Primeiro cliente relatado

- Deu tudo errado

25 de março de 2025

Chegou o dia que inaugurei o meu blog, esse espacinho destinado a escrever alguns encontros que me marcaram, meu dia a dia com a profissão, meu devaneios sobre a vida e o sexo, e outras coisinhas mais que o meu coração pedir para dividir com vocês. Hoje, começarei escrevendo sobre um encontro que tive nesses últimos dias, que mexeu comigo. Sim, por mais que eu seja acompanhante e consiga separar muito bem o que é profissional do que é pessoal, eu sou humana, né? E tem alguns clientes que ultrapassam um pouco o limite da profissão, ou seja, tem alguns clientes que a química e o papo são tão bons que eles até esquecem que nós somos apenas acompanhantes… e a gente também.


Era mais ou menos quarta-feira, quando eu recebi um bom dia, de um possível cliente. Respondi e logo enviei minhas informações, pois vi o interesse claro dele em sair comigo. Então ele sugeriu me pegar em casa, falei que não aceitava esse tipo de conduta, mas que poderia encontrá-lo na estação Butantã, que é a mais próxima para mim. Marcamos no sábado, às 16h. Tranquilo, abri a exceção (que seria a primeira, sem eu saber) dele me buscar no metrô. Pensei “humm, ele quer fingir que eu sou a namoradinha que ele vai pegar na estação, né? Então eu serei” e me animei para o encontro.


De manhã, ele me manda um bom dia e já sinto que está mais que confirmado, me preparo, me arrumo e vou encontrá-lo na estação. Chegando lá, não vejo o seu carro, ficamos uns quinze minutos tentando nos encontrar, já que aquela região do Butantã é complicada para parar carro. Ele estava em um lado que não conseguia vê-lo, mesmo com a localização ativada. Sugeri ele vir até mim na porta da estação. Ele vem, e eu entro em seu carro.


Quando eu entrei no carro, esqueci por alguns instantes que iríamos ao motel. Não sei o que aconteceu, senti uma energia de paz ao lado dele. Ele colocou o nome do motel no GPS e logo chegamos. No caminho, ele já me contava algumas coisas da vida dele e lembro de sentir algo assim “ufa! Estou diante de um cara legal, que vai fazer eu rir no encontro”, percebi o quanto ele era divertido e leve, me dava vontade de ficar próxima dele e isso seria ótimo, afinal, o tempo que iríamos passar juntos seria plenamente desfrutado, tanto por mim quanto por ele.


Estávamos diante de uma piscina. Ele pegou algumas cervejas e eu perguntei se ele fumava maconha, ele disse que sim e já foi sacando o cigarro. Perguntou se eu fumava, e eu confirmei piamente. Ficamos fumando, bebendo e conversando, na beirada da piscina. Ele me contava muitas coisas da sua vida, como ela um dia já tinha sido difícil e como às vezes ela ainda era. Como ele tinha sido decepcionado em um relacionamento, consigo mesmo e com os outros. Das experiências dele com a ayahuasca. Da visão que ele tinha sobre a vida, mas, antes, eu falei da minha.


– Sabe? O que mais me move na vida é o amor, esse é o meu maior valor. Se eu não colocar amor nas coisas que eu faço, elas simplesmente não acontecem – eu digo.

– Meu deus! É isso! Eu também sou assim! O amor é muito importante para mim – ele coloca.


A gente estava bastante conectado. Eu gostava da presença dele e sentia uma paz, uma leveza, achei ele um homem tão leve, tão aberto, tão intenso e sensível. Lembro que achei isso muito bonito e senti que eu poderia relaxar com ele, que ele encontraria formas de me fazer bem, porque era nisso que ele tinha maestria. Dito e feito.


Nos beijamos algumas vezes ali na beira da piscina. E depois de um tempão conversando, uma hora e meia! Decidimos ir para o quarto. Eu não queria, para ser sincera. Estava gostando tanto da companhia dele que escutaria por horas tudo o que ele tinha a dizer, mas é claro que sou uma profissional do sexo e aquilo não era um date, apesar de algumas vezes aparecer. Então me aprontei e fui para o quarto.


