca quis que alguém me salvasse, mas eu acreditava que precisava ser salva para começar minha vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como escrevi no texto anterior, eu tive uma educação bem rígida e pautada no corpo. Talvez um dia eu fale sobre isso, mas agora o que posso dizer é que se tem algo que essa educação me ensinou, foi que o meu corpo ditava as regras do mundo. Eu tinha que ter um corpo atraente, bonito e saudável, senão, não ia arrumar nada nem ninguém (ouvia isso todos os dias). Isso foi me desaproximando do sexo. Tinha muito complexo com meu corpo, achava que sempre existia algo de errado nele. Como então eu ia me dar ao luxo de deixar com que ele desse prazer a outra pessoa ou a mim mesma?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foi aí que eu comecei a colocar vários empecilhos para transar - sem perceber.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao invés do príncipe, mudei para "demissexual" e aqui quero fazer uma ressalva: sei que existem pessoas que se intitulam assim, mas é importante a gente pensar sobre a nossa própria forma de se definir. O que eu quero dizer é que eu me definia como uma pessoa que só transava por atração romântica porque, na verdade, eu tinha muito receio do sexo, da entrega que o sexo tem. Eu não me sentia capaz nem segura para transar, na verdade. Mesmo quando eu tinha algum envolvimento amoroso com alguém, o sexo não era prazeroso para mim. Eu tinha muitas correntes internas que afloravam no sexo, então eu o evitava. Passei mais de dois anos sem transar, evitando, dizendo que transar por transar não era para mim, esperando de alguma forma esse príncipe, tentando gostar de alguém "de verdade" para a coisa fluir. E aqui eu coloco "de verdade"  em aspas porque as pessoas que eu transo hoje eu tenho, sim, um carinho. Eu depositava nesse "de verdade" a chance de fazer superar todos os traumas que vivi envolvendo meu corpo e o sexo, com isso eu adiava uma descoberta profunda nesse tema que sempre foi bem delicado para mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hoje eu tenho compreensão de como minha mente funciona, mas houve um tempo que eu acreditava piamente nos meus medos. Vocês entendem o que eu quero dizer? Às vezes a gente se conta histórias para continuar no (des)conforto, porque ele é o lugar conhecido da nossa mente. Ninguém quer sofrer, isso é fato, mas às vezes ficamos estagnados por acreditar demais nas mentiras que contamos a nós mesmos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cada um de nós tem uma versão de si mesmo, e às vezes essa versão não é fidedigna com o que você seja de fato. Eu, por exemplo, nunca me imaginei sendo prostituta - e ainda sendo tão feliz nessa profissão - e hoje tenho sido uma. Se eu tivesse acreditado na versão recatada de mim, eu nunca tomaria esse passo de entrar nessa profissão. Essa versão recatada era a versão do medo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Acho também que por vezes confundimos os conceitos. Fui entendendo que, para mim, é importante existir uma troca, uma conexão, eu tenho necessidade de conhecer a outra pessoa que estou fazendo sexo. Então, o meu casual, apesar de ser casual, é sentido completamente naquele momento, tem entrega, tem carinho. Eu valorizo isso. O amor é um valor muito importante para mim e ele está em tudo, até nas trocas casuais. Como eu vivo dizendo por aí: não é só sexo. Não acredito que as coisas são somente uma coisa, acredito sempre que há vários fatores envolvidos. E fui entendendo que eu não gostava das trocas frias, que eu valorizava uma pessoa que quisesse tocar no meu corpo com carinho e respeito, que me tratasse com gentileza e não como se eu fosse um objeto prestes a satisfazer os desejos dela. Disso é que eu não gosto, disso é que eu não quero para minha vida. E sabe como as minha relações de sexo eram? Eram assim, de eu sendo um objeto, não aproveitando nem tendo prazer.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Entenderam porque fui me fechando e me intitulando demissexual? A questão era bem mais profunda: eu que precisava buscar meu próprio prazer nessas relações, meus limites, meu orgasmos. Eu deveria procurar pessoas que quisessem o mesmo comigo, que não me visse somente como um corpo-depósito-de-porra. Eu fui por muito tempo isso, afinal, eu aprendi desde a infância que meu corpo não valia nada, como que eu ia mudar isso de repente?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hoje eu já consigo dizer que sou uma mulher que gosta de sexo, sim, e que gosta da sensação de encontrar um desconhecido para transar, que isso me excita, que me faz superar os meus próprios limites internos e me faz me sentir muito desejada, o que é um gás para minha libido. São nas relações casuais que tenho descoberto o meu prazer, o tipo de toque que eu gosto, a forma como eu quero ser tratada e olhada. Meus orgasmos, o relaxamento, a entrega, o carinho, por mais que sejamos dois estranhos, há um carinho mútuo: nós dois queremos estar ali e estamos cem por cento presentes. Essas relações não são menos para mim, na verdade, são elas que têm me ensinado sobre mim mesma. Se eu tivesse com a ideia fechada de que não conseguiria transar assim, talvez nunca tivesse chegado nesse ponto de me conhecer sexualmente, pois também não sou a pessoa que quer casar e ter filhos tão cedo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sei que cada um tem sua vivência particular e há pessoas que realmente não conseguem transar sem envolvimento amoroso. Mas vai que você também é como eu e só precisa se permitir mais um pouco?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Wed, 09 Apr 2025 02:24:11 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Como me tornei acompanhante?</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/como-me-tornei-acompanhante</link>
      <description>Era uma quinta-feira quando eu recebi uma mensagem que mudaria minha vida. Eu trabalhava como professora em uma escola da rede municipal. Eu não estava feliz há um bom tempo e não tinha perspectivas do que eu iria fazer como carreira. Construir uma carreira sempre foi algo muito importante para mim, e de repente, todo meu sonho de ser uma profissional de sucesso estava indo por água abaixo. Eu não queria mais ser professora, definitivamente. Mas, aí, o que eu iria fazer da minha vida?</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Como me tornei acompanhante?
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           27 de março de 2025
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Era uma quinta-feira quando eu recebi uma mensagem que mudaria minha vida. Eu trabalhava como professora em uma escola da rede municipal. Eu não estava feliz há um bom tempo e não tinha perspectivas do que eu iria fazer como carreira. Construir uma carreira sempre foi algo muito importante para mim, e de repente, todo meu sonho de ser uma profissional de sucesso estava indo por água abaixo. Eu não queria mais ser professora, definitivamente. Mas, aí, o que eu iria fazer da minha vida?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nesse dia, eu já estava pronta para encerrar o dia. Era 21h e pouca. Fui surpreendida por uma mensagem de uma colega de trabalho. Ela já era rude comigo e, nesse dia, ela foi ainda mais. Então ela me enviou um áudio de quase um minuto me cobrando sobre o meu trabalho de uma forma muito repulsiva. Me senti até mesmo uma empregada dela, pior, me senti uma escrava. Eu estava sendo humilhada e não havia ninguém para me defender. O que eu ia falar? Eu não podia falar grandes coisas, pois dependia daquele salário para viver.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ah, mas nunca fui mulher de depender de algo ou alguém em troca de nada. Nunca me deixei ser humilhada. Nunca me calei. E estava me sentindo completamente desconectada de mim mesma.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foi com uma raiva enorme que tomou o meu corpo que eu decidi fazer meu cadastro como camgirl. Eu estava, há um tempo, seguindo no instagram uma prostituta. O motivo? Eu não sei! Eu achava ela empoderada, achava muito interessante o modo como ela lidava com a vida e ela também me dava banhos de autoestima, com os conselhos que postava.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Essa prostituta postou o link desse site e eu, sem querer querendo, salvei. Pensei: ah, vai que eu precise, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           De algum modo, eu sentia um calor vendo o dia a dia dela. De algum modo, eu queria ser ela.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas fazer programa também? Nunca, isso jamais - era o que eu me repetia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas na real a minha história com a prostituição começou desde cedo. Desde criança, eu tinha um fascínio por mulheres que exibiam naturalmente a sua sexualidade. Eu queria ter um pouco daquele poder também.