Coloquei a minha playlist de músicas selecionadas para esse momento. Ele veio para cima de mim, na cama, e lembro que nessa hora esqueci que ele era ele, digo, ele ficou diferente, ele ficou entregue para mim. Muito entregue. Ele chupava meus seios de um jeito tão gostoso que é difícil esquecer. Os movimentos que ele fazia eram deliciosos e me excitaram muito. Depois, ele foi beijando até descer na minha buceta. Chupou com muita vontade e depois de um tempo eu gozei. Mas, quando eu gozei, ele disse:


– Vou de novo. Quero ver você gozar mais.

– Acho que não vou conseguir, nos atendimentos eu só consigo uma vez.

– Vai. Eu tenho uma coisa para te mostrar... eu comprei um vibrador para usar com você, está no carro. Quer ver?

– Quê? Como assim? Você comprou um vibrador e chegou em dois dias?

– Sim, comprei na Amazon. Posso pegar?

– Pega.


E ele trouxe o vibrador. Era um sugador de clitóris estilo pinguim. Achei aquilo muito inédito, ele comprar um brinquedinho para usar especialmente comigo. Gostei muito, apesar de ter ficado bastante surpresa.


Ele disse que queria me chupar enquanto colocava o vibrador no meu clitóris, mas eu não aceitei, pois estava com a pepeca já muito sensível, não ia gozar de novo. Então ele me penetrou. O pau dele era enorme e doía um pouco. Mesmo assim, fiquei muito excitada com o jeito que ele metia, seus movimentos eram maravilhosos e ele realmente sabia o que estava fazendo. Ele metia maravilhosamente bem. Aff, fiquei caidinha com aquilo, meu Deus! Confesso. Por mais que eu estivesse aproveitando o momento, também sabia que aquilo era um atendimento. Uma das coisas que ele mais me disse no encontro era que ele queria encontrar uma namorada. E eu não seria namorada de seu ninguém. Então deixei ele meter - maravilhosamente bem -, mas não me envolvi completamente.


Ele estava envolvidíssimo. De todos os caras que eu já saí, nenhum teve tanta ânsia de ter conexão na cama como ele. Ele metia e olhava nos meus olhos, eu esquivava um pouco. Para mim era bem novo lidar com um cliente que queria fazer amor comigo e não sexo. Ai, que delícia. Não vou negar que apesar de não saber no que aquilo ia dar, eu estava adorando. Estava excitadíssima, estava sentindo ele todo em mim, se entregando muito. Trocamos de posição e ele me comeu de quatro, enquanto eu segurava o vibrador. Em algum momento, ele tirou foto dessa posição, porque segundo ele eu estava muito sexy de quatro. Também quando chupei o pau dele, pedi para gravar, queria guardar aquele momento de recordação rs Eu estava gostando do que a gente estava fazendo. Quando ele estava metendo de quatro, pedi para ele bater na minha bunda e nunca pedi isso para nenhum cliente, mas para ele, eu senti que podia pedir. Depois ele me comeu, me comeu, comeu e… eu pedi para trocar de posição porque estava ficando enjoada.


– Ah, tudo bem. Eu vou demorar muito para gozar, é melhor a gente ir porque já faz muitas horas que estamos aqui.

– Tudo bem então.


E nos aprontamos para sair. Olhei o celular e vi que era quase 20h e eu iria assistir Anora às 20h40 no cinema. Merda. Será que daria tempo?


– Eu preciso ir, mesmo.

– Você tem compromisso?

– Tenho, sim.

– É cliente?

– Não, eu vou ao cinema.

– Sozinha?

– Sim!


Então ele me olha meio assim quase se convidando. E realmente se convida.


– Eu posso ir com você?

– Fazer o que lá? Claro que não – e dou uma risada.

– Assistir com você. Eu gostei de você, queria ficar perto.

– Não.