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando assisti o filme da Bruna Surfistinha, ainda criança, lembro que ao invés de me assustar, achei fascinante o modo como ela lidava com a vida. Na minha cabeça, a prostituição sempre foi uma incógnita, uma equação que eu não conseguia resolver. Me perguntava várias vezes como uma mulher podia fazer isso, se sujeitar a isso. Eu não compreendia, mas queria compreender.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando comecei a escrever o meu primeiro livro, comecei a contar sobre uma prostituta que decide sair do bordel para virar professora. Ela almejava mais do que a prostituição. Comecei esse livro em 2022 e, quando cheguei em 2024, entendi que estava escrevendo sobre mim mesma e não sobre uma personagem fictícia!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas me perguntava o tempo todo: como? Como eu me vejo como uma prostituta? Por quê?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Parei de escrever sobre essa prostituta, que era eu, e comecei a escrever sobre mim mesma realmente. E agora tenho escrito sobre a minha infância.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Minha cabeça viajava sem entender como eu tinha saído da prostituição para a infância. E tudo era eu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Bom... então fiz meu cadastro na força do ódio dias depois. Eu tremia enquanto fazia. Eu não entendia o que eu estava fazendo, mas estava morrendo de raiva, eu só queria conseguir dinheiro sem me sujeitar a humilhações. Eu mesma queria fazer o meu próprio dinheiro. E também estava muito curiosa para entrar nesse universo. Queria ver como eu ia me sentir, queria ver como era. Me perguntei diversas vezes se era isso que eu queria, ah, e disse que eu ia testar. Eu ficaria fazendo live por um dia, eu seria uma trabalhadora sexual on-line por um dia, se eu não gostasse, eu ia sair. Ia, sim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então combinei isso. Fiz o cadastro no domingo e na terça fui aprovada. Fiquei tão ansiosa para trabalhar nas lives que faltei na escola. Então eu entrei, me tremendo mais ainda, parecia que eu estava vivendo um outro mundo. De repente usuários pagavam para conversar comigo. Eu achava isso um máximo. Fiquei maravilhada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao longo do dia eu entrava algumas vezes e saía. Respirando fundo em cada entrada, ainda não entendendo o que eu estava fazendo da minha vida! Achava isso muito grave, mas ao mesmo tempo muito excitante. De toda forma, seria uma história para contar. Uma baita história!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então de madrugada entrei e fiquei (sim, estava muito animada e não consegui dormir, então entrei de novo). Conheci um usuário muito legal e só com ele eu tirei quase 500$. No meu primeiro dia, eu fiz 541$ e não trabalhei nem 4h. Meu deus. Eu estava ouriçada. Como eu tinha perdido tanto tempo da minha vida assim?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E os dias foram passando, e eu fui entrando cada dia mais. Até que chegou o final do mês e eu fiz o mesmo salário na escola, mas, com um adendo: eu trabalhei apenas 36 horas... NO MÊS! Ah, eu tenho uma história de humilhação muito grande em vários trabalhos que tive na minha vida. Pensa minha cabeça como ficou? Eu estava muito feliz por ter, finalmente, dinheiro. E não só isso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sempre tive muitas inseguranças com o meu corpo e com o sexo em si. Fui abusada quando era criança por uma pessoa extremamente importante na minha vida. Além disso, a minha criação foi muito rígida e pautada no corpo. Todos os dias, sem exceção, a minha mãe dizia que eu não ia ter ninguém na vida, por ser magra demais. Então fui crescendo e não me sentia desejada o suficiente, não sentia que eu tinha um corpo bonito e atraente. Sentia que tudo girava em torno do meu corpo e, se ele não fosse perfeito, ninguém me amaria.