Sim, eu fui bem categórica, pois sabia que deixar ele ir ao cinema comigo não ia fazer sentido para essa relação, que é estritamente comercial, apesar de ter afeto, porque somos seres humanos.


Mas nesse dia eu fui humana até demais.


Entrei no carro dele e pedi pra ele me deixar novamente na estação. Nos despedimos com um beijo tão delicioso que eu senti até frio na barriga! Que gostoso, aquele tipo de beijo que dá vontade de ficar e não de ir embora. E eis que ele diz:


– Ah, vamos para o cinema, vai!

E eu concordo. Pois é... achei bonitinha aquela insistência de um homem que só queria ficar do meu lado, de um homem que eu também mal conhecia e já tinha gostado. Fiquei pensando que era uma merda aquilo que estava fazendo, mas também pensei só se vive uma vez, né? (todas as grandes merdas são feitas sobre essa premissa, sabemos) E foi esse pensamento que guiou esse pós atendimento para mim.


– Eu não vou ser sua namoradinha lá, acabou.

– Não, vamos como amigos – e ele aperta minha mão.

– Ah, tá! Mas você vai pagar o ingresso, a pipoca, o refrigerante e o chocolate que eu também vou querer, né?

– Vou, sim.

– Ah, então tá bom.


E na minha concepção eu achei que estava fazendo um grande negócio. Só que não.


No cinema ele tentou algumas vezes pegar na minha mão, fazia carinhos, deitava no meu ombro, mas eu não correspondia. Afinal, já tinha dito que era só amizade (a menos que ele tivesse pagado minha saída, para além do atendimento), então não correspondi.


O filme acabou e ele me levou até a estação. Demos selinhos e eu segui meu trajeto. Conversamos depois todos os dias da mesma semana e ele me contava o quanto tinha gostado de mim e queria muito me ver de novo. E eu também contei o quanto gostei. Ele disse que não podia pagar meu atendimento naquela semana, só no próximo mês. Então me contentei em só vê-lo no próximo mês. Foi aí que ele insistiu para somente almoçar comigo.


Amigos e amigas, eu gostei desse homem então pensei de novo naquela frase merda só se vive uma vez e pensei ainda por que não dar uma chance para um cara legal que faz tanta questão da minha companhia? Aparentemente, tudo estava ocorrendo bem, era bem nítido que ele fazia questão da minha presença, então, pelo menos, seria divertido.


Aceitei e fiquei esperando ele me dizer a hora. Nada desse homem aparecer. Era sexta-feira, sabe? E o nosso encontro era sábado. Minha cabeça viajou pensando nas coisas interessantes que ele podia estar fazendo, tão interessantes que esqueceu de marcar decentemente para sair comigo. Ah, fiquei tão chateada! E com o ego ferido. Não dou oportunidade para praticamente nenhum homem e, quando dou, ela é bem escassa, ou seja, se o cara vacilar minimamente, eu caio fora. E foi o que eu fiz.


“Vou ter outro compromisso amanhã. Como você não disse o horário certinho, acabei marcando outra coisa. Beijos” e enviei. Ele respondeu com um fatídico emoji de risada, RISADA, meus amores! RI-SA-DA! Ah, que raiva desse homem. E bloqueei.


No outro dia desbloqueei, pois achei drástica minha atitude de bloquear. E ficou nessa. Não conversamos mais depois que isso aconteceu.


Acredito que dei muito espaço para esse cliente e acho que ele pensou algumas vezes “é, ela realmente gostou de mim” e foi se esforçando menos. Mas eu apenas tinha ficado interessada e estava avaliando se fazia sentido oferecer esse almoço "grátis" a ele. Grátis entre aspas porque nada nessa vida é grátis, sabemos! Eu ia pagar com o meu tempo, e ele também. Será que o MEU tempo valia esse almoço? Pelo visto não... Sou uma pessoa bem seletiva e não aceito qualquer pessoa na minha vida. A partir de agora, também serei mais criteriosa para escolher minhas companhias de cinema.

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