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então eu me afastei do meu corpo e comecei a machucá-lo. Eu achava, inconscientemente, que todos os problemas na minha vida eram por causa do meu corpo. Quando as coisas não davam certo, eu me culpava. Me culpava muito, por muitas coisas. Por coisas muitas vezes que eu não tinha culpa alguma. E para onde ia essa culpa? Para o meu corpo! Eu me machucava de todas as formas que vocês podem imaginar. Quase morri diversas vezes tentando eliminar o meu corpo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas eu sobrevivi. Sobrevivi com uma história de recuperação desse meu corpo, que um dia foi tão aniquilado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando homens começaram a pagar para ter acesso ao meu corpo, eu comecei a vê-lo de um jeito diferente. Pela primeira vez na vida, eu estava me sentindo desejada, atraente, bonita. Eu estava sentindo que o meu corpo valia, literalmente. Eu estava realmente feliz na minha própria pele. Era uma prova de que tudo que minha mãe falou foi uma mentira. Homens queriam, sim, o meu corpo. E muito. E eu me sentia conquistando um espaço dentro de mim que nunca tinha conquistado até então: eu não queria mudar mais nada no meu corpo. Eu estava feliz com ele. Era exatamente esse corpo, da forma como ele tinha, que estava me proporcionando uma vida melhor. E eu não sabia que podia melhorar...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nunca tinha gozado na vida. Em uma live, eu comecei a me masturbar para um usuário e gozei. Achei aquilo muito doido. Como eu gozava com uma câmera? Sem nem saber quem estava me assistindo?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então eu sentia tesão cada vez mais, de um jeito que nunca imaginei sentir. Comecei a me tocar, a me conhecer como mulher e comecei a gozar para mim também, sem câmera alguma.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ah, eu estava maravilhada, vocês não têm ideia!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A vida toda eu nunca tinha sentido nada disso e, dentro de algumas semanas, eu estava vendo a minha vida mudar completamente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foi aí que eu comecei a sentir falta de transar. De sentir o corpo das pessoas. De me entregar na cama. De sentir o toque, o cheiro, o gosto. Pelas lives, eu não podia tocar nas pessoas. E eu queria muito, queria tocar. Queria ter prazer com elas, para além de ter prazer comigo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então eu pensei: e se eu começar a fazer programas?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Bom, não pensei muito, porque não acho que seja uma decisão que dá para ser bem calculada. Eu sabia que se eu pensasse muito, eu desistiria. Então aprontei minhas coisas, estudei intensamente o ramo, por um curto tempo, e decidi: vou virar garota de programa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Paguei o anúncio e fui atrás de um ensaio. Fiz o ensaio e, no ensaio, eu estava me sentindo outra. Não sei explicar, mas me senti renascendo. Em cada pose, algo se aflorava em mim, e eu repetia internamente: estou pronta, estou pronta, estou pronta.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sim, eu estava pronta para virar garota de programa. Na verdade, eu estava pronta para ser mulher. Foi isso que eu senti. Que estava nascendo como mulher.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O ensaio foi na quarta à noite e na sexta de manhã confirmei o meu primeiro programa. Foi na zona leste, local que eu nasci, e achei bem simbólico. O cliente foi um querido e disse que gostou tanto de mim que não queria nem transar, pois só queria falar comigo (já eu queria muito transar hahaha). Em menos de uma hora, eu já estava com mais de 600$ na conta. Meu deus. Era assim que minha cabeça pensava m-e-u d-e-u-s! Onde eu estava esse tempo todo que não entrei nesse trabalho antes? Era isso que eu pensava. Algo dentro de mim dizia: você nasceu para isso. E sim, eu sabia que eu tinha nascido, nascido para conquistar o mundo através do meu corpo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depois os outros programas foram seguindo, e eu fui tendo cada vez mais a minha confirmação. Estou há pouco tempo, mas já gosto demais do que eu faço. Tenho muito tesão, prazer, entusiasmo por transar com desconhecidos e antes eu me definia como demissexual!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sabe o que tenho descoberto? É que a gente tem partes dentro da gente que desconhecemos. Que muitas vezes nos definimos de uma forma, mas na verdade o nosso interior é outra coisa. Dizemos que nunca seríamos aquilo e, quando vemos, estamos tendo o maior prazer do mundo por ser aquilo que um dia a gente abominou!
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ah, tem tantas partes de mim que eu desconheço! Nós somos uma caixinha de surpresa, se assim permitirmos. É preciso estar aberto às mudanças da vida. É preciso querer se experimentar, trocar de pele, ser outra, se testar. Eu nunca tive medo de mudanças, então essa descoberta de mim mesma veio muito rápido. E eu tenho adorado! Agora eu consigo gozar, agora eu consigo estar bem com o meu corpo. Meu corpo me sustenta, literalmente. Esse corpo que um dia foi tão maltratado, hoje é idolatrado. Me sinto fazendo uma revolução na minha vida. Essa é só a primeira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            E olha, nunca me imaginei sendo acompanhante, muito menos ser acompanhante e ser tão feliz como eu estou sendo. A vida realmente é muito maluca, né?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por isso que uma das minhas premissas é: tudo é perfeito. Tudo acontece como tem que acontecer. A vida sabe o que faz.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Se não fosse a colega de trabalho ter me tratado tão mal, talvez eu nunca estaria aqui. Por isso temos que agradecer até mesmo as coisas ruins, são muitas vezes elas que nos levam para o melhor que teremos do universo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 27 Mar 2025 20:40:10 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Primeiro cliente relatado - Deu tudo errado</title>
      <link>https://www.solrara.com.br/primeiro-cliente-relatado-deu-tudo-errado</link>
      <description>Chegou o dia que inaugurei o meu blog, esse espacinho destinado a escrever alguns encontros que me marcaram, meu dia a dia com a profissão, meu devaneios sobre a vida e o sexo, e outras coisinhas mais que o meu coração pedir para dividir com vocês. Hoje, começarei escrevendo sobre um encontro que tive nesses últimos dias, que mexeu comigo. Sim, por mais que eu seja acompanhante e consiga separar muito bem o que é profissional do que é pessoal, eu sou humana, né? E tem alguns clientes que ultrapassam um pouco o limite da profissão, ou seja, tem alguns clientes que a química e o papo são tão bons que eles até esquecem que nós somos apenas acompanhantes… e a gente também.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Primeiro cliente relatado
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           - Deu tudo errado
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           25 de março de 2025
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chegou o dia que inaugurei o meu blog, esse espacinho destinado a escrever alguns encontros que me marcaram, meu dia a dia com a profissão, meu devaneios sobre a vida e o sexo, e outras coisinhas mais que o meu coração pedir para dividir com vocês. Hoje, começarei escrevendo sobre um encontro que tive nesses últimos dias, que mexeu comigo. Sim, por mais que eu seja acompanhante e consiga separar muito bem o que é profissional do que é pessoal, eu sou humana, né? E tem alguns clientes que ultrapassam um pouco o limite da profissão, ou seja, tem alguns clientes que a química e o papo são tão bons que eles até esquecem que nós somos apenas acompanhantes… e a gente também.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Era mais ou menos quarta-feira, quando eu recebi um bom dia, de um possível cliente. Respondi e logo enviei minhas informações, pois vi o interesse claro dele em sair comigo. Então ele sugeriu me pegar em casa, falei que não aceitava esse tipo de conduta, mas que poderia encontrá-lo na estação Butantã, que é a mais próxima para mim. Marcamos no sábado, às 16h. Tranquilo, abri a exceção (que seria a primeira, sem eu saber) dele me buscar no metrô. Pensei “humm, ele quer fingir que eu sou a namoradinha que ele vai pegar na estação, né? Então eu serei” e me animei para o encontro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           De manhã, ele me manda um bom dia e já sinto que está mais que confirmado, me preparo, me arrumo e vou encontrá-lo na estação. Chegando lá, não vejo o seu carro, ficamos uns quinze minutos tentando nos encontrar, já que aquela região do Butantã é complicada para parar carro. Ele estava em um lado que não conseguia vê-lo, mesmo com a localização ativada. Sugeri ele vir até mim na porta da estação. Ele vem, e eu entro em seu carro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando eu entrei no carro, esqueci por alguns instantes que iríamos ao motel. Não sei o que aconteceu, senti uma energia de paz ao lado dele. Ele colocou o nome do motel no GPS e logo chegamos. No caminho, ele já me contava algumas coisas da vida dele e lembro de sentir algo assim “ufa! Estou diante de um cara legal, que vai fazer eu rir no encontro”, percebi o quanto ele era divertido e leve, me dava vontade de ficar próxima dele e isso seria ótimo, afinal, o tempo que iríamos passar juntos seria plenamente desfrutado, tanto por mim quanto por ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estávamos diante de uma piscina. Ele pegou algumas cervejas e eu perguntei se ele fumava maconha, ele disse que sim e já foi sacando o cigarro. Perguntou se eu fumava, e eu confirmei piamente. Ficamos fumando, bebendo e conversando, na beirada da piscina. Ele me contava muitas coisas da sua vida, como ela um dia já tinha sido difícil e como às vezes ela ainda era. Como ele tinha sido decepcionado em um relacionamento, consigo mesmo e com os outros. Das experiências dele com a ayahuasca. Da visão que ele tinha sobre a vida, mas, antes, eu falei da minha.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sabe? O que mais me move na vida é o amor, esse é o meu maior valor. Se eu não colocar amor nas coisas que eu faço, elas simplesmente não acontecem – eu digo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Meu deus! É isso! Eu também sou assim! O amor é muito importante para mim – ele coloca.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A gente estava bastante conectado. Eu gostava da presença dele e sentia uma paz, uma leveza, achei ele um homem tão leve, tão aberto, tão intenso e sensível. Lembro que achei isso muito bonito e senti que eu poderia relaxar com ele, que ele encontraria formas de me fazer bem, porque era nisso que ele tinha maestria. Dito e feito.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nos beijamos algumas vezes ali na beira da piscina. E depois de um tempão conversando, uma hora e meia! Decidimos ir para o quarto. Eu não queria, para ser sincera. Estava gostando tanto da companhia dele que escutaria por horas tudo o que ele tinha a dizer, mas é claro que sou uma profissional do sexo e aquilo não era um date, apesar de algumas vezes aparecer. Então me aprontei e fui para o quarto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Coloquei a minha playlist de músicas selecionadas para esse momento. Ele veio para cima de mim, na cama, e lembro que nessa hora esqueci que ele era ele, digo, ele ficou diferente, ele ficou entregue para mim. Muito entregue. Ele chupava meus seios de um jeito tão gostoso que é difícil esquecer. Os movimentos que ele fazia eram deliciosos e me excitaram muito. Depois, ele foi beijando até descer na minha buceta. Chupou com muita vontade e depois de um tempo eu gozei. Mas, quando eu gozei, ele disse:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Vou de novo. Quero ver você gozar mais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Acho que não vou conseguir, nos atendimentos eu só consigo uma vez.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Vai. Eu tenho uma coisa para te mostrar... eu comprei um vibrador para usar com você, está no carro. Quer ver?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Quê? Como assim? Você comprou um vibrador e chegou em dois dias?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sim, comprei na Amazon. Posso pegar?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Pega.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E ele trouxe o vibrador. Era um sugador de clitóris estilo pinguim. Achei aquilo muito inédito, ele comprar um brinquedinho para usar especialmente comigo. Gostei muito, apesar de ter ficado bastante surpresa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele disse que queria me chupar enquanto colocava o vibrador no meu clitóris, mas eu não aceitei, pois estava com a pepeca já muito sensível, não ia gozar de novo. Então ele me penetrou. O pau dele era enorme e doía um pouco. Mesmo assim, fiquei muito excitada com o jeito que ele metia, seus movimentos eram maravilhosos e ele realmente sabia o que estava fazendo. Ele metia maravilhosamente bem. Aff, fiquei caidinha com aquilo, meu Deus! Confesso. Por mais que eu estivesse aproveitando o momento, também sabia que aquilo era um atendimento. Uma das coisas que ele mais me disse no encontro era que ele queria encontrar uma namorada. E eu não seria namorada de seu ninguém. Então deixei ele meter - maravilhosamente bem -, mas não me envolvi completamente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele estava envolvidíssimo. De todos os caras que eu já saí, nenhum teve tanta ânsia de ter conexão na cama como ele. Ele metia e olhava nos meus olhos, eu esquivava um pouco. Para mim era bem novo lidar com um cliente que queria fazer amor comigo e não sexo. Ai, que delícia. Não vou negar que apesar de não saber no que aquilo ia dar, eu estava adorando. Estava excitadíssima, estava sentindo ele todo em mim, se entregando muito. Trocamos de posição e ele me comeu de quatro, enquanto eu segurava o vibrador. Em algum momento, ele tirou foto dessa posição, porque segundo ele eu estava muito sexy de quatro. Também quando chupei o pau dele, pedi para gravar, queria guardar aquele momento de recordação rs Eu estava gostando do que a gente estava fazendo. Quando ele estava metendo de quatro, pedi para ele bater na minha bunda e nunca pedi isso para nenhum cliente, mas para ele, eu senti que podia pedir. Depois ele me comeu, me comeu, comeu e… eu pedi para trocar de posição porque estava ficando enjoada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Ah, tudo bem. Eu vou demorar muito para gozar, é melhor a gente ir porque já faz muitas horas que estamos aqui.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Tudo bem então.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E nos aprontamos para sair. Olhei o celular e vi que era quase 20h e eu iria assistir Anora às 20h40 no cinema. Merda. Será que daria tempo?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Eu preciso ir, mesmo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Você tem compromisso?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Tenho, sim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – É cliente?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Não, eu vou ao cinema.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sozinha?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Sim!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Então ele me olha meio assim quase se convidando. E realmente se convida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Eu posso ir com você?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Fazer o que lá? Claro que não – e dou uma risada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Assistir com você. Eu gostei de você, queria ficar perto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Não.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sim, eu fui bem categórica, pois sabia que deixar ele ir ao cinema comigo não ia fazer sentido para essa relação, que é estritamente comercial, apesar de ter afeto, porque somos seres humanos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas nesse dia eu fui humana até demais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Entrei no carro dele e pedi pra ele me deixar novamente na estação. Nos despedimos com um beijo tão delicioso que eu senti até frio na barriga! Que gostoso, aquele tipo de beijo que dá vontade de ficar e não de ir embora. E eis que ele diz:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Ah, vamos para o cinema, vai!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E eu concordo. Pois é... achei bonitinha aquela insistência de um homem que só queria ficar do meu lado, de um homem que eu também mal conhecia e já tinha gostado. Fiquei pensando que era uma merda aquilo que estava fazendo, mas também pensei só se vive uma vez, né? (todas as grandes merdas são feitas sobre essa premissa, sabemos) E foi esse pensamento que guiou esse pós atendimento para mim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Eu não vou ser sua namoradinha lá, acabou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Não, vamos como amigos – e ele aperta minha mão.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Ah, tá! Mas você vai pagar o ingresso, a pipoca, o refrigerante e o chocolate que eu também vou querer, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Vou, sim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – Ah, então tá bom.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E na minha concepção eu achei que estava fazendo um grande negócio. Só que não.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No cinema ele tentou algumas vezes pegar na minha mão, fazia carinhos, deitava no meu ombro, mas eu não correspondia. Afinal, já tinha dito que era só amizade (a menos que ele tivesse pagado minha saída, para além do atendimento), então não correspondi.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O filme acabou e ele me levou até a estação. Demos selinhos e eu segui meu trajeto. Conversamos depois todos os dias da mesma semana e ele me contava o quanto tinha gostado de mim e queria muito me ver de novo. E eu também contei o quanto gostei. Ele disse que não podia pagar meu atendimento naquela semana, só no próximo mês. Então me contentei em só vê-lo no próximo mês. Foi aí que ele insistiu para somente almoçar comigo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Amigos e amigas, eu gostei desse homem então pensei de novo naquela frase merda só se vive uma vez e pensei ainda por que não dar uma chance para um cara legal que faz tanta questão da minha companhia? Aparentemente, tudo estava ocorrendo bem, era bem nítido que ele fazia questão da minha presença, então, pelo menos, seria divertido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aceitei e fiquei esperando ele me dizer a hora. Nada desse homem aparecer. Era sexta-feira, sabe? E o nosso encontro era sábado. Minha cabeça viajou pensando nas coisas interessantes que ele podia estar fazendo, tão interessantes que esqueceu de marcar decentemente para sair comigo. Ah, fiquei tão chateada! E com o ego ferido. Não dou oportunidade para praticamente nenhum homem e, quando dou, ela é bem escassa, ou seja, se o cara vacilar minimamente, eu caio fora. E foi o que eu fiz.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Vou ter outro compromisso amanhã. Como você não disse o horário certinho, acabei marcando outra coisa. Beijos” e enviei. Ele respondeu com um fatídico emoji de risada, RISADA, meus amores! RI-SA-DA! Ah, que raiva desse homem. E bloqueei.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No outro dia desbloqueei, pois achei drástica minha atitude de bloquear. E ficou nessa. Não conversamos mais depois que isso aconteceu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Acredito que dei muito espaço para esse cliente e acho que ele pensou algumas vezes “é, ela realmente gostou de mim” e foi se esforçando menos. Mas eu apenas tinha ficado interessada e estava avaliando se fazia sentido oferecer esse almoço "grátis" a ele. Grátis entre aspas porque nada nessa vida é grátis, sabemos! Eu ia pagar com o meu tempo, e ele também. Será que o MEU tempo valia esse almoço? Pelo visto não... Sou uma pessoa bem seletiva e não aceito qualquer pessoa na minha vida. A partir de agora, também serei mais criteriosa para escolher minhas companhias de cinema.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Tue, 25 Mar 2025 22:56:26 GMT</pubDate>
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